Por Gian Oddi
Nesta Copa do Mundo, Messi deu apenas dois chutes em direção ao gol. Fez dois gols e, a julgar pela importância de ambos, dá para dizer sem exagero que conquistou seis pontos para a Argentina. Messi não está jogando bem, pelo menos se considerarmos o “padrão Messi” de futebol. Enfrentou o bom time da Bósnia e a esforçada equipe iraniana. Equipes com poderio incomparável ao de times como Real Madrid, Bayern de Munique ou Chelsea, para ficar em três exemplos apenas, contra quem Messi fez história.
Messi ganhou dois Mundiais de Clubes, três Champions League e seis Campeonatos Espanhois. Foi três vezes artilheiro da temporada europeia e quatro vezes artilheiro da Champions. É o maior artilheiro da história do Barcelona e ganhou quatro Bolas de Ouro. Este parágrafo poderia até continuar, mas não é necessário. O grande argumento dos detratores de Messi, aqueles que pretendem colocá-lo em patamares abaixo do que ele (já) merece na história do futebol mundial, é o de que ele nunca foi figura determinante em Copas do Mundo. Pois bem. Messi já decidiu dois jogos de Copa do Mundo.
Sim, foram jogos contra Bósnia e Irã. Mas quem argumenta que enfrentar e derrotar verdadeiros esquadrões como Real Madrid e Chelsea não é suficiente por não se tratar de uma Copa do Mundo seria incoerente ao passar a considerar a qualidade do adversário em detrimento da importância do torneio, não?
Já dá para imaginar a próxima exigência: Messi precisa ganhar uma Copa do Mundo. Pode ser. Porque para muitos dos que contestam o incontestável, o que Messi fizer nunca será suficiente. Já para quem gosta realmente de futebol, e só não de clubes, camisas ou países, Messi já um gênio há um bom tempo.

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