Abaixo das expectativas

12 de abril de 2017 at 0:49 13 comentários

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POR GERSON NOGUEIRA 

Chaveirinho, Bilau e Tiago perderam as chances mais preciosas para o São Raimundo; Leandro Carvalho e Ayrton desperdiçaram as melhores oportunidades para o Papão. No geral, um empate que se justificou pela pontaria ruim dos atacantes. Em termos coletivos, o Pantera Negra santareno foi mais organizado e aplicado na marcação, principalmente nos primeiros 45 minutos.

Ao time de Marcelo Chamusca ficou faltando criatividade e rapidez na transição. Em muitos momentos, o Papão esticava demais a bola e em outras os passes saíam curtos demais, ora para Leandro Carvalho pela direita, ora para Bergson na esquerda.

No meio, onde normalmente os times concentram as ações mais cerebrais e articuladas, o Papão não tinha ninguém. Distante da movimentação na grande área, Diogo Oliveira não foi o armador que o jogo exigia. Sobralense o substituiu, sem nada acrescentar.

O primeiro tempo, intenso e vibrante, teve mais cara de semifinal. Foi controlado pelo São Raimundo, que se antecipava nas ações de meio-campo e pressionava pelas extremas. O time da casa tinha maior posse da bola porque Diogo Oliveira e os volantes do Papão marcavam muito atrás. Tiago Costa, por duas vezes, e Chaveirinho, com cabeceio na trave de Emerson, empolgaram a torcida, mas a bola teimou em não entrar.

Tecnicamente, o confronto podia ter sido bem melhor. O torcedor viu mais faltas – algumas violentas, merecedoras de advertência – e excesso de passes errados do que bons dribles, lançamentos e jogadas elaboradas. As defesas, mesmo falhando bastante, conseguiram sair invictas.

Submetido à pressão do São Raimundo no primeiro tempo, o Papão voltou mais firme na marcação e adiantando a pressão sobre os homens de meio da equipe de Lecheva. Wanderlan e Chaveirinho, que tiveram campo livre para explorar a transição longa, foram mais vigiados. Com isso, Bergson e Leandro Carvalho tocaram mais na bola e passaram a levar mais perigo, sofrendo seguidas faltas junto à área.

Num confronto aberto, com ataques de parte a parte, faltou aquela faísca criativa que faz a diferença em jogos equilibrados. O Papão podia ter se dado bem se explorasse Leandro Carvalho com mais inteligência. Jogador habilidoso e veloz, ele foi o mais agudo atacante bicolor, mas poucas vezes recebeu bolas em profundidade para explorar os espaços cedidos pela defesa santarena na etapa final.

Para impor mais correria, Lecheva colocou Bilau no segundo tempo. Chamusca respondeu na mesma moeda, lançando Will. A velocidade de ambos resultou improdutiva, sem aproveitamento porque os times se fecharam mais, apelando para o antijogo e os chutões.

Ao contrário do que o primeiro tempo sinalizava, a partida se tornou previsível e amarrada demais quase até o apito final. A monotonia só foi quebrada no lance de infiltração na área em que Bilau, já nos acréscimos, obrigou Emerson a salvar com os pés.

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Arbitragem exagera na conversa e peca na disciplina

Chaveirinho levou a pior numa trombada com Hayner, levantou irritado e deu um peteleco no jogador do Papão que ainda estava no chão. O árbitro Gustavo Ramos Melo, como havia acontecido ao longo de todo o jogo, amarelou. Cercado pelos jogadores, levou alguns instantes para finalmente puxar o cartão amarelo, como se tivesse avaliado aplicar o vermelho. Errou feio, pois a situação exigia a exclusão do jogador.

Antes, o apitador já havia tomado outra decisão errada ao deixar impune Leandro Carvalho, que trocou empurrões com jogadores do São Raimundo após perder disputa por uma bola junto à linha lateral e acabar caindo junto às placas de propaganda. Leandro já tinha o amarelo, recebido infantilmente nos primeiros minutos.

O árbitro parece apreciar o estilo de Dewson Freitas, adepto de deixar o jogo correr, mas precisa saber diferenciar o que é lance normal de falta acintosa. Do contrário, ficará a impressão de que está se omitindo de marcações polêmicas para não desagradar os dois lados. Árbitros não podem ser bacanas, precisam ser árbitros.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 12)

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Bola na Torre – domingo, 09.04 Capa do Bola – quarta-feira, 12

13 Comentários Add your own

  • 1. Comentarista  |  12 de abril de 2017 às 5:30

    No Paysandú, como se falar em criatividade e transição com os sonolentos Diogo Oliveira e Sobralense ? Estariam acometidos de Dengue ou Zica ? Alfredo e Bergson, dois invisíveis em campo. Will e Leandro Carvalho, correm desesperados pelos quatro mas lhes faltam acabamento nas jogadas; passam mal, chutam pior, e às vezes são fominhas. Como pretender invadir São Luis, no próximo sábado ? Aos que tiverem essa coragem, sugiro irem para a praia comer peixes e camarões fritos, com geladas !!!

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  • 2. Frederico Teron  |  12 de abril de 2017 às 8:55

    Analisando por este ângulo, após o desastre contra um lambari do Amapá, como pretender ir a Tucuruí hoje.

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  • 3. miguelangelo1967  |  12 de abril de 2017 às 10:05

    Leandro Carvalho tem sido infeliz nos arremates ou na decisão final do que fazer com a bola na hora “H”!. Falta maturidade e equilíbrio coisa que só se consegue com o tempo e.com o auxílio de um treinador, coisa que falta no banco Bicolor.
    Não me surpreendeu o resultado dá partida de ontem onde se alguém merecesse vencer este seria o dono da casa.
    Não consigo digerir a presença de Chamusca o qual não chamarei de burro​ mas de treinador limitado que não vai dar liga no Paysandu. Pode ganhar campeonatos?, Pode. Mas será mais em função da ruindade dia adversários que por mérito alviceleste.
    Ontem o time dá capital falhou muito com as ligações diretas e pensar que Diogo foi um bom jogador no ano passado, mas atualmente a sua fase….
    Por ser em Belém, o time dá capital têm que jogar com inteligência, difícil, mas terá que ser esperto para não ser surpreendido e eliminado dentro da Curuzu.
    O time de Lecheva não tem bons valores mas são aplicados e sabem o que querem.
    Tudo em aberto com pequena vantagem ao Paysandu por jogar em casa, mas não significa que já está na final.

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  • 4. miguelangelo1967  |  12 de abril de 2017 às 10:21

    Em relação a Copa Verde eu não levo em consideração o fator “camisa”. O momento vivido por santistas e Bicolores, por incrível que pareça, dá vantagem ao time macapaense. Por quê?
    Vejamos, o Paysandu não tem um plano de jogo, não tem padrão nenhum e vive dos lampejos do Leandro Carvalho.
    Bergson que foi figura decorativa no Náutico não faz diferente no Paysandu.
    Os meias, existe isso no Paysandu?, Estão numa fase triste, quando não passam despercebidos erram passes de fazer raiva ao mais fanático torcedor.
    A defesa Paraense tem tido em Emerson a sua salvação, graças às suas inúmeras intervenções o Paysandu tem passado incólume em algumas partidas.
    Aí você pode dizer que é a defesa menos vasada do Parazão, também podera, olha a qualidade dos adversários!
    O Santos, após o chocolate servido ao time azulino, teve e tem seus méritos sim.
    Pode dar um presente indigesto a torcida Bicolor pois tem um time mais leve e sabem jogar com rapidez e de forma vertical em busca do gol.
    As laterais Bicolores são avenidas desgovernadas que nem apóiam e nem defendem.
    O embate em São Luiz promete.
    E não será nenhuma surpresa se o time amapaense de classificar logo no jogo de ida.
    É semana santa mas não pretendo ganhar nenhum chocolate do Peixe amapaense.

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  • 5. blogdogersonnogueira  |  12 de abril de 2017 às 11:37

    Boa análise, amigo Miguel.

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  • 6. Osvaldo Costa  |  12 de abril de 2017 às 13:55

    O Paysandu além de ter um elenco fraco, um dos mais fracos dos últimos anos, ainda conta com um distribuidor de camisas como seu comandante. Não consigo entender a paciência da diretoria bicolor com o Sr. Chamusca. Estamos há três meses, assistindo ao time alvi azul jogar sem nenhum padrão tático, se arrastando em jogos contra times de baixíssimo nível técnico. A preocupação é toda voltada à série B. Com esse “professor” e o atual elenco, a série C é logo ali.

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  • 7. Nelio  |  12 de abril de 2017 às 14:34

    SENTENÇA ETERNA:

    “” Agora sei porque estão insistindo tanto com Leandro Carvalho. Leandro Carvalho é ao mesmo tempo atacante muito fominha, bom e veloz jogador, péssimo finalizador. Se trabalhar um dia com um treinador ala Givanildo Oliveira, o qual ensinou a finalizar e transformou nosso atacante trombador e sem muita técnica Ze Augusto num dos maiores goleadores da história bicolor, não vai se fácil para zagueiros impedirem tantos gols do Leandro e de bela feitura porque o cara às vezes mostra uma boa técnica e tem vigor físico de atacante. caso contrário, vai ficar nesta mesmice até sumir, por exemplo igual aquele Moises cantado em prosa e verso, que foi para o Santos, depois seu futebol sumiu . Lembram??””””

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  • 8. Raime  |  12 de abril de 2017 às 14:38

    Acho que o elenco é razoável, o pior foi o do ano 2016. O grande problema do Papão é o treineiro. Olha nunca vi um treinador que não consegue fazer com que o seu time saia jogando desde a sua defesa, passando pelos volantes, até em time de pelada você vê saída de jogo . Ontem fiquei prestando atenção no Mundico saindo jogando desde a sua defesa ( muito bom). Não dá mais, pode parecer incongruente, mas o Papão tem que perder o regional e a copa verde (é difícil falar isso)…se não…..vão aguentar o Chamusca para a série B.

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  • 9. Nelio  |  12 de abril de 2017 às 15:23

    Amigo Osvaldo Costa, não concordo com vc, porque o Paysandu mostrou um grande futebol de garra contra o time do Micro Remo e um excelente futebol de muita garra contra o Águia valendo pela Copa Verde em Marabá, onde ali o Papão venceu o jogo com méritos quebrando um longo tabu de nunca ter vencido Àguia no zinho oliveira em competições da CBF. Osvaldo, o maior problema do Paysandu hoje, é aquele mesmo de sempre. Ou seja, a instabilidade do ataque bicolor onde continuamos com muitos atacantes no plantel mas nenhum se firma como goleador. cada um faz um golzinho na “vida outro na morte” e só. Isso é muito pouco para o que o clube tem gasto com atacantes. A falta do famoso camisa 10 nato é outro problemão bicolor, porque os que vem não tem correspondido. O único 10 que rendeu um pouquinho passou curto tempo, parece uma sina. Esses ao meu ver são os maiores problemas bicolores. A zaga também precisa de ajustes mas não tanto como meio campo e ataque. essa é minha opinião.

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  • 10. Nelio  |  12 de abril de 2017 às 15:36

    É por isso que é bom sempre a gente dar uma revisão no passado do futebol para emitir um comentário. O futebol às vezes tem um enigma difícil de decifrar. Por exemplo tem gente dizendo, afirmando e criticando ser este time bicolor e treinador muito bisonhos ou mais fracos de todos. Porém é este é o único time da história do Paysandu que venceu com méritos o Aguia no caldeirão do zinho oliveira valendo por competições da CBF. Lembrem que nem mesmo o melhor time e plantel da história bicolor de 2003 com Givanildo, Robgol, e cia conseguiu vencer o Aguia do bocudo Galvão lá. E olha que de 2003 até hoje foram realizados muitos jogos Papão e Aguia no Zinho. será que é porque o Galvão deixou de ser bocudo??? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

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  • 11. Osvaldo Costa  |  12 de abril de 2017 às 16:42

    Amigo Nelio, você acha que temos um grande time, por termos vencido o “poderoso” Águia de Marabá no Zinho de Oliveira ?

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  • 12. Nelio  |  12 de abril de 2017 às 18:21

    Não Amigo Osvaldo, o que quero dizer é que acho incrível e curioso como o pior time e treinador bicolor na opinião de vcs é o único que quebrou um longo tabu em Marabá vencendo o Aguia do Bocudo no zinho em competições nacionais. rsrsrsrsrsrs rsrsrsr Mas é claro que não temos ainda um time forte, porém dizer que esse é o pior de todos é exagero, muito exagero Osvaldo. Lembra os bondes da serie C 2007.

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  • 13. blogdogersonnogueira  |  12 de abril de 2017 às 20:38

    Também achei que desta vez o Nélio extrapolou, amigo Osvaldo.. se o o modesto Águia virou parâmetro, a coisa tá feia.

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