Coxinhas x Esquerdetes

11 de maio de 2017 at 18:08 4 comentários

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POR RONALDO PEREZ, no Facebook

Juro pra vocês, meus amigos, do fundo do coração:

respeito mais os coxinhas que apoiam Sérgio Moro do que os esquerdetes que são feitos do mesmo barro que Laura Carvalho, Luciana Genro e Gregório Duvivié.

É que em pelo menos num aspecto os coxinhas são melhores que os esquerdetes: na capacidade de entender a realidade, de ler o mundo.

Os coxinhas entenderam a história recente do Brasil melhor que os esquerdetes.

Explico.

Os coxinhas têm motivos de sobra pra odiarem Lula, pra quererem vê-lo morto. Os coxinhas entenderam perfeitamente o que aconteceu no Brasil nos últimos anos.

Os coxinhas olham para Lula e enxergam o que ele realmente é: um nordestino lenhado, fudido, sem ensino superior, que ousou ser Presidente na República fundada pelos bacharéis.

Os coxinhas sabem, perfeitamente, que foi no governo de Lula que o bolsa família foi instituído. Os coxinhas sabem que o bolsa família inflacionou o preço da diarista.

Óbvio, né?

Se em casa, de boas, sem fazer nada, a companheira já tem o mínimo pra comer, ela só vai sair pra limpar a privada da madame por um preço justo.

Tá mais que certa!

Os coxinhas não são burros, ah não são mesmo.

Os coxinhas entenderam que com Lula o Brasil mudou.

Vocês lembram daquele filme da Jéssica?

Então, lá pelas tantas, a Madame paulista olha pra filha da empregada e diz:

“Nossa, você quer fazer arquitetura? Esse país mudou mesmo.”

Os coxinhas sabem, meus amigos, sabem que o Brasil mudou, e mudou muito.

Os coxinhas sabem que foi no governo de Lula que o sistema de cotas se consolidou nas universidades brasileiras.

Os coxinhas sabem como está mais difícil conseguir aquela vaguinha na medicina, ou no direito.

Os coxinhas viram o filho do porteiro entrando pra universidade.

Sim, meus amigos, é muito difícil reconhecer, mas os coxinhas sabem perfeitamente o que estão fazendo.

Já os esquerdetes, ah os esquerdetes, esses são os piores.

Qual é a envergadura política de um Gregório Duvivié para dizer que Lula não transformou a realidade brasileira?

Ele precisou de cotas pra estudar na PUC? O AP do papai dele lá na Gávea foi financiado no Minha Casa Minha Vida?

E Luciana Genro? De onde vem a autoridade política dela? O que ela representa? Já governou o que?

E Laura Carvalho, vem de onde? Quais cargos já ocupou?

Ela já foi Ministra da Fazenda? Já comandou o Banco Central?

Laura Carvalho já sentou numa mesa pra negociar com a FENABAN?

Googlem aí, amigos, e vejam o que é a FENABAN.

Vejam o tamanho do problema que os governos petistas enfrentaram.

Diferente dos coxinhas, meus amigos, os esquerdetes não sabem de nada, de nadica.

Os esquerdetes nunca fizeram nada. Não têm compromisso com legados.

Os esquerdetes não entenderam porra nenhuma.

Os esquerdetes são incapazes de perceberem a realidade tal como ela é.

Os esquerdetes acham que a realidade se curva ao discurso, se curva ao desejo.

Quando Duvivié diz que a esquerda precisa superar Lula, ele sugere que algum outro candido progressita irá conseguir tocar no eleitor que mora lá no interior do Piauí.

Duvivíé acha que as esquerdas devem produzir uma outra liderança, provavelmente um culturete leite com pera, nascido e criado no sul do Brasil.

Quem sabe até mesmo um carioca, um frequentador lá da Praça São Salvador.

Um poeta independente, vestindo camisa com estampa de florzinha. Desses tipos fluidz, desconstruídos, que um dia gostam de ppks e no outro namoram pelo bumbum.

Isso, um cara desse tipo, que escreve “queridxs”, ou “amig@s”.

Já pensaram, meus amigos, o material da campanha circulando lá no sertão do Ceará?

“Brasileirxs, vamos construir juntos um país melhor!”.

O sertanejo semialfabetizado olhando pra esse X encravado no meio da palavra e pensando “que porra é essa? Deu defeito no computador?”.

Já pensaram o sertanejo com esse santinho na mão?

Um santinho cheio dos empoderamentos, dos “gaslighting” e dos “mansplaining”.

Já pensaram um culturete como candidado à Presidência da República propondo discussão sobre nome social? Prometendo construção de banheiro pra travesti?

Já pensaram essas pautas postas como agenda eleitoral em um país que periga voltar para o mapa da fome?

Quem sabe Duvivié esteja pensando nele mesmo, no seu próprio nome.

Já pensaram, Duvivié como candidato? Falando pras massas?

Luciano Hulk está fazendo escola!

Os esquerdetes não se enxergam, não entenderam como as coisas funcionam por aqui.

Lula levou vinte anos pra conquistar a confiança da nossa gente: nosso povo não votou em Lula em 1989, não votou em 1994, não votou em 1998 e não votou em 2002.

Nosso povo somente começou a votar em Lula em 2006, quando viu a promessa virar realidade, a utopia virar pão e farinha na mesa.

Somente em 2006 aconteceu uma clara divisão classista na contagem final dos votos: os mais fudidos com Lula, o resto com o outro.

O povo não gosta de utopia, não tem tempo pra utopia. O povo quer presença, quer materialidade, quer comida na mesa, quer casa pra morar.

O povo quer consumir.

E tá certíssimo!

Os playboys de esquerda não conseguem entender o óbvio: o povo brasileiro está convencido de que somente Lula é capaz de liderar um governo que permita uma “vidinha digna” para os mais pobres.

Esse é o termo: vidinha digna.

Nosso povo só quer uma vidinha digna.

O nosso povo não gosta da esquerda, não gosta de revolução, não gosta nem de greve.

Nosso povo gosta do Lula.

Por isso, Lula ainda vive.

Por isso, depois do maior massacre midiático da história desse país, Lula pode entrar no tribunal, falar grosso com o juiz e sair andando, abraçado pelo povo.

Lula cagou na cabeça de Sérgio Moro.

Os coxinhas sabem disso.

Os esquerdetes não sabem.

Os coxinhas são mais inteligentes que os esquerdetes.

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4 Comentários Add your own

  • 1. celira  |  11 de maio de 2017 às 22:39

    Meus amigos,

    Confesso que não gosto da demonização que é pintada para quem pensa a esquerda por um vies diferente dos petistas.

    Não refiro-me a Duvivier, Genro ou etc… Refiro-me a qualquer um ser humano.

    Por sinal, uma das características da vida humana é a diferença… São as posições diferentes que nos levam a ver o mundo de outras formas possíveis.

    Dito isso, vou fazer só uma consideração breve… quase uma brincadeira…

    Esquece toda a parte de coxinha e utilize só a ideia de esquerdete.

    Agora leia o texto como se fosse o psdb de FHC no governo falando do PT…

    Exato… Era assim que o PT era visto… Era assim que era visto o sonho do PT em governar o país.

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  • 2. Antonio Oliveira  |  12 de maio de 2017 às 7:05

    O pt no governo ficou muito aquém daquilo que prometeu e foi muito além daquilo de pior que dele se esperava. Para mim foi uma decepção. Viveu de uma deliberada superestimado de um conjunto de medidas melhorias pontuais e eleitorais de cunho marcadamente conservadora, muito longe da proposta progressista que fazia nas campanhas. Estruturalmente o Brasil foi o mesmo no período.

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  • 3. blogdogersonnogueira  |  12 de maio de 2017 às 11:26

    A percepção é válida, mas injusta. Tal expectativa era legítima, mas o contexto não pode e nem deve ser subestimado. O fato é que, para garantir governabilidade, o PT precisou abrir mão de muitos de seus projetos e crenças. Só assim Lula pôde governar e realizar o que nenhum outro presidente ousou fazer antes dele – mesmo que os reacionários xiitas insistam em negar isso. O golpe que derrubou Dilma, que ousou romper o pacto junto às bancadas conservadoras no Congresso, apenas confirma o que estava destinado a acontecer já com Lula. As elites brasileiras, você deve saber, são as mais predatórias e vorazes do mundo ocidental. E jamais aceitariam tantos governos voltados para a inclusão social. Com todo respeito, ignorar essa obviedade é pecado primário, que compromete qualquer avaliação crítica.

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  • 4. Antonio Oliveira  |  12 de maio de 2017 às 20:22

    O contexto é a carta ao povo brasileiro, cujo teor e o que quis significar cada uma de suas locuções voce deve conhecer.

    Então, não se tratou de garantir governabilidade, mas, sim, de por em prática um projeto de poder pelo poder, pelas benesses trazidas pelo poder, marcado pelo assistencialismo eleitoreiro superestimado por uma rede de marketing que criou um clima de euforia virtual que para os mais atentos revelava a mentira em que de assentava pela violência no campo e nos centros urbanos, pela manutenção do sucateamento da saúde, pela explosão do tráfico de droga, pela acentuação do extermínio dos índios, pelo empelegamento dos estudantes, das organizações dos trabalhadores ate então eram combativas, pelo
    Controle dos Órgãos de estatística, de modo que foi possível pregar o pleno emprego por um lado, e, por outro, estabelecer uma sempre crescente distribuição de pequenas quantias em dinheiro a um enorme grupo de pessoas realmente necessitadas, cujo número sempre crescente extrapolou ao insustentável às vésperas da última eleição, para ser cortado drasticamente no dia seguinte ao resultado favorávEl do pleito. Num estelionato eleitoral que foi condenado publicamente até pelo lulla.

    Então desegnadamente não se tratou de governabilidade, mas sim, de garantir o poder e as benesses correspondentes.

    Na realidade, o lulla se comportou IDenticamente aos seus antecessores.
    Aliás, ingressou para a elite com eles. E a vida de nababo que viveu e vive com seus familiares é a prova disso.

    Aliás, os únicos brasileiros que ascenderam económica e financeiramente foram os familiares do presidente. É só ver o lulinha que da noite pro dia virou empresário de games por atuação do pai. E todos os brasileiros, todos mesmo, sabem perfeitamente disso. Aliás, eram trilhoes para a elite e, proporcionalmente, apenas trocados para o povo hiposuficiente.

    Enfim, com redobrado respeito, é a carta ao povo brasileiro, a amizade do lula e dos seus, com o sarney, com o calheiros, com o jefferson, com o collor, com o delfim , com os odebrecht, associados à multiplicação dos grupos de extermínio, à ampliação do baronato do tráfico, à Mariana, ao genocídio dos Guaranis, à microcefalia, à Pasadina, à morte no campo, à triplicação dos 300 picaretas do congresso, ao endividamento no consignado, com redobrado respeito, mostram que a rigidez de minha crítica é inconteste e que não é nela que está hospedada a primariedade, tampouco a ignorância da óbvia realidade palpável. Aliás, até é o temer e seus malfeitos são produto da sede de poder na qual se afogou o governo rubro.

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