O adeus de Sam Shepard

1 de agosto de 2017 at 2:15 1 comentário

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O ator, diretor e dramaturgo norte-americano Sam Shepard morreu no domingo aos 73 anos, em sua casa, no Estado de Kentucky, segundo confirmaram fontes de sua família ao The New York Times. O escritor e intérprete foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel do aviador Chuck Yeager em Os Eleitos – Onde o Futuro Começa, em 1983. Ele escreveu mais de quarenta peças de teatro, além de contos, memórias, ensaios e roteiros para cinema. Ganhou o Pulitzer de melhor Drama em 1979 por Buried Child, levada ao cinema no ano passado com roteiro do próprio Shepard. Era considerado por muitos o dramaturgo vivo mais importante dos Estados Unidos.

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Seu êxito como escritor de teatro foi muito precoce: aos 30 anos já havia escrito mais de 30 obras representadas nos palcos de Nova York, segundo o site de informações cinematográficas Imdb. Nascido em Fort Sheridan, no Estado de Illinois, em 1943, tinha apenas 36 anos quando recebeu o Pulitzer. Suas obras foram indicadas em outras duas ocasiões para esse prêmio, sempre na categoria de melhor Drama: em 1983, por True West, e no ano seguinte, por Louco de amor, que Shepard levou depois ao cinema, encarregando-se do roteiro e do papel principal, em um filme dirigido por Robert Altman.

O ator teve uma ampla e célebre carreira também no cinema, onde estreou quando já havia alcançado certa fama como autor de teatro. Protagonizou filmes como O Dossiê Pelicano, O Assassino do Presidente, BlackthornAmor Bandido, Álbum de Família e Julho Sangrento. Sua última aparição nas telas do cinema foi no filme Never Here, apresentado há apenas algumas semanas nos EUA e ainda não lançado no Brasil. Também tocava bateria e baixo, mas dizia que se considerava, acima de tudo, “um escritor”.

Com frequência suas obras se centravam nas famílias, seus problemas e seus lados obscuros. “É uma das grandes tragédias de nossa vida contemporânea nos EUA que as famílias desmoronem. Quase todos têm isso em comum”, declarou sobre o tema. (Transcrito do El País)

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1 Comentário Add your own

  • 1. Anônimo  |  1 de agosto de 2017 às 8:38

    UM ÍCONE, mais que um ídolo.
    Discreto, fala mansa, olhar seguro, sorriso milimetrado.
    Não conheço o SAM do teatro, mas conheci o SAM da telona e de grandes performances. Quem contracenou com ele certamente acusará a perda do amigo escritor, afinal, o Pulitzer não é pra qualquer mortal.
    AVE, SAM!

    Curtir

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