Bergson vai defender o Furacão

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Depois de receber propostas e sondagens de pelo menos dez clubes brasileiros (Atlético-GO, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, Bahia, Sport, Goiás, Ceará, Palmeiras e São Paulo) e dois estrangeiros, o atacante Bergson firmou acordo com o Atlético Paranaense para a temporada de 2018. Principal destaque do Paissandu na Série B, com 16 gols (foi artilheiro da competição, ao lado de Mazinho, do Oeste-SP), o jogador se valorizou muito e passou a ser alvo do interesse de equipes das Séries A e B.

A diretoria do Papão chegou a apresentar uma proposta de renovação bem acima do teto estabelecido para a folha salarial de jogadores – algo em torno de R$ 70 mil -, mas Bergson acabou optando pela oferta do Furacão.

Gaúcho de Alegrete, Bergson tem 26 anos e passagem por vários clubes brasileiros (Grêmio, Chapecoense, Vila Nova, Ypiranga, Juventude e Náutico) e internacionais (Braga de Portugal, Suwon Bluewings e Busan IPark da Coreia do Sul). A opção pelo rubro-negro paranaense levou em conta a gestão e a estrutura do clube, que no próximo ano pode ter o holandês Clarence Seedorf como técnico ou gerente de futebol.

8 comentários em “Bergson vai defender o Furacão

  1. Eu comentei muito aqui que mesmo diante de um plantel dos mais fracos formados na história bicolor em nacionais que já vi, eu por mais incrível que pareça, visualizei a sobra de uma base boa do time titular, uma espinha dorsal para a formação do elenco em 2018 se essa base permanecesse. Mas já vi que não vai permanecer. O ataque razoável para bom já se foi, o ataque foi desfeito com saída confirmada de do Caion e agora Bérgson. Outros ainda dessa base aproveitável deverão também se escafeder, só ficando uma minoria que tem contrato ativo até para ano que vem. E os que não interessam mas tem contrato também. Isso eu coloco na condicional porque infelizmente o Paysandu há muito tempo não sabe o que é segurar ou manter um atleta de seu interesse no plantel, mesmo sendo hoje um clube mais bem organizado. Não sei porque isso ocorre, citei até que no clube carece de pessoas com força e tarimba de negociação. A única coisa que percebo é que qualquer atleta que desponte no Paysandu, qualquer time leva fácil fácil . Parece barriga de aluguel. Gera para os outros. Faço um comparativo com o modesto CRB de Alagoas, onde ainda está ou estava lá há muito tempo o goleador Ze Carlos, 2 vezes artilheiro da serie B, onde este ano não foi goleador nato mas ajudou muito o CRB a escapar do rebaixamento. Porém ninguém nunca aliciou o jogador para levar embora e ele sempre no CRB. Talvez saia agora mas já ficou bastante tempo por lá ajudando. No Paysandu basta o jogador fazer um golzinho que logo é cobiçado e levado por outro time. Se continuar assim, o Paysandu vai voltar à Libertadores e ganhar outro título nacional . somente dia de “”SÃO NUNCA .””

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  2. Muito obrigado artilheiro ! Um pena essa despedida.. A torcida do quase falido estava preocupada com a sua presença no Parazão 2018 ! Afinal, aquele gol.. Eles nunca vão esquecer..

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  3. Nelio, mesmo sabendo que é muito difícil concorrer com clubes da série A, concordo que o Paysandu tem muita dificuldade para segurar jogadores que se destacam em seu elenco. Há alguns anos, esse fenômeno ocorre lá pelas bandas da Curuzu; será que é falta de um dirigente arrojado, ou é a política da atual chapa que comanda o clube ? Espero que o pessoal da Novos Rumos esteja preparando o terreno, para que em um futuro próximo, possamos estar batendo de frente com os grandes do eixo Sul/Sudeste. Senão, estamos condenados a ser eternos coadjuvantes no futebol brasileiro.

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  4. Deixe-me expor um ponto de vista.

    Campeonatos de pontos corridos são muito longos e com deslocamentos demais, ou seja, são caros. Na Europa, onde os países não têm a dimensão continental do Brasil, os times podem se deslocar até de ônibus para visitar o adversário, sem contar a privilegiada situação econômica da comunidade europeia como um todo. Desse modo, os torneios europeus são muito lucrativos, mesmo considerando os custos para a realização, por causa dos fatores geográficos e econômicos. Num mesmo país da Europa a desigualdade é menor e os clubes têm isso a favor para montar elencos e diminuir a distância técnica que os separa dos mais ricos. Na Inglaterra, a receita do campeonato é dividida igualitariamente entre os clubes, salvo premiações, que são proporcionais ao desempenho e colocação na tabela de pontuação. No Brasil, as coisas são bem diferentes.

    O nosso país é gigante e desigual. A riqueza tende a concentrar-se na região mais ao sul. O modelo de pontos corridos é, portanto, inservível ao Brasil. Por quê? Por que a desigualdade econômica regional favorece os times do sul-sudeste. Por que a riqueza da região atrai, obviamente, investidores e jogadores. Localizados nas regiões mais ricas, os clubes do sul-sudeste têm mais poder econômico que os do norte-nordeste e podem propor contratos financeiramente mais vantajosos a todo atleta. Jogadores profissionais buscam por valorização profissional, nada mais natural. Além do fator econômico ser um ponto de desequilíbrio a favor dos clubes mais ricos, a duração do campeonato de pontos corridos é demasiado longa para manter uma folha salarial em dia, principalmente porque para os clubes de menor poder econômico a arrecadação com a venda de ingressos é parcela importante da receita, diferente das agremiações mais ricas que ganham muito dinheiro com negócios envolvendo a marca e a imagem de clube e jogadores.

    Uma forma de reduzir o peso do poder econômico dos clubes nos certames seria realizar torneios mais curtos, dando mais importância aos estaduais, como era antigamente. O campeonato de pontos corridos parece o mais justo porque parece considerar que todos os clubes estão nivelados em todos os aspectos, desde o atlético até o financeiro, mas isso não é verdade. Portanto, o modelo de pontos corridos, no Brasil, não é realmente justo porque não busca construir a paridade de armas entre os clubes, mas a disparidade.

    Tudo isso pra dizer que sempre que um Bergson despontar no Paysandu será tirado de lá, assim como sempre que um valor se destacar no Remo também o será. As razões para montagem e desmonte de elencos são, no início e no fim, financeiras. Terão mais sucesso com elencos os clubes mais ricos, e menos problemas com manutenção de elenco e despedimento trabalhista também. Ou seja, os clubes do norte-nordeste continuarão como estão em relação aos do sul-sudeste por um bom tempo, pelo menos enquanto a desigualdade social persistir.

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  5. Mas o Real paisandri não cobriu a oferta? kkkkkkkkkkkk acho q essa mucura faliu kkkkkkkkkkkkk volta big, volta Sudam, volta Tourinho, volta Tardelle kkkkkkkkkkkkk fala 33 q passa

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  6. Bom comentário este seu Lopes. Concordo em 99%. Só faço uma ressalva porque em relação ao Paysandu lembro que até à década de 70 o clube era semi amador, muito modesto. Nas finanças era pior onde a maior fonte era de abnegados porque tinha poucos patrocinadores. Mas lembro que mesmo na soma dessas dificuldades o Paysandu trouxe e manteve no plantel por bom tempo craques de renome nacional e até internacional como Dario, Chico Spina que eram estrelas pelo que tinham feito por seus clubes anteriores. Vc pode dizer que os tempos eram outros, mas o Paysandu também era outro muito pior que hoje, nem se compara. Hoje o Papão dispõe de boa estrutura, está longe de ser rico mas tem cumprido os salários em dia dos atletas e funcionários. Mas é justamente hoje que o Papão não consegue segurar um atleta que lhe interesse de jeito nenhum, nem prometendo aumento. Se qualquer outro clube tem interesse algum atleta bicolor, tem levado facilmente e não é de hoje. Então já não é somente problema de nossa região ser mais ou menos rica que o Sul. É evidente que dinheiro influi na decisão do atleta, mas acredito que está faltando no clube essa pessoa com força em persuadir o atleta e poder de barganha para o clube não perder pelo menos tão fácil. Olha o caso Eduardo Ramos que quando ainda interessava e jogava no bicolor, foi aliciado e levado pelo Pirão para o Remo, que nem tinha divisão na época. Mas segundo versão já confirmada pelo Pirão em entrevista, ele disse que tinha de tirar Eduardo Ramos do Paysandu de qualquer modo, caso contrário o Remo iria continuar no jejum de títulos e conseguiu tirar. Outros exemplos recentes e esquisitos foram o Bruno Veiga que quando ainda estava jogando razoavelmente bem deixou o Papão em plena série B para atuar no Mogi Mirim que estava sendo rebaixado e foi. Teve caso Fernando Grabriel que saiu às pressas para o futebol exterior por motivo até hoje nunca explicado. Incrível é que mais tarde após fracassar no Mogi onde foi reversa e caiu para a C, voltou ao Paysandu e recebeu um contrato milionário por 2 anos. Como pode um negócio desse?? Por isso se vê que não é só a força financeira de outros que tem tirado jogadores do Paysandu. Podes Crer. E nessa questão de cobiça de atletas bicolores por outros clubes, não acredito que o Paysandu esteja sendo vitrine. Acho o Paysandu hoje barriga de aluguel mesmo.

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