Ministro-candidato impõe desmoralização ao Exército no Rio

23 de agosto de 2017 at 9:57 Deixe um comentário

ondestao

POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Há um mês, com todo espalhafato possível, tropas e blindados do Exército Brasileiro ocuparam as principais vias do Rio de Janeiro.

Desde o ínício, ficou claro que era uma operação muito mais de propaganda do que de qualquer outra coisa.

O governo ilegítimo está usando, de um lado, a angústia da população e, de outro, o respeito que se tem pelo Exército Brasileiro numa jogada que não apenas não reduziu a insegurança dos cariocas e da população de seu entorno  quanto apresentou resultados pífios, nada senão a detenção de algumas dezenas de pessoas, uma dúzia e pouco de armas leves e nenhum – NENHUM! – dos armamentos pesados que qualquer um pode encontrar em comunidades pobres do Rio de Janeiro.

O que torna claro que não apenas não houve um planejamento de inteligência – e capacidade para isso o Exército tem – como a “entrada triunfal”  como espetáculo de mídia deu ao crime todas as vantagens de que precisava para “sumir” provisoriamente como o seu poder de fogo mais aterrador.

Hoje, porém, no jornal O Globo, revela-se sem o menor pudor que a propaganda na qual se usa o exército é não apenas política como eleitoral.

Raul Jungman, um político pernambucano sem voto – ficou como suplente em 2016, com 36.866 votos – e sem nenhuma passagem pelo Rio (o único cargo que exerceu aqui foi o de membro do conselho da Light, por indicação de Aécio Neves –  quer utilizar os  generais como seus  “cabos eleitorais” numa aventura perigosa para ganhar o governo do Estado.

Qualquer um que conhece um pouco – ou conhecia, antes – o pensamento dos oficiais do Exército brasileiro sabe o quanto os repugna – ou repugnava, antes – este tipo de desvio asqueroso no papel da Força.

Como se já não bastasse o Bolsonaro, um ex-militar que não corresponde ao que um exército profissional e moderno deveria ser, agora vem um civil picareta para acentuar a deformação de uma força armada a quem não só se impôs um papel de polícia que não é seu como o de milícia eleitoral de um oportunista.

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