Leão faz Fenômeno sofrer

7 de agosto de 2017 at 2:34 9 comentários

POR GERSON NOGUEIRA

Foi um quase desastre. O empate obtido pelo Confiança em menos de dois minutos fez calar os quase 18 mil torcedores presentes ao Mangueirão, que vibravam intensamente até minutos antes com a vitória parcial de 2 a 0. O Remo não jogava bem, como de costume, mas construíra um placar razoavelmente folgado, embora perigoso, como se veria no final.

O dilúvio que despencou sobre o estádio no começo do jogo foi uma espécie de presságio. O Remo começou errando muito, sem encaixar as tentativas de ataque, mas se beneficiando da pouca agressividade do time sergipano.

Aos 25 minutos, no primeiro bom ataque azulino, Gerson cruzou da esquerda e o lateral Felipe Cordeiro furou dentro da área. Luiz Eduardo aproveitou a falha para cutucar para as redes. O gol empolgou ainda mais a massa azulina nas arquibancadas – recorde de público na Série C.

Logo no início do 2º tempo, Eduardo Ramos descolou um lançamento perfeito para Pimentinha invadir a área em diagonal e bater para as redes. O gol incendiou o Mangueirão, pois abria a perspectiva até de uma goleada.

Aos poucos, porém, o time foi caindo de rendimento e permitindo a chegada do Confiança. Em lance de escanteio, França agarrou um atacante na área e o árbitro marcou pênalti. Tito cobrou e Vinícius defendeu bem.

Nem isso serviu de alerta. Léo Goiano, que já havia tirado Léo Rosa no intervalo, lançando Ilaílson pela direita, substituiu França por Igor João, atraindo ainda mais o Confiança para o campo de defesa azulino. A troca foi mal recebida pela torcida, que queria Flamel. O meia-atacante, que chegou a ser cogitado para entrar jogando, era a alternativa óbvia.

Com o time azulino postado atrás, o Confiança decidiu ir para o tudo ou nada. Tito passou a jogar pela esquerda, em cima de Leandro Silva (que saiu da zaga para virar lateral), e Frontini passou a ser mais acionado, chegando a botar uma bola na trave, com um tiro forte da intermediária. Rafael Villa se tornou outra presença constante junto à área.

Aos 36 minutos, começou a derrocada remista. Um erro de marcação na esquerda deixou Tito livre para arrematar rasteiro, abrindo esperanças para o Confiança. Um minuto depois, em jogada parecida, também no lado esquerdo remista, Villa recebeu e bateu na gaveta, empatando o jogo.

Um duro castigo que poderia ter sido evitado nos instantes finais, quando o Remo teve três boas chances, salvas em cima da linha.

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Papão pisa na bola dentro de casa

Está virando prática rotineira. O Papão fraqueja fragorosamente jogando em casa, diante de seu torcedor e contra adversário supostamente inferior. No sábado à noite, com a Curuzu recebendo pouco mais de 5 mil pagantes, o time se enrolou por completo e acabou cedendo três pontos a um visitante em crise – o Figueirense veio com um técnico interino e cheio de desfalques. Já havia ocorrido o mesmo contra o Ceará de Chamusca.

Sempre que o time não se impõe no começo das partidas, há quase certeza de um revés. Pode-se resumir o drama alviceleste na Série B da seguinte forma: falta de confiança nas próprias forças, medo de desagradar o torcedor e um crônico atropelo no momento de definir jogadas. Tudo isso desfilou pelo gramado da Curuzu na noite de sábado.

O torcedor – cerca de 7 mil espectadores – espinafrou à vontade, vaiando o time no final e cobrando providências por parte da diretoria, embora, a essa altura, muito pouco possa ser feito em termos de contratações. Os erros nas escolhas que marcaram a fase inicial da competição se perpetuaram com as duas outras “janelas” de aquisições.

Jogadores como Anselmo, Carandira, Rodrigo, Magno e Fábio vieram se juntar a Marcão, Wellinton Jr., Renato Augusto, Tiago Mandií, pouco acrescentando em termos de qualidade ao grupo já formado na Curuzu. Perdas, como a de Leandro Carvalho e Fernando Gabriel, também respondem por boa parte das mazelas atuais.

O primeiro tempo foi repleto de erros e nervosismo, com o Figueira explorando as facilidades propiciadas pelos bicolores. Robinho acabou mandando para as redes, nos acréscimos, após uma arrancada de Renan Costa, que se beneficiou de indecisões dos marcadores.

Depois de sofrer o gol, o Papão caiu ainda mais de rendimento na etapa final. Os erros foram aumentando e permitindo ao Figueira ameaçar em dois bons contra-ataques, atestando o desnorteio alviceleste.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 07)

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Rock na madrugada – Pearl Jam, Alive Atletas do Remo Runners vencem 8ª Corrida do Engenheiro

9 Comentários Add your own

  • 1. Antonio Valentim  |  7 de agosto de 2017 às 9:07

    Esse empate, tal qual aquele contra o CSA, não tem volta. São quatro pontos irrecuperáveis, salvo o imponderável fator sorte.

    Temo que todo a temporada esteja perdida. Culpa exclusiva da direção semi-amadora de então.

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  • 2. lucilofilho  |  7 de agosto de 2017 às 9:16

    Vamos nos classificar, assim, no sofrimento, que jogo esse de ontem!

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  • 3. Antonio Oliveira  |  7 de agosto de 2017 às 9:20

    Alguém já disse pintem e eu concordo: ‘é verdade que o técnico vem apresentando alguns enguiçados, mas a diretoria e o elenco também não ficam atrás.’

    Deveras, tanto administrativa, quanto tática, técnica e fisicamente o Remo vai muito mal.

    E, do jeito que vai, não é de se estranhar que não demora, comece a padecer da falta de público.

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  • 4. Nelson Albuquerque  |  7 de agosto de 2017 às 10:05

    Antonio, bom dia. Eu escrevi ontem a noite que, em que pese a falha do Léo nas substituições, o elenco, de modo geral, é muito fraco…

    Um elenco que não aguenta a pressão (em casa!) de um time como o Confiança não pode ousar sonhar com acesso…

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  • 5. Antonio Oliveira  |  7 de agosto de 2017 às 11:30

    Nelson, com alguma edição, daí ter ido sob apostrofes, creio que foi de você mesmo que tomei por empréstimo a ideia base de meu comentário. Certamente foi o seu comentário que li ontem à noite nos comentários do jogo. Fora isso, também foram algumas palavras trocadas pelo corretor do telefone (ontem por “pintem” e enguiços por “enguiçados”). Com efeito, em síntese, ratifico: concordo basicamente com você, Nelson. Bom dia!

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  • 6. lopesjunior  |  7 de agosto de 2017 às 11:36

    Concordo com Gerson, a entrada de Flamel era a substituição óbvia, uma vez que já havia o improviso de Ilaílson pela direita, o que na prática significou abdicar de jogar por lá e, desse modo, era necessário entrar simultaneamente com Edgar, para aproveitar a canhota, com Gerson e Dudu. Fato é que era preciso reconstituir a força ofensiva, para manter a bola o máximo de tempo no ataque. Uma vez que Ilaílson já estava desde o começo do 2° tempo como lateral, e com placar de 2×0, poderia-se investir mais no meio e no ataque.

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  • 7. Nelio  |  7 de agosto de 2017 às 13:36

    O ex dirigente Serra montou uma verdadeira caricatura de plantel bicolor para essa serie B. O substituto foi induzido ao erro trazendo veterano de 38 anos. É lamentável porque o clube perde muito dinheiro com essas contratações equivocadas e perde dinheiro de bilheteria pagando para jogar porque a torcida não tem forças para prestigiar um time desse. Para completar os caras perdem porque não tem determinação, garra, vontade de vencer e culpam a torcida e o estádio. Isso é tenebroso, cheiro forte de rebaixamento.. Mas mesmo diante de tanta aberração eu discordo do amigo GERSON NOGUEIRA e digo que muito pode ser feito ainda. Porém é necessário inteligência, determinação e acerto por parte da diretoria , a qual tem de se vestir de macho, exigir empenho desses camaradas, mandar embora pelo menos uns 6 e contratar pelo menos 3 contratações pontuais, certas. Se não for assim infelizmente a probabilidade de rebaixar vai aumentar e certamente concretizar porque o plantel e travoso e não tem nem péssima de reposição confiável. Lembro igual hoje que em 2006. o Remocreia estava muito pior que o Paysandu na B com 90% de chances de cair. Por coincidência conseguiu também só 23 pontos na primeira fase jogos de ida. Aí para os jogos de volta, no returno contrataram só 03 jogadores( Ze Soares, Alex Oliveira e Welington Saci) vieram foram titulares, arrebentaram , marcaram muitos gols e conseguiram livrar o Remocreia do rebaixamento dado como certo porque o Remocreia fez a terceira melhor campanha do returno com apenas 3 contratações certas. Agora se for para o Paysandu trazer uns 20 atletas para vir disputar posição com os que estão aqui. aí não tem combate.

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  • 8. Gleydson  |  7 de agosto de 2017 às 16:04

    Não sei se os amigos tiveram a mesma impressão que eu tiive mas achei que o lateral esquerdo fez um jogo bem razoável ontem, ou talvez a impressão se deu pelo fato de compará-lo com Juquinha que não marcava, errava passes e apanhava da bola. Infelizmente pelo lado direito o Remo continua refém do Léo Rosa, o cara que pode entregar a classificação de bandeja no jogo decisivo.

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  • 9. camiloferreira  |  7 de agosto de 2017 às 18:28

    Já começo a me perguntar se o Remo conseguirá manter Pimentinha, Edgar, França, Luiz Eduardo, Dudu, Vinicius, Andre Luiz e o Leo Goiano para o ano que vem, em que pese a teimosia da retranca isso pode mudar e acredito que um trabalho continuado poderá levar o clube a várias conquistas.

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