Juíza que proibiu show de Caetano foi afastada por suspeita de defender PCC

31 de outubro de 2017 at 14:10 4 comentários

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A juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo, atendeu ao pedido do Ministério Público para impedir a realização de um show de Caetano Veloso na ocupação do MTST no Bairro Planalto. A apresentação estava marcada para as 19h desta segunda, dia 30.

Ela estabeleceu uma multa de R$ 500 mil se o evento ocorresse. “Fica deferida ordem policial, caso necessário”, escreveu em sua decisão. A juíza afirma, num despacho com algo de deboche, que o “brilhantismo” do cantor “atrairá muitas pessoas para o local, o que certamente colocaria em risco estas mesmas, porque, como ressaltado, não há estrutura para shows, ainda mais, de artista tão querido pelo público, por interpretar canções lindíssimas, com voz inigualável”.

Ida Inês foi afastada em 2007, acusada de favorecer o PCC.

Folha deu matéria sobre o assunto:

Suspeita de favorecer pessoas apontadas como integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), a juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara de Mauá (ABC), foi afastada do cargo ontem. Trata-se da primeira medida contra uma autoridade do Judiciário paulista por possível ligação com o grupo criminoso.

O afastamento foi determinado porque a juíza foi flagrada em conversas telefônicas com Sidnei Garcia, vice-presidente da Associação Comercial da cidade e acusado de compor um grupo de 18 pessoas que usariam, segundo o Ministério Público, 22 postos de combustível para lavar dinheiro para o PCC.

Conforme a Folha informou dia 11, o empresário Douglas Martins do Prado, 38, fez, em dezembro de 2006, uma série de denúncias à Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo sobre a conduta da magistrada e de Maria Eugênia Pires, também juíza do fórum de Mauá.

Durante seis meses, Prado não foi interrogado pela Corregedoria. Ele, que pediu o afastamento da juíza “por conduta em desacordo com o cargo”, foi terça-feira ao TJ e insistiu para ser ouvido.

Dois dias depois, a saída de Ida Inês foi anunciada. Na sessão, com decisão unânime, desembargadores do órgão especial se disseram “preocupados com a atuação do PCC”.

O TJ também anunciou, na mesma notificação publicada no “Diário Oficial”, o desmembramento do processo das duas juízas. No caso de Ida Inês, que ficará fora das funções até o fim das investigações, foi decretado segredo de Justiça.

Na notificação, os nomes das juízas aparecem somente com as iniciais. O suposto envolvimento das duas juízas com pessoas apontadas como integrantes do PCC começou a ser investigado quando o empresário Prado comprou, no fim de 2005, uma casa de R$ 600 mil de Gildásio Siqueira Santos, também acusado de colaborar com a facção criminosa.

Após a conclusão do negócio, Santos entrou na Justiça e alegou não ter recebido integralmente o valor do imóvel. Prado, por sua vez, afirma ter feito, a pedido de Santos, parte dos pagamentos em contas de terceiros indicados por ele. (Do DCM)

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“É a primeira vez que sou impedido de cantar desde a ditadura”, diz Caetano Aromas, temperos e sabores a serviço do turismo do Pará

4 Comentários Add your own

  • […] via Juíza que proibiu show de Caetano foi afastada por suspeita de defender PCC — […]

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  • 2. gustavo_horta  |  31 de outubro de 2017 às 14:57

    Republicou isso em Gustavo Hortae comentado:
    TAQUIOPARIU!!

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  • 3. gustavo_horta  |  31 de outubro de 2017 às 14:57

    TAQUIOPARIU…

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  • 4. lopesjunior  |  31 de outubro de 2017 às 21:00

    Não seria o caso, em vez de requerer o cancelamento de show tão valioso, solicitar a devida presença da PM para garantir a ordem e a segurança pública? Isso, se é verdade que o povo não sabe se comportar, que o mais mediano brasileiro é violento e desumano, o que não é verdade. Isto é, de tão valoroso artista, ao qual o mais pobre pouco, ou não tem nenhum, acesso, não seria de grande valor garantir a oportunidade ao povo de ouvi-lo e aprecia-lo? Algumas coisas só ocorrem uma vez na vida, e outra oportunidade como essa talvez não ocorra para essa comunidade tão cedo, ou nunca mais. Evidentemente, pelo que Caetano significa, o show não seria apenas uma apresentação, mas um ato político. E a juíza agiu no sentido de impedir a manifestação política e garantir a ausência do contraponto à política administrativa tucana, que governa São Paulo há mais de duas décadas. Evidentemente, Caetano, Chico e Gil, entre outros, são vozes esclarecidas que esclarecem, que lutam e que agradam ao povo porque, em parte, fala por ele.

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