Volvo Ocean Race: começa 3ª fase da regata oceânica mais difícil do mundo

Lisbon stopover.  Photo by James Blake/Volvo Ocean Race. 06 November, 2017.

A terceira etapa da Volvo Ocean Race começou domingo (10) na Cidade do Cabo, na África do Sul. O trecho deve ter duração de 15 dias e terá como destino final Melbourne, na Austrália. Os sete barcos na disputa, incluindo a equipe AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, terão 6.500 milhas náuticas pelos mares do sul, famosos pelos ventos fortes, ondas gigantes e frio. Logo de cara, os tripulantes enfrentaram rajadas de até 25 nós nesta segunda-feira (11), com breve diminuição de intensidade até voltar a soprar com força novamente, já no Oceano Antártico.

“Tentei me preparar psicologicamente antes da largada. Será uma etapa muito dura e difícil. Nossa equipe, da AkzoNobel, está com pensamento positivo para navegar bem e chegar mais perto dos líderes da Volvo Ocean Race”, afirmou a campeã olímpica Martine.

A liderança nas primeiras milhas ficou dividida entre Mapfre e Dongfeng Race Team, curiosamente os primeiros colocados na classificação geral. O AkzoNobel deixou o percurso entre boias em quarto lugar, com a Table Mountain de fundo.

Leg 3, Cape Town to Melbourne, Start. Photo by Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race. 10 December, 2017.

Para Martine Grael, a etapa 3 é importante, pois tem pontuação dobrada, ou seja, o vencedor soma 14 pontos, além de 1 de bônus. Nas pernas normais, o ganhador leva sete. “A terceira etapa também é importante, pois tem o ponto duplo, o que nos ajudaria na classificação. Na última disputa – entre Lisboa e a Cidade do Cabo – ficamos em quinto lugar. Foi uma perna difícil psicologicamente. Ficar no grupo de trás para uma tripulação muito competitiva, onde todo mundo quer ganhar, não é fácil. Chegamos cabisbaixos na África do Sul, mas algumas mudanças foram feitas, incluindo a chegada de dois tripulantes novos”, reforçou.

Leg 3, Cape Town to Melbourne, Start. Photo by Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race. 10 December, 2017.

A velejadora se referia ao espanhol Alex Pella, recém-ganhador da Transat Jacques Vabre na classe Multi50, e o neozelandês Justin Ferris. Já o Dongfeng Race Team teve que fazer uma mudança de última hora. O neozelandês Daryl Wislang sofreu uma lesão na manhã de domingo (10) e a equipe decidiu não arriscar, colocando a bordo o francês Fabien Delahaye.

Foi a 11ª vez na história do evento que a regata partiu da Cidade do Cabo. “São as piores condições que se pode encontrar, mas também as melhores de todas”, disse Stu Bannatyne, três vezes vencedor da competição, a bordo do Dongfeng, em resposta a uma pergunta sobre o Oceano Austral. “Felizmente, a mente humana esquece os maus momentos e só se lembra dos bons, e é por isso que continuamos a querer voltar”. A cobertura completa da regata está disponível on-line no site www.volvooceanrace.com. (Com informações de S/A Llorente & Cuenca)

Cape Town stopover. In-Port Race. Photo by Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race. 08 December, 2017.

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