POR GERSON NOGUEIRA
De repente, no cenário mais improvável, a dupla de zagueiros da Seleção Brasileira na última Copa conseguiu se reabilitar perante o mundo do futebol, vestindo uniforme francês. A comparação nem cabe, afinal estamos falando de clubes, não de seleções, mas a heroica participação de David Luiz e Tiago Silva contra o Chelsea pela Liga dos Campeões não pode ser ignorada.
Em jogo sensacional a partir do segundo tempo, David Luiz testou com força para empatar a partida no tempo normal. O resultado levou a decisão da vaga para a prorrogação. Aí entrou Tiago Silva, indo do inferno ao céu em poucos minutos.
Execrado pelo choro convulsivo durante a Copa antes da disputa de pênaltis contra o Chile, Tiago fez nesta quarta-feira em Londres sua primeira atuação digna de registro depois do mundial jogado no Brasil. E nem estamos falando aqui de um desempenho primoroso e impecável.
Até o momento em que marcou, também de cabeça, o gol da classificação do PSG, Tiago corria o risco de ficar definitivamente marcado como um zagueiro atrapalhado. Subiu para cortar um cruzamento erguendo a mão para interceptar a bola, naquele tipo de lance maluco para o qual não encontra explicação.
O penal botou o time inglês em vantagem na prorrogação e abateu a esquadra francesa, que cumpria um jogo de superação depois de ter o craque Ibrahimovic expulso logo aos 30 minutos do primeiro tempo, após entrada violenta em Oscar.
Pois os deuses da bola mexeram os pauzinhos e Tiago Silva ainda teria sua chance de se reerguer no jogo. Primeiro, mandou um cabeceio perfeito, mas o goleirão do Chelsea conseguiu salvar, como Gordon Banks em 70.
Logo depois, Tiago irromperia por trás de vários jogadores para mandar a bola para as redes, passando entre as mãos do goleiro e o travessão. O gol salvador garantiu o PSG nas quartas de final da Liga coroando jornada repleta de drama e heroísmo. Um jogo para ninguém esquecer tão cedo.

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