Como um veterano distingue má fase de fase final?

7 de junho de 2017 at 17:51 1 comentário

rib9943

POR MAURICIO BARROS, na ESPN

É muito bacana ver estendida a carreira de jogador de futebol para perto dos 40 anos. Há superveteranos em vários times brasileiros: no Santos, Renato tem 38 anos, e Ricardo Oliveira, 37. No Flamengo, Juan fez 38. Léo Moura “desaposentou” no Grêmio também aos 38. No Sport, Magrão crava 40, e Durval completa, mês que vem, 37. Também em julho, o ícone da longevidade, Zé Roberto, fará 43 anos sem um naco de gordura na barriga. O palmeirense é o supremo Matusalém da bola. Perto dele, Marquinhos, do Avaí, 35 anos, cheira a fralda.

Todos esses caras em ação são indicadores de que muita coisa evoluiu no futebol de trinta anos para cá: a preparação física, a nutrição, a fisioterapia, as técnicas cirúrgicas. E também a consciência profissional dos atletas e o combate ao preconceito. Tão importante quanto tudo isso é o lado mental. Jogar futebol no primeiro nível com o RG amarelado tem um lado particularmente perverso: você trabalha todos os dias empurrando o muro que delimita o fim da carreira.

Qualquer atuação mais apagada, ou uma lesão mais séria, no caso de um superveterano, levanta a questão: “Já deu pra ele?”. É cruel, claro, porque não há um ponto definido onde, a partir dali, o jogador não tem mais condições de competir com os mais novos. A decadência física, com reflexos técnicos, chega em dégradée, e são poucos os jogadores que, ao perceberem que já entraram nessa zona cinzenta, tomam por si próprios a decisão de parar. Muitos vão descendo de nível. Aceitam uma proposta para jogar a Série B, depois a C. Peregrinam por alguns anos em times do interior, com salários ainda bons, mesmo que distantes daqueles que ganhavam quando viviam o auge.

Creio que os próprios “velhinhos” se questionem a cada treino se ainda estão jogando à vera. Não é simples sacar a diferença entre apenas uma má fase e a fase final, de onde não há retorno.

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1 Comentário Add your own

  • 1. celira  |  7 de junho de 2017 às 21:37

    A ciência já chegou ao futebol faz algum tempo.

    Na verdade, chegou ao esporte de modo geral.

    Como exemplo até melhor do que o futebol temos o tênis.

    A longevidade com qualidade no tênis era algo impensável a dez anos atrás. Hoje, diferentemente, temos jogadores como Federer (35 anos) e Nadal (31) jogando em altíssimo nível e disputando os títulos dos maiores torneios.

    Ambos os casos são fantásticos apesar de paradoxais.

    Federer nunca teve lesão grave em quadra, sua maior lesão foi no banheiro de casa dando banho nas filhas. Sua carreira foi posta a provas. Ele voltou e ganhou seu 18 Grand Slam.

    Nadal conviveu a vida toda com lesões sérias, mas sempre voltou de forma magistral e em alto nível. Está muito próximo do seu décimo Roland Garros neste ano.

    O que isso diz?

    Que a ciência do esporte ajuda muito grande profissionais a competirem em alto nível apesar da idade.

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