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Na semana passada, o Bangu acertou a contratação do atacante Loco Abreu para a disputa do Campeonato Carioca de 2017. Será o 23º time diferente na carreira do uruguaio, que já jogou em 10 países e viveu de tudo um pouco no mundo da bola.

Atualmente com 40 anos, o centroavante começou a carreira no Defensor, de seu país natal, em 1994, aos 18. Em 1996, destacou-se com seis gols na Copa Libertadores, chamando a atenção do San Lorenzo, da Argentina, que o contrataria no mesmo ano, em meio a forte concorrência de outros time.

Após dois anos em Boedo, com direito à conquista de um título do Campeonato Argentino, ele se transferiu para o Deportivo La Coruña, da Espanha, em uma época em que o clube era um dos mais poderosos de La Liga, sendo conhecido como Super Depor e tendo em suas fileiras astros como Bebeto, Rivaldo e Mauro Silva.

Loco, porém, jamais se firmou no time galego, e iniciou daí em diante sua carreira de “trota-mundos”, com diversos empréstimos para equipes de vários países. Até o fim de seu vínculo com o La Coruña, que foi até 2004, ele foi cedido ao Grêmio, Tecos-MEX, Cruz Azul-MEX e duas vezes ao Nacional-URU, seu time de coração, além de um rápido retorno ao San Lorenzo.

Após deixar o Depor, ele acerta em definitivo com o Nacional e retorna ao Uruguai, mas sua passagem dura pouco, já que em 2005 ele vai para o Dorados de Sinaloa, iniciando uma longa passagem pelo México, que ainda incluiu transferências para Monterrey, San Luís e Tigres em terras aztecas.

Em 2008, enquanto jogador do Tigres, Abreu acertou ida por empréstimo ao River Plate-ARG, clube no qual faria muito sucesso sendo comandado pelo técnico Diego Simeone, ganhando um Argentino e anotando muitos gols na Libertadores.

Quando a equipe de Buenos Aires se mobilizava para adquirir seus direitos em definitivo, o uruguaio aceitou proposta do Beitar Jerusalem e se mandou para mais uma aventura em outro continente. Sua passagem por Israel, porém, foi rápida, e ele retornou ao River ainda em 2008.

Loco, todavia, parecia não gostar de ficar parado, e, após disputar a Copa Sul-Americana, topou proposta da Real Sociedad e se mandou para jogar a 2ª divisão espanhola. Por lá, seguiu mostrando seu fato goleador e terminou como artilheiro do time no ano, mesmo tendo jogado apenas meia temporada. As boas atuações chamaram a atenção do Aris Salônica, da Grécia, que o contratou ainda em 2009.

Sua passagem pelo futebol grego durou um ano, até que, em 2010, o Botafogo movimentou-se de maneira ousada no mercado e trouxe o uruguaio como reforço de peso. Com seu gols, estilo desbocado e a camisa 13, mesmo número de Zagallo, às costas, ele rapidamente conquistou a torcida e virou ídolo alvinegro.

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No Rio, Abreu ajudou a acabar com a supremacia do Flamengo no Campeonato Carioca e foi decisivo para o clube da Estrela Solitária conquistar o Estadual em 2010, batendo pênalti de “cavadinha”, sua marca registrada, na decisão por pênaltis contra o próprio Fla. O resultado resgatou o orgulho dos torcedores alvinegros, que vinha abalado pelos insucessos consecutivos contra o rival.

Procurado por outras equipes sul-americanas, o matador renovou com o Bota até 2012, mas viu o peso da idade chegar e não conseguiu manter o mesmo nível de suas temporadas iniciais. Foi para o banco de reservas e, em 2012, passou por rápido empréstimo no Figueirense antes se ser recontratado pelo Nacional-URU em 2013 para mais uma passagem pela equipe de coração, pela qual já havia sido bicampeão uruguaio.

Apesar de ser recebido como ídolo no estádio Parque Central e ter marcado logo na estreia, contra o Barcelona-EQU, na Libertadores, o Loco foi aos poucos perdendo espaço e acabou emprestado ao Rosario Central-ARG, na época em que o clube havia sido rebaixado para a segunda divisão.

Na Argentina, ele consegue bons números e ajuda o time Canalla a retornar à elite do futebol argentino. Após retornar ao Nacional, é novamente cedido por empréstimo, desta vez ao Aucas-EQU.

Em 2015, disputa sua última temporada pelo Nacional e na sequência, transfere-se para o Sol de América-PAR, em 2016. A passagem é rápida, com uma ida para o Santa Tecla-ESA, clube de número 22 em sua carreira, com passagens por 10 países diferentes. Foi sua última equipe antes de acertar sua ida para o Bangu.

Entre os títulos individuais que conquistou em sua longa carreira, destacam-se o de artilheiro do Campeonato Uruguaio e o de Jogador Uruguaio do Ano, ambos em 2001. Ao todo, realizou 651 jogos por clubes e anotou 341, média de 0,52 gol/jogo.

Pela seleção do Uruguai, Abreu ganhou a Copa América, em 2011, e fez parte do grupo que ficou em 4º lugar na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Seu maior momento foi o pênalti de “cavadinha” que bateu no histórico jogo contra Gana, nas quartas.

Em 2014, Abreu foi comentarista dos canais ESPN durante a Copa do Mundo. (Da ESPN) 

One response to “Dez países, 23 times, Botafogo no topo: a movimentada carreira de Loco Abreu”

  1. Avatar de Cláudio Columbia

    Loco Abreu, ídolo do amigo Gerson… Rsrs

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