Leão vence amistoso de preparação para a Série C

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Com a escalação de vários dos novos reforços contratados, o Remo realizou amistoso na manhã deste domingo com a seleção de Bragança, no estádio Jornalista Edgar Proença, vencendo por 4 a 0. É o único teste agendado antes da estreia no Brasileiro da Série C. O jogo não apresentou dificuldades para os azulinos, que abriram o placar com Sílvio logo aos 5 minutos. Três minutos depois, o estreante Fernandinho ampliou.

Na etapa final, o técnico Marcelo Veiga fez várias substituições e o time chegou à goleada, com gols do atacante João Victor, aos 3 minutos, e do novato Héricles aos 9. Dos estreantes, Fernandinho e Héricles deixaram boa impressão. O volante Michael Smoller, que está de volta ao clube, também teve boa atuação. (Fotos: MÁRIO QUADROS)

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A jogada premiada

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POR GERSON NOGUEIRA

O mercado futeboleiro foi sacudido sexta-feira com o anúncio de que a diretoria do Papão estabeleceu premiação de R$ 3 milhões aos jogadores e à Comissão Técnica pelo acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. A iniciativa é a mais arrojada já adotada por um clube do Norte para ascender ao banquete da elite do futebol nacional.

Ao mesmo tempo em que demonstra a faceta ousada da atual gestão bicolor, o anúncio do prêmio evidencia a saúde financeira do clube. Nunca um clube regional teve robustez suficiente para bancar um prêmio desse porte.

Pequenas fortunas já foram gastas a rodo por dirigentes inconsequentes da dupla Re-Pa ao longo das últimas três décadas, deixando rastros de desgraça que se perpetuaram anos a fio – e teimam em criar dissabores até hoje no front azulino.

A estratégia alviceleste não surgiu de arroubos megalomaníacos. Pelo contrário, é um propósito legítimo, assentado em bases sólidas. O clube dispõe do dinheiro necessário para estimular seus atletas a conquistarem o acesso à Primeira Divisão, sem que isso venha a acarretar prejuízos futuros ou a atrapalhar projetos como a do hotel-concentração e do futuro CT.

Só se surpreende com o arrojo do grupo que dirige o Papão quem não acompanha o trabalho desenvolvido desde a administração Vandick Lima. As finanças, até então caóticas, foram colocadas em ordem ao longo da gestão do ex-artilheiro.

Dívidas foram sanadas e a credibilidade pública da instituição foi resgatada, ao mesmo tempo em que a política do ‘eu sozinho’ cedia lugar ao coletivismo. Foi então que o esforço conjunto de jovens executivos engajados na causa propiciou reformas e melhoramentos no estádio da Curuzu, além da estruturação do programa de Sócio Torcedor.

Como uma coisa puxa a outra, os balanços anuais, transparentes e públicos, passaram a acusar superávit e o dinheiro começou a gerar frutos visíveis aos olhos sempre desconfiados do torcedor. Bons times puderam ser montados, seguindo sempre critérios bem definidos, sem dar muita margem a loucuras consumistas – equívocos como o de Souza, no ano passado, tendem a ser cada vez mais raros.

Muito além das bravatas próprias do passado, os gestores têm se esmerado em manter os pés no chão. A premiação de R$ 3 milhões só é possível porque a vida financeira do clube foi estabilizada. Os salários são pagos em dia, às vezes até com antecedência. O passivo trabalhista está controlado.

Como efeito direto disso, o clube desfruta hoje de grande respeito no mercado boleiro. Jogar no Papão é garantia de receber em dia, o que facilita bastante as negociações com atletas e profissionais da área técnica. A notícia do bicho gordo pelo acesso funciona ainda como marketing altamente positivo para a imagem da agremiação.

Cabe observar ainda que a oferta pelo acesso se insere na política de metas. Ao contrário de outros clubes – Goiás, por exemplo –, que pagam bichos por jogo e correm o sério risco de jogar dinheiro fora, o Papão só vai pagar premiação se a campanha for bem sucedida.

Nos bastidores da bola, a questão das gratificações costuma ser bem espinhosa. Se mal conduzida, gera resmungos e insatisfações generalizadas. Já houve caso, no futebol paraense, de conquistas comprometidas por erros de condução no oferecimento de prêmios.

O próprio Papão já sofreu com isso, anos atrás, quando havia presidente que pagava agrado em dinheiro dentro do vestiário. O Remo pode ter sido vítima de uma falha de negociação às vésperas da final da Copa Verde 2015.

A trilha seguida agora comprova que os dirigentes bicolores abandonaram de vez as velhas práticas e apostam na aplicação responsável dos recursos. Caso o acesso não se confirme, o clube não terá motivos para lamentações no campo financeiro – pelo contrário, terá lucrado com o marketing que a iniciativa gerou.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, com as participações de Zaire Filho e deste escriba de Baião. O meia Celsinho (PSC) será o entrevistado. Começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20.

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À procura de um novo caminho

O Remo, que enfrenta um combinado de Bragança na manhã deste domingo, está em fase final de preparativos para a Série C. Vista como prioritária desde o começo da temporada, a competição passou a ter importância ainda maior depois das desastrosas participações do clube no Parazão e na Copa Verde.

Os erros de contratação e a opção equivocada por um técnico inexperiente respondem pelos prejuízos (inclusive no campo financeiro) do começo de temporada. Em função disso, a expectativa cresce em relação à campanha no Brasileiro.

As escolhas do técnico Marcelo Veiga têm se pautado pela coerência. Indicou atletas que conhece, seja por terem jogado sob seu comando, seja por terem atuado bem contra times que treinava.

Héricles, ex-Gama, é um desses exemplos. Impressionou Veiga em partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, onde o técnico trabalhava. Já o meia-atacante Allan Dias e os atacantes Patrick e Fernandinho foram jogadores treinados por ele.

É certo que o Remo iniciará a Série C com fisionomia bem diferente da que tinha até a Copa Verde. Mudanças serão feitas na defesa, nas laterais, no meio e na frente. Boa parte delas já será possível observar no amistoso de hoje.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 15)