Por Paulo Aguiar*

O Campeonato Pernambuco há anos gosta de (re)inventar regulamentos.

Em 2008, conseguiu promover um Campeonato Pernambucano sem a realização do Clássico das Multidões (Santa x Sport) e do Clássico das Emoções (Santa x Náutico). Em 2009, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF-PE) fez uma descoberta mística e numeróloga ao decidir que o primeiro clássico teria que ser jogado na 5ª rodada do Campeonato (“é o que diz uma tabela tecnicamente perfeita”, disseram seus dirigentes).

E, seguindo uma sequência, também mística e numeróloga, todos os outros clássicos da primeira fase foram marcados para o meio da semana.

Em 2013, a FPF-PE descobriu que o melhor critério de desempate, nas semifinais, era o número de cartões acumulados nos dois jogos. O que se viu em campo, obviamente, foi um árbitro que não queria ser o responsável pela decisão de qual passaria para a fase final. Faltas e mais faltas, sem cartões, até que um time fez um gol quando faltava quinze minutos para o final do jogo.

E, nesse ano, em 2014, a FPF-PE resolveu (re)inventar a fórmula do Campeonato Pernambucano de 2006.

Para as semifinais e finais do campeonato, o saldo de gols não seria levado em consideração. Em vez dele, a decisão – em caso de igualdade nos resultados – seria feita através da cobrança de pênaltis. O resultado é que, no primeiro jogo das semifinais do PE/2014, o Salgueiro ganhou de 2 x 0 do Náutico e o Santa Cruz ganhou de 3 x 0 do Sport.

No jogo da volta, o Náutico ganhou de 1 x 0 do Salgueiro e o Sport ganhou de 1 x 0 do Santa Cruz. Pelos resultados dos jogos, era de se esperar que a final do Campeonato Pernambucano de 2014 fosse decidida entre …

Acertou quem falou: Náutico e Sport.

Afinal, apesar de não terem melhor saldo de gols nas semifinais, ambos venceram os seus adversários, Salgueiro e o Santa Cruz, nos pênaltis. É o futebol de Pernambuco (re)inventando novos regulamentos, com a proposta feita pelos próprios clubes, sem o aval do Santa Cruz e do Sport.

*Paulo Aguiar é professor universitário, pernambucano e apaixonado por futebol.

8 responses to “Invenções pernambucanas”

  1. Avatar de Luís Antônio Mariano
    Luís Antônio Mariano

    Gerson, não publique isso aqui, pois, sabendo como são os nossos dirigentes, é bem provável que queiram imitar a FPF pernambucana. rsrsrs

  2. Avatar de Alberto Lima - Recife
    Alberto Lima – Recife

    Gerson, tu não imaginas a quantidade de sarro que tá rolando aqui em Recife por causa disso!
    heheheh!

  3. Avatar de celira

    Verdade Luis. Amigo Gerson, não mostre essas idéias de jerico por aqui… pelo amor de Deus… rs…

    Agora falando sério, o povo das federações inventam cada formula bizarra… queiram ou não (apesar de estar gasta) a formula daqui pelo menos é coerente.

  4. Avatar de Édson Paysandu, o ÚNICO DO PARÁ NA COPA DO BRASIL

    Não corremos esse risco, pois a FPF ensina o Brasil a fazer futebol.

  5. Avatar de Cláudio Santos - Técnico do Columbia - Val de Cans

    É cada um, amigos…Te contar… Como não se privilegiar o saldo de gols, que é o mais importante do futebol… Eu hein

  6. Avatar de Pedro Paulo
    Pedro Paulo

    Acredito pelo que ouvi de um aprendiz de comentarista – Paulo Fernando – Este regulamento é perfeito. Se a vantagem for para o time dele, a justiça esta feita. E medem a compacidade pela audiência. Invenção pernambucana? Ligue o rádio no horário dele e ouçam.

  7. Avatar de Pedro Paulo
    Pedro Paulo

    capacidade

  8. Avatar de Rodrigo Cavalcante - Idade de Cristo Neles
    Rodrigo Cavalcante – Idade de Cristo Neles

    Vai falar que estão errados, eles se acham os sabidões da galáxia.

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