Talento desperdiçado

29 de junho de 2017 at 1:11 19 comentários

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão cansou de Leandro Carvalho. Foram concedidas inúmeras chances, mas não houve jeito de enquadrar o atleta no nível de profissionalismo que o clube tem buscado exercitar nos últimos anos. Esta é  a posição oficial da diretoria, exposta ontem depois de reunião para analisar a situação.

Leandro é jovem – 22 anos de idade e pouco mais de três como profissional –, tem possibilidades de seguir ganhando a vida com o futebol, talvez até engrenando em outro clube. É triste, porém, que esteja em disponibilidade no clube que o revelou e projetou.

As falhas de comportamento se acumularam desde que se profissionalizou. Atrasos e faltas aos treinos. Participação em torneios de peladeiros na periferia da cidade quando estava oficialmente entregue ao departamento médico. Descumprimento de normas internas e até “bolo” na apresentação à Tuna, clube ao qual havia sido cedido por empréstimo no ano passado.

Os seguidos imbróglios e polêmicas envolvendo o atleta vinham sendo assimilados pela diretoria, mas chegaram a um nível de esgotamento que nem o talento e a habilidade em campo conseguiram superar.

Não por acaso, todos os técnicos recentes lavaram as mãos e preferiram não contar com Leandro, que havia aparecido bem na final da Copa Verde 2015 (marcou até gol diante do Brasília) e vinha numa boa sequência desde o final de 2016. Era até o começo da Série B o principal jogador da equipe.

Atacante dotado de bons recursos – chute e dribles, principalmente –, Leandro arrancou elogios públicos de Dorival Jr., então técnico do Santos, após as partidas válidas pelas oitavas de final da Copa do Brasil deste ano.

Nem mesmo a possibilidade de obter projeção na Série B para uma transferência internacional fez o eterno rebelde se comportar. Nos últimos dias, ele tem treinado na Curuzu, mas já não faz parte dos planos para o restante da temporada.

Ao falar em Leandro, logo vem à mente o exemplo de jogadores como Jóbson e Arinelson, igualmente habilidosos, que sacrificaram carreiras promissoras, vitimados pela má formação inicial e ausência de preparo para enfrentar os desafios do futebol profissional.

Em outros tempos, carreiras eram preservadas pela lei do silêncio imposta pelo paternalismo reinante nos clubes. Foi assim que craques como Heleno de Freitas e Mané Garrincha atingiram a glória, no Botafogo e na Seleção. O auge durou pouco para ambos, cujas trajetórias se encerraram de maneira trágica.

Os tempos românticos passaram. Não resta mais lugar para os problemáticos. O rigor da moderna gestão dos clubes barra jogadores indisciplinados, de formação deficiente.

A questão é: a quem responsabilizar pelo desperdício de atletas com potencial tão evidente e expressivos, que deixaram de ser acompanhados de perto quando davam os primeiros passos? E a quem enviar a conta do prejuízo?

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Profissionalismo marca despedida de Montillo

Montillo decidiu arrumar as malas e deixar o Botafogo após seis meses de contrato. Frustrado com a série de contusões sofridas, que não permitiram que se consolidasse como titular e fizesse jus ao investimento do clube, o meia-atacante argentino procurou a diretoria e pediu para ir embora.

Não há como recuperar o que o Botafogo gastou, mas fica a imagem de um profissional sério, que se recusou a assumir o papel de chinelinho, como tantos outros fazem pelo Brasil afora sem nenhum pudor.

Aqui mesmo em Belém, no ano passado, teve jogador que passou mais tempo treinando em separado do que jogando, mas sem abrir mão do cumprimento do contrato.

Antes de pedir a suspensão unilateral do contrato, Montillo chegou a propor a devolução do salário, o que a lei não permite.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 29)  

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Capa do Bola – quinta-feira, 29 Hum hum…

19 Comentários Add your own

  • 1. Janderson - Remo rumo á série B.  |  29 de junho de 2017 às 2:10

    No Remo ele terá o espaço que merece. Tem jogador que precisa de um acompanhamento psicólogo, esse é o caso do Leandro. O profissional do futebol as vezes não sabe lidar com isso, em pouco tempo vê sua realidade modificada, sai muitas vezes da periferia e logo começa a ganhar o mundo, recebendo um bom salário, que mesmo as pessoas com nível superior não conseguem alcançar em pouco tempo. Penso que o acompanhamento da família ou de um profissional é fundamental nesse momento. O jogador tem muito talento, só precisa que alguém o coloque no caminho das vitórias, espero que ele consiga superar essa fase e que não se torne um Jobson da vida.

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  • 2. Antonio Valentim  |  29 de junho de 2017 às 7:22

    Incluo ao lado de Mané Garrincha e Heleno de Freitas o nome de Alcino Neves dos Santos, cuja história vem retratada em livro recém-lançado.

    O Remo, que já tem Edgar e Ramos, pode abrir portas para Leandro Carvalho. Quem sabe lá o jovem valor não dê alegrias ao Fenômeno Azul.

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  • 3. celira  |  29 de junho de 2017 às 8:03

    PSC não emprestaria sem ônus para o rival o jogador que agora é visto como ativos do clube, amigos.

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  • 4. celira  |  29 de junho de 2017 às 8:07

    De quem é o problema da formação do atleta?

    As últimas perguntas do Gerson é uma questão que o futebol é o menor dos responsáveis, já que família e escola são ainda os principais espaços de formação para vida. Mas, muitas famílias não assumem suas responsabilidades e cedem ao desejos imediatistas dos filhos e a escola… Bem, não são escolas são depósitos de gente com a figura de um professor (quando este é comprometido) que se vira nos trinta para ajudar alguns poucos.

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  • 5. Jorge Paz Amorim  |  29 de junho de 2017 às 8:23

    Tentando seguir um raciocínio lógico, percebemos na fala do presidente bicolor que o destino do LC pode ser um clube da Série C; o clube desta divisão que manifestou desejo de ter o jogador é o Remo, logo, seu futuro poderá ser no Leão Azul.
    Lá estará ao lado de Eduardo Ramos, Pimentinha e Edgar não propriamente padrões de comportamento profissional extra campo, mas potenciais aliados em ratificar versões fantasiosas a respeito de deslizes no dever de atleta.
    Talvez nem precise, pois o pai do jogador acusou com veemência a diretoria do Papão de intransigência por não perdoar o jogador, vítima da falta de comunicação, segundo a versão familiar para a ausência do jogador ao treinamento, por sinal, o único faltoso.
    Nesse sentido, se culpado há pela falta esse é o celular que descarregou, deixou o jogador incomunicável e vítima de uma diretoria incompreensiva.
    Leandro Carvalho e família devem achar que maio de 2018, quando acaba seu contrato com o Papão, está longe e até lá cairá do céu uma situação em que ele continuará faltoso e se dando bem. A história tem mostrado o oposto dessa expectativa nos vários exemplos que coloca à disposição do desajeitado bad boy alvi azul. Paciência!

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  • 6. Nelio  |  29 de junho de 2017 às 8:44

    Belo comentário sobre o carvalho Gerson Nogueira. Vc isentou o clube . Li com atenção seu comentário e por um momento pensei que vc iria dizer que o clube está sendo rigoroso com jogador da terra, que não deram chances a ele, que se fosse jogador de fora a diretoria não tomaria essa atitude. Mas não, vc foi certeiro no comentário onde acompanho a atitude da diretoria e afirmo o mais importante de tudo é o clube e não qualquer atleta por mais craque que seja. A desulpa dele dizer que faltou por que a diretoria não informou o horário de treino a ele não colou porque vivemos na era da comunicação onde no aperto de uma tecla de celular localizamos muita coisa em qualquer hora e lugar. Esse sujeito pode sair daqui e ser o maior craque e artilheiro em qualquer time do mundo mas para o Paysandu não tem mais condições. Acabou para ele. Não respeitou a instituição, já era. Só espero que o amigo outros continuem com mesma opinião principalmente se Cavalho vier a se destacar em outro time no futuro, não quero que esqueçam o antiprofissionalismo dele hoje culpem clube por não ter “dado ” chance a ele.

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  • 7. lopesjunior  |  29 de junho de 2017 às 9:30

    A formação pessoal, moral e ética de Leandro Carvalho é o que menos me interessa. O julgamento moral é o que menos absolve e o que quase sempre condena, porque ou apenas considera o que está visível na superfície ou considera um modelo social de conhecimento do observador (que muitas vezes o próprio observador não se enquadra) como parâmetro, um modelo idealizado de ser humano que é virtualmente impossível de ser alcançado e que serve ao mesmo tempo para julgar ferozmente o outro e comprazer com os próprios defeitos, com todos os preconceitos e defeitos que temos. Isto é, justifica uma auto-anuência e a condenação do próximo.

    Comparo a conduta do Paysandu para com Leandro Carvalho com a que houve entre Botafogo e Jobson. Atitude acertada ter paciência com o atleta, mas equivocada na inoperância do apoio ou amparo social ao atleta. Digo, e digo bem, que se o Remo puder oferecer tal apoio ao atleta, é possível contar com seu talento em campo, senão, melhor não contratar. Pelo bem do atleta é melhor que siga para um clube que possa lhe oferecer tal apoio. Pelo que Edgar e Eduardo Ramos vem apresentando como comprometimento com a equipe, talvez haja algo que possa equilibrar esse entendimento, mas pelo episódio mesmo com Josué e Eduardo Ramos, parece que, se existe tal fenômeno, ele é tênue e pode ser rompido por qualquer tormenta.

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  • 8. celira  |  29 de junho de 2017 às 9:49

    Amigo Lopes,

    Leandro Carvalho recebeu regalias que poucos jogadores locais consagrados receberam nos seus muitos anos trabalhados por esta terra.

    Ele recebeu do clube um apartamento (alugado) em área bem localizada para morar com a família, recebe um bom salário e, acima de tudo, recebeu paciência dos dirigentes.

    Amigo, a verdade é que ainda hoje formamos boleiros que não tem o mínimo de estudo para pensar sobre si. Não formamos profissionais e estamos longe disso.

    Lembro, amigos, de dar aula para um goleiro de 15 anos da Tuna há cinco anos atrás. Bom garoto. Boa pessoa. Conversava muito com ele que ser atleta não significa não estudar, que pelo contrário, estudar o faria um profissional melhor. Mas ele pouco me ouvia, faltava inúmeras aulas, sem compromisso com a escola, sua formação humana.

    Amigo, se o indivíduo não tem compromisso com a escola, terá ele compromisso profissional? A verdade é que falta família para formar esse cidadão ainda quando criança. E falta escola para que eles possam ver o mundo de forma holística.

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  • 9. celira  |  29 de junho de 2017 às 9:51

    Para piorar, a família, que se ausentou de toda formação escolar, é rápida na hora de querer ganhar grana com um talento… Esquecem que o profissional se forma desde de criança.

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  • 10. Nelio  |  29 de junho de 2017 às 13:45

    Essa história do Leandro Carvalho é bem semelhante a do Jogador Ewerson. Alguém lembra quem foi Ewerson???Ewerson foi um jovem atleta local que surgiu no Paysandu de talento relâmpago (rápido) no ano de 1993 na série B vindo da periferia onde era cobrador de ônibus e se destacou tão rápido que achavam que seria um super craque e terminaria num clube de primeira divisão. Porem rápido como surgiu sumiu, e alguns motivos foram indisciplina . hoje ninguém lembra dele e do fato.

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  • 11. lopesjunior  |  29 de junho de 2017 às 15:20

    celira, na tua visão desse caso, poderia jurar que, pra você, ninguém presta!

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  • 12. celira  |  29 de junho de 2017 às 15:42

    Amigo,
    Talvez seja o pessimismo do momento. Quem sabe… Mas, eu penso que os Cheras, os Carvalhos, os Jobsons e muitos outros somente se tornarão profissionais quando terem acesso a uma educação que permita eles pensarem sobre suas vidas, talvez daí tornem-se e passem a viver o profissionalismo. Dito isso, devo destacar que não é uma questão de prestar, é uma questão de todos somos culpados (diretamente ou indiretamente) pelos Carvalhos e Jobsons que estao espalhados por aí, seja pela ausência, seja por passar demasiadamente a mão e não ver o problema do próximo.

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  • 13. celira  |  29 de junho de 2017 às 16:13

    Vou pegar seu gancho para fazer uma outra discussão…

    “A formação pessoal, moral e ética de Leandro Carvalho é o que menos me interessa”.

    A considerar que moral e ética são coisas distintas, penso que a ética de Carvalho realmente não importa a ninguém. Somente interessa a ele. Mas, o mundo é regido dentro de morais que nos impõe comportamentos. Se eu desejo romper totalmente ou parcialmente com essas morais, e partir para viver uma ética de si, devo assumir as possíveis consequências da minha escolha. Carvalho escolheu o caminho dele, vida que segue. Não se trata de estar certo ou errado, se trata apenas de viver a vida.

    “O julgamento moral é o que menos absolve e o que quase sempre condena”

    Esta é consequência da moral. Isto não tem nada demais e muito menos está errado. Julgamos pela moral e vivemos na ética. Carvalho optou por uma ética de si. Espero que ele esteja feliz pela escolha. Eu faço minhas escolhas e assumo os riscos. Mas, não jogo a culpa nos outros pelas consequências.

    “Um modelo social de conhecimento do observador (que muitas vezes o próprio observador não se enquadra) como parâmetro, um modelo idealizado de ser humano que é virtualmente impossível de ser alcançado e que serve ao mesmo tempo para julgar ferozmente o outro e comprazer com os próprios defeitos, com todos os preconceitos e defeitos que temos. Isto é, justifica uma auto-anuência e a condenação do próximo”

    Posso falar só por mim, eu vivi vinte anos em situação de risco social, sofri com a escassez de alimento, sofri com as chuvas e muitas outras coisas mais. Devo dizer que tive sorte na vida, pois tive a ajuda de muitos e fiz minhas escolhas éticas resultaram em coisas supostamente boas para mim. Mas, poderia ter feito outras escolhas e ser intensamente feliz por um tempo, até a moral agir sobre mim, pois, quer gostemos ou não, a moral sempre estará aí. Dito isso, ressalto que não se trata de julgar o Leandro, se trata de entender que viver como se quer cobra um preço. Ele tá pagando o dele. Talvez, com um pouco mais de estudo e orientação em casa pudesse fazer outras escolhas para sua vida. Talvez…

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  • 14. lopesjunior  |  29 de junho de 2017 às 16:37

    Caro celira, aproveitei seu comentário para propor uma reflexão sobre estéticas. A estética da moral cristã tem uma limitação muito séria, que é a de se achar superior às demais. Há outras morais, mas a moral é o que menos importa nesse momento, porque ela é realmente fundamental para quem é próximo dele, pros amigos, familiares e profissionais do clube. Falando em valores objetivos, ética é o que importa porque ética é um código explícito, ao contrário da moral, que é implícita. Quero dizer, a ética é algo que pode ser publicamente cobrado pois pode ser compreendido independente da moral do indivíduo, porque podemos entender ética como os pontos comuns a toda moral e, por isso, acessível a todos e organizada num código: o código de ética. Por exemplo, é sabido de todos que o dopping é proibido. Isso é parte do código de ética do esporte. O dopping é um problema moral? Pode ser visto assim pelos familiares, amigos, profissionais e patrocinadores ligados a ele, mas, para mim, deve ser apenas um problema ético porque não o conheço para saber sobre a moral dele. Pode ser que pela moral do atleta o dopping seja um recurso válido ou validado por algum ponto de vista que o atleta considere como moralmente válido. É um valor pessoal, mas com certeza o atleta assume um risco pessoal como afronta a normas claramente estabelecidas pela ética. É possível, ainda, que o atleta considere certo valor ético como errado e não sinta vergonha de infringi-la ou faça isso com naturalidade porque a moral própria dele discorda daquele valor ético. Falando em ética profissional, posso limitar o terreno de interesse do debate menos ao jugo dos valores pessoais e mais especificamente aos éticos porque o que passou, passou, e temos que ver o que poderia ser feito para te-lo como profissional e para não destruir-se como Jobson e Arinelson fizeram consigo próprios. Para mim, é daqui por diante que interessa e uma educação que o fizesse entender e assimilar a ética profissional já seria um grande avanço para que parasse com a destruição da própria carreira.

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  • 15. Jaime (Atlanta, EUA)  |  29 de junho de 2017 às 17:50

    E o seguinte, se eu fosse o presidente diria ao ERamos, Pimentinha, Edgar e L.Carvalho coloquem o Remo na serie B e eu vou dar um caminhao de cerveja no final do a o para voces. Simples assim.

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  • 16. Jorge Paz Amorim  |  29 de junho de 2017 às 18:34

    Só pra dar um pitaco. A moral do LC não pode estar dissonante da moral vigente. Logo, por mais direito à privacidade que tenha, seu comportamento sempre estará sujeito a essa moral. Se vivêssemos ainda nos tempos da barbárie, suas transgressões não teriam problemas já que a moral não as condenaria. Não esquecer o componente ideológico da moral na medida em que seus princípios são geralmente expostos de cima pra baixo.
    Com a ética a coisa tende a piorar e multiplicar os problemas de relacionamento em qualquer sociedade civilizada. Não encontra respaldo, por exemplo, na ética webberiana, tanto a de princípios quanto a de responsabilidade. Vale dizer: seu comportamento não produz rompimentos com padrões caretas colocando novos exemplos no lugar a fim de fazer a sociedade avançar eticamente, mas insere-se em algo que não poderia ser mais careta, a busca por privilégios individuais em prejuízo da felicidade geral.
    Desconfio que esse caso a religião não resolve, colocar dinheiro na mão dele muito menos e repressão é ainda pior. Talvez, só o acompanhamento diuturno das porradas que ainda há de levar amortecendo o impacto delas seja capaz de reverter esse angustiante quadro.

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  • 17. Antonio Valentim  |  29 de junho de 2017 às 19:29

    Debate de elevadíssimo nível entre C. Lira, Lopes Jr. e Jorge Paz.
    A propósito, o debate em tela complementa a uma aula a que ora assisto sobre ética e moral.

    Parabéns ao blog por contar com comentaristas (debatedores) desse quilate.

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  • 18. Copulatum et Malum Remuneratum  |  29 de junho de 2017 às 20:03

    Debate interessante… Mas desconcordo de muitas coisas, sobretudo quando se fala do papel da escola. Se escola resolvesse alguma coisa, Temer, Cunha, Jucá, Padilha, Angorá, estavam todos jogando no Paysandu.
    Nós não sabemos o que se passa na cabeça do cara, quais suas desilusões e quais suas alegrias. O que o deixa triste e o que o faz feliz. Em tese podemos especular. E só. Comparar com nossos esforços, com nossa criação ou mesmo com nossas desventuras não faz sentido. Lembrem-se, vivemos em uma sociedade extremamente desigual… Concordo quando se fala do papel da família, ou da falta desse papel. Leandro Carvalho pertence a uma geração de rapazes nascidos no final da década de 1990, na periferia, no auge do período de invasões que vieram consolidar a face atual da RMB. Pensemos em privações. Agora pensemos nas amizades. E em como é difícil romper esses laços sobretudo quando conseguimos colocar a cabeça pra fora e respirar um pouco. Disso ninguém quer saber. O que se quer é que o sujeito tenha responsabilidade, cumpra seu papel de “cidadão de bem”. Até apartamento já lhe alugaram. Conclusão: ele saiu da periferia, mas a periferia não saiu dele!
    Em suma, vai logo pro Remo que lá o que não te faltará serão parceiros.

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  • 19. celira  |  30 de junho de 2017 às 8:49

    Deveríamos montar um grupo de WhatsApp do blog do Gerson. Seria uma boa para aproximarmos mais. Contudo, sem ofensas e xingamentos.

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