E o Pebas apronta de novo…

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POR GERSON NOGUEIRA

Não satisfeito em infelicitar o Remo logo na abertura do campeonato, o Parauapebas contrariou todo o favoritismo do Papão e sapecou um 3 a 1 irrefutável dentro da Curuzu. Não se pode nem falar em surpresa, pois a ousadia da equipe interiorana já era bem conhecida, mas foi ignorada pelos bicolores, que vinham embalados pelas duas vitórias diante do maior rival.

unnamed (80)O jogo ratificou a boa participação dos emergentes neste Parazão, embolou a briga pela classificação às semifinais e deixou claro que o Papão ainda precisa evoluir muito para alcançar o nível competitivo necessário para encarar a Série B.

O Parauapebas se comportou da mesmíssima maneira com que enfrentou o Remo no primeiro turno. Fechado atrás, brigando muito no meio-de-campo e esperando as chances para chegar ao gol adversário. Teve ontem essas tarefas facilitadas pela atuação desarvorada do setor de criação e pelas lambanças da defesa do Papão.

Léo Goiano fez a leitura correta da dependência que o time alviceleste tem de Pikachu. Sem boa movimentação e jogadas de aproximação com o lateral-direito, a produção ofensiva do Papão fica comprometida.

O visitante só precisou de um tempo para virar e vencer o jogo, pois o Papão mostrou-se incapaz de tomar as rédeas da partida. William Alves abriu o placar aos 2 minutos, mas Célio Codó (de pênalti) igualou aos 14. O mesmo Codó desempatou aos 30 e Dedeco ampliou aos 48.

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A vitória se consolidou quando a marcação estabelecida por Léo Goiano conseguiu anular Carlinhos e, depois, ao seu substituto, Leandro Canhoto. Sem que os armadores conseguissem se aproximar de Pikachu, restava ao Papão as jogadas de abafa, os chutes de longe e os cruzamentos sem direção. Não tinha mesmo como dar certo.

Preparado para se defender, o Pebas se manteve firme na estratégia de bloquear a entrada da área. Teve espaço para contra-atacar e podia ter disparado uma goleada se Rodrigo (por duas vezes) e Mocajuba tivessem pontaria mais certeira no segundo tempo. E olha que o time já estava com menos um jogador – Gustavo foi expulso.

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Pode-se dizer que o Parauapebas triunfou pela aplicação tática de seus jogadores e pelo firme comando de seu técnico. Vitória mais do que justa. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Base é coisa muito séria

A partir de denúncias de pais de atletas, que reclamam de abandono, veio à tona a crise que se instalou nas divisões de base do Papão. Coincidência ou não, o clube não teve ontem atividades de treinamento em nenhuma das categorias de formação.

A presidência do clube não confirma a situação de desemparo à base, mas prometeu fazer um levantamento rigoroso a respeito.

É bom sempre lembrar que atletas como Pikachu, Pablo, Caio, Leandro Carvalho e Djalma saíram das escolinhas do clube ou pelo menos passaram pelas divisões de base. São peças valiosas no elenco atual e tiveram papel importante na recuperação do time nos últimos anos.

Cuidar da base é preservar patrimônio.

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Muitas perguntas sem resposta

O Remo foi sacudido ontem por novas pressões de setores da torcida e movimentação de conselheiros favoráveis ao impedimento do presidente Pedro Minowa. São questões legítimas e pertinentes, mas levantadas na hora errada, comprometendo ainda mais o já conturbado ambiente.

Os azulinos realmente preocupados com a recuperação do clube deveriam evitar que os ruídos da insatisfação afetem a tranquilidade interna. Com salários ainda em atraso, os jogadores têm sido blindados pelo técnico Cacaio para que concentrem atenção em relação ao jogo decisivo de domingo, em Parauapebas.

O ideal é que os insatisfeitos com a gestão procurassem agir como o benemérito Ronaldo Passarinho, que, sem alarde, tem interpelado seguidamente a diretoria e o Conselho Deliberativo sobre assuntos de extrema importância para a vida do clube. Depois de encaminhar quatro pedidos de informação à gestão passada, sem obter resposta, Ronaldo voltou à carga este mês:

“1) O Remo recebeu a primeira parcela do contrato com a Funtelpa? Em caso positivo, qual o valor e qual a destinação dada?

2) Houve recebimento das parcelas de patrocínio do Banpará, referentes a janeiro, fevereiro, março e abril? Em caso positivo, qual o valor e qual a destinação dada?

3) Houve bloqueio pela Justiça do Trabalho, de mais de R$ 80 mil, em favor do atleta Jaime?

4) Quais os atletas que têm contrato até o final de 2015, e respetivos valores?

Por fim, deixou um alerta aos membros do Condel “para que todos tomem ciência da trágica situação que o Remo atravessa, agravada pela gestão de 2013/2014”. Os questionamentos foram feitos ainda para a reunião do dia 1º de abril, mas não foram respondidos.

Diante do ruidoso silêncio da diretoria, resta esperar que o Condel use de suas atribuições para descobrir como estão de fato as finanças do clube.

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Um soco no fair-play

O tumulto verificado anteontem, em Cametá, ameaça quebrar a tranquilidade de um campeonato disputado até agora na mais completa harmonia. As imagens da TV atestam que o pênalti marcado aos 41 minutos do segundo tempo ocorreu de fato.

A falta cometida pelo defensor do S. Francisco foi indiscutível e jamais poderia servir de pretexto para o soco desferido pelo goleiro Paulo Wanzeller no assistente. O caso exige punição exemplar por parte da Justiça Desportiva. Do contrário, estará se confirmando a volta aos tempos de várzea.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 09)

6 comentários em “E o Pebas apronta de novo…

  1. Não entendo mais na nada, um pênalti, um gol irregular e um pênalti a favor não marcado, dentro da casa do time grande, Freud explica? Pode até explicar, é o sistema! Mas o que houve foi que caiu o pano, o bicolor tem um time e um técnico fraco, além disso empolgado, metido a sabido. a la Luxa!

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  2. Belo apanhado da coluna sobre o jogo de ontem.

    Acrescento que jogadores como Leleu, Érico Jr. Romário e outras perebas deverão deixar o barco bicolor.

    Insisto que o Souza, mesmo sendo o “matador” que alardeiam, trava o ataque bicolor por sua pouca mobilidade e lentidão.

    Bom que a equipe venha expondo suas deficiências no Paraense e se reforce para a B.

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  3. Complemento meu comentário acima. As palavras são traiçoeiras. Ao leitor menos atento, os dois vocábulos acima soam como uma ofensa ao blogueiro. Nada disso.
    Nenhuma novidade quanto ao futebol do Psc e ao futebol do Parauapebas, porquanto o analista menos apaixonado e mais crítico não se surpreendeu pelo resultado de ontem.

    Ganha com isso o Cametá, ontem pela derrota de um concorrente direto do seu grupo e também pelo grande número de advertências (cartões) ao elenco do Parauapebas.

    Mais resultados aparentemente surpreendentes prometem acontecer na próxima rodada.
    É esperar.

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  4. Ontem na Curuzu, juro que por diversas vezes vi o fantasma do Negão Alcino nos aterrorizando mais uma vez.

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