Esvaziada, Copa das Confederações tem CR7 como principal atração

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A Copa das Confederações deve ter seu último suspiro em uma edição diferente das anteriores. Cotado para ser aposentado pela Fifa após este ano, o torneio deve ter ainda menos badalação em 2017, quando não contará com a participação do Brasil – seu maior campeão – pela primeira vez em 20 anos (desde que a entidade máxima do futebol assumiu o comando da competição) e terá Cristiano Ronaldo, eleito o melhor jogador do mundo, como um astro quase solitário. A competição começa neste sábado (17).

Campeão europeu com Portugal no ano passado e artilheiro no bicampeonato da Champions com o Real Madrid, a estrela é a grande aposta da organização para conseguir atrair um pouco mais de atenção para um torneio que vem sendo considerado um fracasso comercial, com baixa venda de ingressos. O luso deve ser um dos poucos focos dos holofotes na competição por uma série de fatores:

  • Atual campeã mundial, a Alemanha passa por uma transição de gerações, não conta mais com tantas estrelas e ainda enviará um time misto para a Rússia, com apenas três atletas presentes na Copa de 2014;
  • O Chile, campeão sul-americano, não tem o mesmo peso dos tradicionais Brasil, Argentina e Uruguai, embora vá com força total para conseguir um título pelo terceiro ano seguido;
  • A Rússia, seleção anfitriã, vive um momento ruim e não inspira a confiança da torcida, que dificilmente abraçará o time como nas edições anteriores: Alemanha, África do Sul e Brasil.

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Mas o torneio na Rússia deve contar com bons coadjuvantes para o gajo. A Alemanha, por exemplo, segue comandada pelo técnico Jöachim Löw e terá em campo atletas conhecidos: o goleiro Ter-Stegen, do Barcelona, e o meia-atacante Draxler, do Paris Saint-Germain. O Chile tem em seu elenco Alexis Sánchez, que pode protagonizar uma grande transferência nesta janela, e Vidal, uma das estrelas do Bayern de Munique.

Portugal tem, além de CR7, outros atletas que jogam em grandes clubes: André Gomes, do Barcelona; Pepe, do Real Madrid; e Bernardo Silva, do Manchester City. No México, Chicharito é o destaque.

Desta forma, a disputa pelo título do torneio – que vem sendo dominado pelo Brasil desde 2005 – deve ficar justamente entre portugueses, alemães e chilenos, com mexicanos correndo por fora. Afinal, o time da América do Norte é o único participante que já sentiu o gosto de erguer a taça da Copa das Confederações, em 1999.
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