Tribuna do torcedor

POR MANOEL BARROS NETO 

Tudo na vida é planejado? Nem sempre, mas, em uma empresa ou clube de futebol se o planejamento não funcionar, o prejuízo será grande. O Clube do Remo, dono de enorme e apaixonada torcida, nos últimos anos sofre com a incompetência e a falta de planejamento de seus dirigentes. Impondo suas vontades e vaidades acima dos interesses do clube. 

Tivemos um começo de anos 90 muito bom, com cinco títulos seguidos na administração do sr. Raimundo Ribeiro. Parecia que o clube estava às mil maravilhas. Engano. Foi uma administração desastrosa. No final, Ribeiro só deixou dívidas e o clube rebaixado. 

Em 2005, tivemos a sorte de ser campeões da Série C com o presidente Raphael Levy trazendo uma visão diferente de administração, mas seu projeto não foi em frente, sendo vencido pelo retrocesso, apesar do título brasileiro.

Eis que volta à cena o sr. Raimundo Ribeiro, com o discurso de colocar o clube na primeira divisão do futebol brasileiro. Apoiado pelos puxa-sacos, e com o objetivo de entrar para a vida política às custas do clube, deu com os burros n’água.

Com planejamento zero, dilapidou o patrimônio do Remo vendendo a sede campestre de Benfica sob o pretexto de pagar as dívidas. Entramos em uma rota de rebaixamentos, dívidas e mais dívidas, sem calendário chegamos ao fundo do poço, mas a apaixonada torcida não se deixou abater e cada vez mais apaixonada consegue reerguer o clube com o acesso à Série C.

Mas sem antes ver verdadeiros despreparados (aventureiros), como Amaro Klautau e Zeca Pirão, fazerem loucuras e mais loucuras, um querendo vender o estádio e o outro demolindo parte dele. Uns verdadeiros loucos, na minha opinião, querendo aparecer no clube com intuito político. Não deu certo, só ficaram as dívidas. Isso sem falar em Sergio Cabeça e Pedro Minowa, verdadeiros desastres administrativos.

Quando penso que vai melhorar com a administração do sr. André Cavalcante, que, se não era das melhores, tinha pés no chão e tentando outras alternativas de receita – como o Nação Azul, por exemplo. Não teve sucesso no futebol, mas estava tentando planejar o clube com novas ideias, mas isso mexe com os egos das velhas raposas .

Eis que surge das cinzas o “marechal da vitória”, sr. Manoel Ribeiro, com suas ideias ultrapassadas. No mundo do futebol de hoje não se aceita mais esse pensamento de que o futebol só vive de bilheterias.

Sem falar nas contratações de jogadores sem critérios, na base do favor de empresários, que enfiam goela abaixo os seus refugos que aqui se chamam de “reforços”. Jogadores que ninguém ouve falar, reservas dos reservas em clubes sem a menor expressão ou com meses sem jogar, encontram aqui mercado para enganar os pseudos dirigentes dos nossos clubes.

E depois ainda falam mal do Remo e do Pará, jogando o clube na justiça. Quem paga a conta é o clube ou a própria torcida. Já passou da hora de se planejar o clube a longo prazo com foco na valorização da base e dos jogadores locais, discurso de todo começo de ano.

Isso tem quer ser a regra: colocar as cartas na mesa expondo para a torcida a condição do clube no momento e sustentar essa política, pois o Campeonato Paraense tem que ser o laboratório para isso, não entrando na loucura desenfreada de contratações sem critérios diante do primeiro insucesso.

É bom lembrar que temos o maior tesouro que um clube pode ter, que é a paixão da  sua torcida.

2 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. Falou em Raimundo Ribeiro?
    Costumo citar esse senhor como modelo de gestão desastrosa. Não por culpa da pessoa dele, com certeza um grande remista, mas por conta de não perceber a mudança do tempo.

    Como o atual, que é conhecido por um título do Exército, que aliás há décadas nem existe mais, RR voltou por conta de sua administração anterior, nos anos 1990, quando iniciou o tabu 33 diante do rival listrado.
    Na mais recente e fracassada gestão, pegou o Remo na série B com o discurso de que o time era de série A; acabou deixando o CR sem série alguma.

    Por que fracassou? Exatamente por ter parado no tempo. Exatamente como o Marechal.

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