Retorno em grande estilo

13 de março de 2017 at 6:53 10 comentários

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo teve muito mais dificuldades do que o placar do jogo faz crer. A vitória por 2 a 0 sobre o Pinheirense, que praticamente garante vaga nas semifinais, não retrata o equilíbrio reinante na maior do tempo. Depois de fazer 1 a 0 no primeiro tempo, o Remo voltou com Eduardo Ramos para os 45 minutos finais e aí ampliou o escore e se tranquilizou em campo.

Pode-se dizer que o Remo do segundo tempo foi merecedor do triunfo, mas no início da partida quem produziu mais foi o Pinheirense. A estratégia foi fechar as laterais e acertar a marcação no meio.

Os primeiros 15 minutos mostraram um Pinheirense agressivo e vibrante, pecando apenas nas finalizações. Acuados, os volantes do Remo eram forçados a esticar bolas para o ataque, o que facilitava a recomposição da defesa adversária. Nos contragolpes, Lucão, Biolay e Feijão criavam seguidas chances diante de André Luís.

O Remo ameaçava pouco. Edgar tentou uma boa jogada e Henrique errou um cabeceio. O gol caiu do céu num lance acidental. O zagueiro Wallace escorregou e prendeu a bola com o braço. Marquinhos converteu o pênalti e a partida cresceu em movimentação.

Com o Eduardo Ramos (que substituiu a Gabriel), o time se transfigurou. Valorizou a troca de passes e ficou mais ofensivo, com Flamel adiantado. As chances foram se repetindo, com Edgar, Jaquinha, Nano e Flamel.

O segundo gol nasceu de um cruzamento perfeito de Léo Rosa para o cabeceio de Ramos no canto direito do gol de Adriano. O Pinheirense se viu obrigado a sair e as coisas se inverteram. O contra-ataque mudou de lado, iniciado sempre por Ramos.

A parte final do confronto foi toda azulina, com destacada participação de Ramos, em retorno triunfal, que conseguiu até fazer esquecer a agonia do começo do jogo.

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Papão passa aperto, mas vence e dispara

O Papão também teve um primeiro tempo travado e só chegou ao gol na etapa final, depois que Diogo Oliveira entrou e ajustou as coisas no meio. O resultado deixa o time praticamente classificado às semifinais. Apesar disso, os aperreios sofridos diante do Independente voltaram a inquietar a torcida, que vaiou o time e cobrou mais qualidade.

Com a repetição do sistema de três volantes no meio, o Papão não conseguia articular nenhuma jogada criativa. Leandro Carvalho era a exceção, buscando avançar pela direita. Ainda assim, foram poucos os lances de área nos primeiros 45 minutos.

Para a etapa final, Chamusca colocou Diogo Oliveira para se aproximar dos atacantes e lançar os laterais. Deu certo. Logo aos 8 minutos, em jogada de linha de fundo, a bola chegou para o próprio Oliveira finalizar e marcar.

Mesmo em vantagem, o Papão não conseguia se tranquilizar. Nos 10 minutos finais, o Galo avançou os homens de meio e botou pressão, com duas boas chegadas. A primeira em cabeceio de Dudu. Depois, com Magno, que entrou livre na área e bateu à esquerda do gol. Apesar de cansado, com um a menos (Egno foi expulso), o Independente conseguiu ameaçar e deixar o torcedor alviceleste com a pulga atrás da orelha.

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Blog campeão festeja nova proeza

O escriba de Baião rende homenagens aos amigos, colaboradores e baluartes pela mais nova façanha do blog campeão: alcançou, no sábado à noite, a marca de 7 milhões de acessos, com mais de 400 mil comentários e atualização diária ao longo dos sete anos de funcionamento.

Valeu, pessoal. Que venham novos recordes!

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 13)

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Rock na madrugada – Beatles, A Day In The Life Capa do Bola – segunda-feira, 13

10 Comentários Add your own

  • 1. Jorge Paz Amorim  |  13 de março de 2017 às 7:50

    A julgar por seus trabalhos mais recentes, no Fortaleza e Guarani(SP), o treinador Marcelo Chamusca é adepto do 4-4-2, logo, aquele patético 4-2-4 adotado pelo time ontem, na primeira etapa do jogo, só pode justificar-se por experiências que estão sendo feitas a fim de condicionar os jogadores diante de novas situações dentro de uma partida.
    Apesar da atuação pavorosa, algumas coisas foram positivas, como o vaivém de Leandro Carvalho e Will a demonstrar que estão aptos a dar respostas futuras positivas, e não apenas serem vistos como jogadores do campeonato regional.
    Por outro lado, Bergson esteve perdido e jamais achou um posicionamento que o deixasse à vontade pra jogar como sabe, em diagonal da ponta pro meio. É como se precisasse de espaço pra ganhar velocidade, como este não havia, Bergson não decolou.
    Outra incoerência foi a escolha de dois volantes pra compor o meio de campo. Ora, se havia apenas dois jogadores de meio o certo é fossem de características diferentes, tipo Beto e 40 eram quando esse esquema era o predominante no futebol. Essa timidez na tentativa de ser ousado explicou porque o Independente mandou no jogo, no primeiro tempo.
    Já o 4-3-3 do segundo tempo fez melhorar o desempenho da equipe e aliviou a tensão da torcida. A saída de W. Simões e o deslocamento do Will pra lateral-esquerda foi benefício geral: pro Papão, pro garoto e pra partida, pena que o jovem tenha sido vítima de entrada facinorosa que o tirou do jogo, assim como a velocidade do time por aquele lado.
    Ratificando, uma apresentação pífia do time, todavia, proveitosa por mostrar três jogadores oriundos da base dando respostas positivas e fazendo crer que podem ser muito úteis nas competições mais relevantes que o clube enfrentará durante o ano.

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  • 2. Antonio Oliveira  |  13 de março de 2017 às 7:56

    Motivado, Eduardo Ramos fez o que não se duvida que ele seja capaz de fazer – jogar bem. Tomara que o Remo consiga deixá-lo motivado sempre. A propósito, a julgar pela festa que os companheiros lhe fizeram após o gol que marcou, ao que parece, o grupo está harmonizado com ele.

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  • 3. celira  |  13 de março de 2017 às 8:25

    Eduardo Ramos, esquecido pelo Santo André, voltou em bom estilo… Futebol é assim… Há lugares que jogamos melhor do que em outros…

    Chamusca… Tá cada dia mais complicado aceitar as justificativas esfarrapadas do técnico… Ele já quer resolver o problema do PSC pelo aeroporto, quando, para estas competições de baixa qualidade técnica, o problema visível é a falta de uma padrão de jogo ou pelo menos uma evolução nesse sentido.

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  • 4. celira  |  13 de março de 2017 às 8:30

    Isso é verdade Jorge, mas a julgar pela entrevista do treinador (Sidney versão 2017) a solução é o aeroporto.

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  • 5. Antonio Oliveira  |  13 de março de 2017 às 8:51

    Sobre o rival, o que falta para elevar o ânimo dele, seus jogadores, seu treinador, seus dirigentes e seus torcedores é vencer o Mais Querido. Enquanto isso não ocorrer nada vai satisfazer, a impaciência vai imperar, o padrão não vai encaixar.

    Tomara que o Josué, e seus comandados, consigam refrear este avanço do rival.

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  • 6. Jorge Paz Amorim  |  13 de março de 2017 às 9:31

    Celira, demitir um treinador contratado há cerca de quatro meses é tão errado quanto fez o Leicester com Claudio Ranieri mandando-o embora após este conquistar o único título da história daquele clube.
    Não estou comparando profissionais, mas compreendendo que o trabalho de técnico tem razões que a própria razão desconhece, daí o tempo ser sempre o senhor da sua razão.
    Que tal dar mais tempo a esse tempo? Assim, talvez, as partes se entendam e nem precise haver desenlace. Caso contrário…paciência.

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  • 7. celira  |  13 de março de 2017 às 10:07

    Jorge, não estou defendendo a saída ainda. Apenas, acho que a diretoria deve cobra-lo mais firmemente… Sobre sair ou não sair, lembro que em 2015 o PSC somente cresceu com a saída de Sidney Moraes.

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  • 8. celira  |  13 de março de 2017 às 10:07

    Jorge, não estou defendendo a saída ainda. Apenas, acho que a diretoria deve cobra-lo mais firmemente… Sobre sair ou não sair, lembro que em 2015 o PSC somente cresceu com a saída de Sidney Moraes.

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  • 9. Rodrigo Cavalcante - Idade de Cristo Neles  |  13 de março de 2017 às 10:19

    Em terra de cego quem tem um olho é Rei, assim é Eduardo Ramos, não que ele seja craque mais o elenco do Remo é muito limitado.

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  • 10. Gleydson  |  13 de março de 2017 às 21:54

    Eduardo Ramos, com uma perna só, joga mais que todo o meio-campo do Remo, perto dele Flamel não passa de um peladeiro. Isso quando está motivado, mas se o salário começar a atrasar…

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