Papão e Leão entre as 40 marcas mais valiosas do futebol brasileiro

27 de setembro de 2017 at 19:07 13 comentários

POR EMERSON GONÇALVES, no Globo Esporte

A consultoria BDO Brazil apresentou hoje a 10ª edição do trabalho realizado pela sua divisão Esporte Total com o valor das marcas de 40 clubes brasileiros. O primeiro ponto positivo desse estudo já está em seu título: “Valor das Marcas – 40 Clubes Brasileiros”.

Em 2016 foram 34 clubes, contra 30 em 2015 e 2014. Esse crescimento mostra que, lentamente, aumenta o número de clubes com informações no mínimo razoáveis sobre suas finanças e outros pontos de interesse, permitindo que estudos como este sejam mais completos. Em 2012, por exemplo, apenas 17 clubes foram analisados. Em apenas seis anos o número mais que dobrou, numa clara indicação dos efeitos positivos da Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte.

Crescimento abaixo da inflação

De 2016 para 2017 o valor conjunto das marcas cresceu 3,4%, um índice que é, praticamente, apenas a metade da inflação do ano passado. Mais grave: o valor de 2017 envolve 40 marcas contra 34 do estudo anterior. Mesmo com esses percalços, o valor das 40 marcas atingiu um patamar histórico: 10,3 bilhões de reais. Um valor bastante expressivo, sem a menor dúvida.

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No próximo gráfico temos os 40 clubes com o valor de suas marcas em milhões de reais.

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Entraram na lista nesse ano, em ordem alfabética: ABC, Juventude, Londrina, Remo, Sampaio Correa e Vila Nova. O valor somado de suas marcas foi de R$ 44,1 milhões, com um impacto muito pequeno sobre o total.

Pontos considerados no estudo

Tamanho e poder de consumo da torcida.

Representatividade nas redes sociais.

Receitas totais, naturalmente, com destaque para direitos de transmissãopatrocínio e publicidade e bilheteria.

Outros três critérios mencionados no estudo são o número de seguidores no Facebook, o mesmo no Youtube e o público médio das partidas. 

Flamengo e Chape: destaques positivos

Pelo terceiro ano consecutivo o Flamengo aparece como a marca mais valiosa entre os clubes brasileiros, fruto claro e inequívoco de sua excelente gestão econômico-financeira e também administrativa. Nas cinco temporadas entre 2013 e 2017, a marca rubro-negra evoluiu 98,1%, passando de R$ 855,4 milhões para R$ 1.693,8 milhões, praticamente dobrando de valor.

Entre o estudo do ano passado e o atual, o valor da marca Chapecoense apresentou 96,4% de crescimento.

Infelizmente, esse belo número é resultado da comoção e da solidariedade do Brasil e do mundo em virtude da tragédia que vitimou quase todo o time, a comissão técnica, vários dirigentes do clube em dezembro, juntamente com profissionais de imprensa que faziam parte das vidas de todos nós, uns mais, outros menos, de acordo com as regiões e veículos de informação. Somente seis pessoas sobreviveram: os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto, e mais o jornalista Rafael Henzel, juntamente com dois membros da tripulação.

Antes disso, porém, a brava Chape já vinha numa boa trajetória de crescimento, exemplificado pelo pulo de R$ 10,1 milhões em 2013, 33ª marca mais valiosa, para R$ 33,2 milhões em 2016, já como a 26ª mais valiosa marca de nosso futebol. Esse valor passou para R$ 65,2 milhões em 2017, fazendo da Chapecoense a 18ª marca mais valiosa de nosso futebol.

Corinthians liderou o ranking por cinco anos, entre 2010 e 2014, ocupando a segunda colocação nos últimos 3 anos. Seu baque maior foi registrado em 2015, com um crescimento nominal inferior a meio ponto percentual: 0,004%.

Palmeiras teve a 4ª marca mais valiosa do Brasil entre 2009 e 2015, quando deu um salto de R$ 651,2 milhões para R$ 1.021,9 milhões em 2016, tirando do São Paulo a 3ª colocação e nela se mantendo em 2017. Nos dois últimos anos a performance alviverde se manteve alta e sólida.

São Paulo, que em 2010 teve a 2ª marca mais valiosa, manteve-se na 3ª posição até 2015, sendo suplantado pelo Palmeiras em 2016, caindo para a 4ª posição e nela se mantendo. Preocupante e um claro demonstrativo da péssima gestão do clube nesses anos é o fato de o valor de sua marca apresentar crescimento pouco mais que vegetativo, com um decréscimo em valor absoluto de 2014 para 2015. Aqui temos um claro exemplo do trabalho e importância da gestão ao fazer uma comparação com o líder do ranking, o Flamengo.

A 5ª marca mais valiosa é a do Grêmio, que é, também, a primeira de um clube que não é de São Paulo ou Rio de Janeiro. Desde 2014, o Grêmio apresenta um crescimento bastante sólido de 47,8% no valor de sua marca. Nesse período sua marca foi 5ª mais valiosa em todos os anos.

Seu rival gaúcho, o Internacional, vem em seguida, na 6ª colocação, a mesma colocação também no período 2014 a 2017. É bem possível que o rebaixamento para a 2ª divisão afete sua posição no estudo de 2018.

A 7ª marca mais valiosa é do Atlético Mineiro, apesar de seu valor ter sofrido uma queda de 2,5% de 2016 para 2017. Apesar disso, o clube subiu uma posição no ranking, pois foi o oitavo em 2016. No período 2009 a 2017 a marca do Galo evoluiu de 12ª no primeiro ano da série, para 10ª entre 2010 e 2012, passando para a 9ª colocação entre 2013 e 2015 e 8ª em 2016 como já comentado acima.

A 8ª marca mais valiosa em 2017 é a do Cruzeiro, que vem apresentando uma consistente… oscilação. Ela se reflete nas posições desse ranking e também no valor da marca. Em 2017 sua marca teve uma queda de 15,7% no valor, mas assim mesmo subiu da 7ª para a 8ª posição. Entre 2009 e 2017 a marca foi a 7ª, a 9ª por três anos seguidos, depois a 10ª, subiu para a 8ª posição e caiu para a 7ª, na qual se manteve por dois anos até essa evolução de 2017, mas com valor reduzido.

A marca do Santos também vem oscilando bastante e de 6ª mais valiosa em 2011, 2012 e 2013, caiu uma posição em 2014 e mais uma em 2015, mantendo-se na 9ª posição em 2016 e 2017, mas com um detalhe negativo: um valor 10,1% menor.

A 10ª marca mais valiosa é a do Vasco da Gama. Apesar de se manter nessa posição desde 2014, seu valor nesse ano apresentou uma queda enorme, a maior entre os clubes: de R$ 444,5 milhões para R$ 382,9 milhões, uma queda nominal de 13,9%. Desde 2009, a marca vascaína oscilou entre a 7ª e a 10ª posição, que já mantém pelo quarto ano consecutivo.

Na sequência temos 11º o Fluminense, há oito anos seguidos, Botafogo em 12º também há oito anos, Atlético Paranaense pelo terceiro ano em 13º, Coritiba em 14º também há três anos e Sport é o 15º pelo segundo ano.

Considerações finais

Os analistas da Esporte Total da BDO fizeram essas considerações no fechamento do trabalho:

Os clubes que mais cresceram, em valor absoluto, nos últimos 5 anos foram:

– Flamengo – R$ 838,4 milhões

– Palmeiras – R$ 627,4 milhões

– Corinthians – R$ 485,1 milhões

– Grêmio – R$ 347,2 milhões

– Atlético Mineiro – R$ 287,8 milhões

Em termos percentuaisos clubes que mais cresceram foram:

– Chapecoense – 546%

– Paysandu – 217%

– Sport – 186%

– Cruzeiro – 139%

 – Atlético Mineiro – 134%

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13 Comentários Add your own

  • 1. Antonio.Valentin  |  27 de setembro de 2017 às 21:27

    Paysandu fazendo bonito. Se não fosse a exposição causada pela tragédia, teria superado a Chape.

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  • 2. Peixoto  |  27 de setembro de 2017 às 22:55

    Está provado que a marca do Papão é mais valiosa do que a do remo.

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  • 3. Carlos Barreto/PAPÃO CHOPP !!!!!!!!!!  |  28 de setembro de 2017 às 8:30

    Há muito tempo Peixoto.

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  • 4. Edson do Leão - meu time nunca fugiu de campo  |  28 de setembro de 2017 às 8:51

    É mesmo, até o ginásio da mucura é mais valioso kkkkkkkkkkkkkkkkkkk sqn

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  • 5. Jorge Paz Amorim  |  28 de setembro de 2017 às 9:52

    O crescimento da marca em 217% nos últimos cinco anos fala por si. Papão muito bem administrado e evoluindo, o que é melhor. A expectativa com a inauguração do CT é a possibilidade de fazer com que o clube passe a integrar o grupo mais restrito das vinte melhores marcas. Falta pouco.

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  • 6. Raime  |  28 de setembro de 2017 às 12:00

    Quem sabe com a marca consolidada, poderemos formar um time de melhor envergadura em relação aos 2 últimos anos.

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  • 7. Víctor Palheta (@victorpalheta)  |  28 de setembro de 2017 às 13:37

    Paysandu tem feito trabalho interessante nesse aspecto, com a manutenção da Série B e as conquistas extra-campo. Remo ainda precisa de organização, pois vive ainda na década de 70, onde o folclore e o amadorismo não faziam tanta diferença do que era praticado dentro de campo.

    Uma pequena melhora e já vai crescer de percepção pela grandeza da torcida.

    Lembrando que esse levantamento é de 2017, mas os dados são referentes ao ano passado, quando o Remo voltou à Série C, por isso a introdução do time azulino nos estudos.

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  • 8. Osvaldo Costa  |  28 de setembro de 2017 às 16:26

    Quando a Novos Rumos deixar o futebol bicolor nas mãos de verdadeiros profissionais, o Paysandu vai ascender à série A e deslanchar no cenário nacional.

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  • 9. Nelio( o Maior campeão nacional de Norte, Nordeste a Centro Oeste  |  28 de setembro de 2017 às 18:19

    Valeu Gerson Nogueira. Está é uma coluna bombástica. No ranking de marcas de clubes mais valiosos do Brasil que leva em conta vários fatores, inclusive o que o clube arrecada da torcida em tudo, o Paysandu é primeiro do Norte, 31º no Brasil e 10 posições na frente do tal maior rival de Belém. La vem mi mi mi. rsrsrsrsrs Mas não quero mi mimimi . rsrsrsrsrrs . Agora isto para mim não é novidade. A prova está em que sempre falei que somente presença publico pagante em jogos não é mais importante que a renda. falei até que um clube pode colocar 60 mil na serie D igual o Santa Cruz, que o fez com nota fiscal do governo ou ingresso popular, mas a renda não apareceu, e aí?? Esses dias postei aqui que iria mandar para os sites que divulgam ranking de publico pagante nas competições para eles darem mais ênfase as rendas desses clubes, e em vez de divulgarem ranking de público pagante ou torcida, devem divulgar ranking de renda ou arrecadação que é o mais importante para qualquer clube. Acho que não será mais preciso. Valeu Gersão.

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  • 10. blogdogersonnogueira  |  28 de setembro de 2017 às 19:36

    Isso não exclui a validade e a importância do ranking de público nos estádios – a própria consultoria BDO levou isso em consideração para elaborar o estudo. Só assim é possível aferir de fato o grau de popularidade de um clube/marca.

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  • 11. Nelio( o Maior campeão nacional de Norte, Nordeste a Centro Oeste  |  28 de setembro de 2017 às 20:34

    Corretíssimo Gerson, a consultoria levou em conta simultaneamente o publico pagante e a arrecadação (renda, receita auferida pelos clubes). A consultoria se tivesse levado em conta só presença de público como muitos sites o fazem( equivocadamente) clubes como o Paysandu talvez nem aparecessem no ranking ou aparecesse atrás até de times como Remo, Moto Clube, River e outros que rem levado bastante público em seus jogos mas grandes rendas ou receita que é muito bom, neca neca neca, Além de ser a principal fonte de receita desses times. Já o Paysandu arrecada na bilheteria com presença da torcida, arrecada da torcida com programa sócio torcedor e arrecada da torcida com a venda de seus produtos de marca ou venda de produtos de sua grife própria criada que diz-se ser a primeira fonte do clube e já está dando inveja em muita gente. Por isso digo que excluir ou colocar abaixo um clube desse no ranking de torcida como outros sites faziam era muita injustiça. Felizmente, isto foi corrigido pelo menos por esta consultoria BDO, as outras pra mim nunca tiveram tanta importância. Mais uma vez obrigado pelo coluna.

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  • 12. Nelio( o Maior campeão nacional de Norte, Nordeste a Centro Oeste  |  28 de setembro de 2017 às 21:14

    Em 2015 o ex presidente azulino Pedro Minowa, declarou em alto e bom tom aos seus dissidentes que o Remo em matéria de evolução estava atrasado cerca de 10 anos em relação ao seu rival Paysandu. Agora as 10 posições que a marca Paysandu ostenta na frente da marca Remo no ranking de marca de clubes mais valiosas do Brasil, trazem a verdade à tona e o velhinho estava, correto, foi sincero e honesto, mas como falar a verdade neste país parece `”crime” o velhinho talvez por isso foi defenestrado do seu clube. Quem sabe se tivessem atentado para o que o Minowa falou, o time não estaria bem melhor hoje??? Ser consciente e reconhecer a supremacia do maior rival não é crime, pelo contrário é sinal de inteligência. rsrsrsrsrsr

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  • 13. João Carlos  |  29 de setembro de 2017 às 16:17

    Nélio! O ex presidente do rival comentou a pura verdade.

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