Uma história de reconstrução

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Por Gerson Nogueira

unnamed (83)Aprecio o destemor, admiro os destemidos. Contra todos os vaticínios, entre a descrença e a zombaria, o atual presidente do Remo entrega hoje as obras parciais do estádio Evandro Almeida. Enquanto Manaus vai de Arena Amazonas, Brasília tem Arena Mané Garrincha e São Paulo tenta por de pé o Itaquerão, construções no padrão milionário da Fifa, o Remo optou por consertar o que estava quase abandonado. Sem maiores recursos ou patrocínios, Zeca Pirão resolveu revitalizar o Baenão na cara e na coragem, no melhor estilo centroavante rompedor. Quebrou estacas com conselheiros, desafiou os céticos e está com a reforma quase concluída.
Apesar dos pontos nebulosos – como a ausência de informação sobre a origem de parte dos recursos -, é inegável que a diretoria tem méritos na condução da ousada empreitada. Quem viu a parte concluída dos trabalhos no Baenão ficou impressionado com a qualidade do novo gramado e a modernização das placas laterais, que substituem os pré-históricos alambrados de arame. Ainda há muito a ser feito, principalmente na ala lateral onde ficarão cadeiras vips e camorotes.
Mais impressionante nesse processo foi a mudança de foco empreendida pelos atuais dirigentes. Há pouco mais de quatro anos, todos recordam que o Baenão era oferecido na praça a preço vil. O então mandatário azulino chegou a firmar negócio pela importância de R$ 32 milhões, cerca de metade do valor real do terreno onde se localiza o imóvel azulino, encravado junto à principal avenida de entrada e saída da cidade. A jogada imobiliária, exposta como a última esperança de salvação para o clube, chegou a encantar a quase totalidade dos conselheiros, com a irresponsável aquiescência de grande parte da imprensa esportiva e a empolgada aprovação da torcida.
Questionei praticamente sozinho neste espaço, sob contestação de muitos, os supostos benefícios do destrambelhado negócio para o clube. Aos poucos, conselheiros e beneméritos recobraram a sensatez e a Justiça do Trabalho não deu guarida para os planos de venda (ou permuta) do velho Evandro Almeida.

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As melhorias que serão entregues hoje ao torcedor azulino, por ocasião do jogo Remo x Paragominas, confirmam que a saída não era simplesmente desmanchar o patrimônio. Bastou um pouco de esforço e ousadia para que o Baenão fosse salvo e ficasse até mais valorizado.
Ainda bem. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Mapará e Galo definem última vaga

A última vaga disponível para as semifinais do returno do Parazão deve ensejar o jogo mais empolgante da rodada. Independente e Cametá têm a mesma pontuação (9), mas o empate beneficia o Galo Elétrico, que tem uma vitória a mais. São equipes de porte médio e nível técnico semelhante. Um duelo encardido, sem dúvida.
Em Santarém, um Papão desfalcado cumpre tabela no returno, com a cabeça voltada para a final da Copa Verde, embora sem descuidar da classificação geral do campeonato, onde segue empatado com o Remo (31 pontos). O São Francisco busca se garantir na segunda colocação, com a importante vantagem de jogar por dois resultados iguais na semifinal.
No Baenão, também classificado, o Remo tenta melhorar seu posicionamento diante de um Paragominas já sem chances. É jogo para testar a confiabilidade do time, que se reencontrou com as vitórias sob o comando de Roberto Fernandes. Com André e Ratinho, a tarefa tende a ficar mais facilitada, mas não é parada tranquila.

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Da necessidade de defender os indefesos

Que a Olimpíada que vem aí, daqui a dois anos, não seja motivo de mais pranto e dor, como se viu na sexta-feira, no Engenho Novo (Rio de Janeiro), quando famílias de invasores foram expulsas com requintes de crueldade. As imagens, dolorosamente desumanas, correm o mundo, acrescentando mais algumas divisas em nosso extenso rol de barbaridades. Ainda há tempo de agir, muito já foi feito nos últimos 12 anos, mas é fato que o Brasil precisa cuidar melhor do Brasil.

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Bola na Torre

Começa por volta de 00h15, logo depois do Pânico na Band, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participação de Geo Araújo e deste escriba baionense. Em análise, a rodada que define as semifinais do returno do Parazão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 13)

22 comentários em “Uma história de reconstrução

  1. Vou lá conferir como ficou o Baenão. E o farei com a maior das boas vontades. Mas, desde já, registro que estou um tanto desconfiado com este negócio de entrega parcial. Ou seja, apesar de crítico como sempre, meu olhar vai disposto a ser tolerante como pouquíssimas vezes foi.

    Quanto ao Brasil, eu diria que precisa cuidar de verdade dos brasileiros.

    E do Athos alguém dispõe d’alguma informação?

    Sobre o “Bola na Torre” gostaria de registar minha frustração com a última edição. O elenco anunciado pra hoje é promessa de um bom programa. Diferentemente do programa passado, o de hoje certamente vai valer a pena esperar para assistir.

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  2. Acredito que reformar o Baenão, seja muito mais fácil… Mas que as múmias não fizeram esse tempo todo dentro do Baenão… Por isso temos que aplaudir mesmo, o Pirão, na parte administrativa… Mas continuamos sem os 8 campos que seriam construidos no CT do Leão, Prédios com moradias para os jogadores de base, sem uma Arena com padrões FIFA, que exige estacionamento para no mínimo 700 carros, coisa que no Baenão, é impossível de se fazer e tudo mais… Mas acredito que o torcedor do Remo está satisfeito, afinal, pelo menos o Baenão terá outra cara, diferente dos Cardeais…

    – Acredito em Paysandu, Remo, Cametá e São Francisco, como os classificados para as semi finais do 2º turno..

    É a minha opinião.

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  3. REMO: Fabiano, Levy, Max Lellis, Rafael Andrade e Alex Ruan. André, Dadá e Eduardo. Rony, Val Barreto e Leandro Cearense.

    Técnico: Roberto Fernandes

    Banco: Maicki Douglas, Carlinho Rech, Rodrigo Fernandes, Ilaílson, Athos, Zé Soares e Leandrão

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    PAYSANDU: Paulo Rafael, Djalma, Lacerda, Pablo e Rodrigo Moraes. Vanderson, Zé Antônio, Billy e Héverton. Jô e Dennis

    Técnico: Mazola Júnior

    Banco: João Gabriel, Márcio, Murilo, Rodrigo (Pelezinho), Araújo, Héliton e Leandro Carvalho

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  4. Após a tentativa de golpe sobre o clube, tentando levar o Remo para o Aurá, é muito bom ver como uma pequena reforma revitaliza o espaço oficial da maior torcida do norte. Quanto ao bola na torre, continua com o problema do horário. Seria bom se tivéssemos ao menos uma reprise na segunda.

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  5. “Parabéns” ( rsrsrs ) ao rival por este remendo parcial, pior do que tava não podia ficar.

    Esse Mario Quadros é um artista mesmo, notem o esforço dele pra não mostrar o lado que tá com blindex de compensado kkkkkkk

    Pra não perder a oportunidade, hoje cedo ví um caminhão cheio de galinhas indo pra essas bandas do galinheirão

    Vão ganhar casa nova, ou quase nova rsrsrsrssssssssssss

    O Bola na torre mesmo passando de madrugada é um ótimo programa.

    Pra mim o horário ideal seria das 10 as 11 da noite

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  6. A Arena e Hotel Curuzú deverá ser entregue totalmente pronta dia 22 de dezembro deste ano.

    Hotel concentração 5 estrelas
    Gramado estilo FIFA
    Camarotes novos
    Cabine de imprensa totalmente novas
    Muro com blindex da melhor qualidade

    ETC… Tony Couceiro fez estas revelações hoje no bate papo com o Claudio Guimarães no BOLA.

    Cada torcida, conforme seu valor e tamanho, merece os benéficos de sua diretoria.

    Paysandu = Novos Rumos

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  7. O primeiro e maior estádio particular do Norte é do Clube do Remo…não venham com papo furado que a realidade é e sempre será inquestionável.

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  8. Amigo Édson; A Diretoria do Paysandu, deveria fazer algum tipo de campanha, no intuito de arrecadar recursos junto a fiel ! A exemplo do Santa Cruz, quando da construção do Arruda.. Tenho certeza, que daria certo..

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  9. Amigo Gerson, fico feliz de ver essa cara nova dado ao Baenão, como voce mesmo disse, que foi uma luta ardua aqui nesse espaço, que inclusive fui uns dos primeiros a entrar nessa luta contra a Venda do nosso maior patrimonio, Lembro-me que mandei até imagem de satelite publicada neste blog, onde o lixão do aura iria abrigar a tão sonhar a arena do antigo corretor presidente, em Julho quando voltar a visitar a terrinha novamente junto com meu filho, espero que as obras ja estejam concluidas, e que os torcedores se eduquem e zelem por nosso estádio.

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  10. Esse destemor do Zeca Pirão, como disse o amigo Gerson na coluna, é algo elogiável, porque não é fácil lidar com pessoas retrógadas ou múmias como alguns dizem amigos do blog quando se referem a alguns conselheiros do clube. E essa vontade da diretoria em fazer essa reforma do Baenão transformando-o em moderna arena, tem provocado algo importante para o esporte paraense, à ciumeira do rival, que logo em seguida também colocou em pauta um projeto de reforma da Curuzú. Espero que se realize para o bem do futebol paraense, sem ciumeira da massa azulina, isso só cabe aos torcedores do outro lado, rsrsrs. Voltando ao assunto do mais querido, à torcida tem mesmo que apoiar essa diretoria, pois teremos à entrega hoje mesmo que parcial, de uma arena que projeta-se ser moderna, confortável como todo torcedor merece. Amigo Gerson, sei que você já está vacinado contra os ataques pessoais que sofre, mas depois dessa coluna de hoje, pelo seu posicionamento, novos ataques surgirão, então que venham, ou não……

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  11. Entendo a fala do Geson e também via como uma ação insana (depois que o pano caiu com o derrocamento da faixada do estádio, já que a idéia apriori era interessante) a permuta no Aurá.

    Apesar disso, penso que uma permuta transparente e com terreno adquirido antecipadamente, ainda seja interessante para Remo e PSC obterem estádios padrões de pequeno porte (25 mil) com padrão FIFA.

    Isto por que, Curuzu e Baenão sempre serão estádios desconfortáveis (apenas se implodirem e reconstruírem os mesmos estes passarão a ter conforto).

    Basta ver a idéia de cadeira cativa, tão presente em nosso futebol. Hoje, tal idéia é obsoleta, já que, estádios modernos oferecem aos torcedores camarotes e localização, cobrando diferenciadamente por eles.

    Vale destacar que a João Paulo II está sendo ampliada e poderia comportar os dois estádios com tal capacidade, além do fato dos terrenos neste espaço ainda não estarem extratosfericamente valorizados.

    Apesar de pensar desta forma, penso ser muito difícil que o sonho das arenas passem por aqui, pois as empresas paraenses não fariam tal investimento de risco e com lucros a longo prazo (Big Bem, Líder, yamada, Formosa, Visão, Cerpa são exemplos de empresas fortes que não investiriam neste arriscado negócio).

    Em linhas gerais, devido a situação, devemos aplaudir o Pirão e esperar que Vandick e companhia façam o mesmo.

    Bom domingo!

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  12. Em relação a reforma duas coisas boas: O gramado que foi trocado e o muro com o blindex. A unica coisa que se perde com a tirada do alambrado é que se vai uma tradição do jogador escalar o alambrado para comemorar o gol, achava legal essa aproximação do artilheiro com o torcedor. Vi muito bom jogador no remo fazer isso e também muito perna de pau escalando o alambrado tentando conquistar a torcida.

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  13. Tudo bem que o Pirão, com muito esforço, está fazendo o que muitos não conseguiram, mas convenhamos, essa mania que o Caxiado tem de exagerar e comparar o Baenão com uma arena européia está me deixando enojado. Como remista e crítico, sempre desejei que o Remo tivesse um bom estádio, pois acho que o Mangueirão é um campo neutro, que as vezes mais atrapalha do ajuda nos jogos mais importantes. Porém, vamos ser realistas, um time com a torcida que tem o Remo não pode ter um estádio como tão ruim como o Baenão, e o que o pirão está fazendo é o mínimo do mínimo que torcedor remista merece.

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  14. E o muro de cemitério de interior, irão consertar também?
    Égua da coisa ridícula que afronta e enfeia o bairro de S. Braz. Aquela pintura de catatumba, ninguém merece ficar vendo aquilo. É horroroso, pela própria natureza.

    PAPÃO CAMPEÃO DA COPA VERDE E VAI TER GALINHA AZUL COMETENDO HARAKIRI BAIANO. HAHAHAHA…..

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  15. Bom dia amigos. De fato, Gerson, você foi voz isolada contra o empreendimento de AK, que gerou muita gozação nos remistas hehehe…Ainda sonho com a ausência de divisórias entre campo e arquibancada, como no até recentemente, selvagem futebol inglês. Quanto ao vidro que substitui o alambrado, tem-se que evitar que a torcida fique encostada, pois ficará muito sujo e além do aspecto feio, de certa forma atrapalhará a visão do campo. E alguém duvida que ainda haverá quem cuspa e jogue bebidas e objetos visando o bandeira?

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  16. Gozações a parte amigo MAUricio do Flusão, isso virá com um tempo, uma questão de educação e consciência.

    Acho que o grande erro do Klautau foi tentar levar o vizinho pra fora de Belém.
    E também pareceu que tinha mutreta na história, pois iriam dar um estádio pronto e outros benefícios, mas antes já queriam a chave do Baenão rsrsrs

    Amigo celira, penso que o Papão deveria vender a sede de Nazaré e comprar, se ainda tiver um terreno na BR ou 1° de dezembro, e aí sim iniciar a construção de uma sede campestre com direito a ct, que daria ao clube mais lucro do aquela arquibancada do círio de Nazaré

    Penso também que falta coragem pro papão arrendar o mangueirão, seria uma idéia maluca, mais audaciosa.

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  17. Esse Edson, deixa o Flu quieto que a coisa tá feia, comemorando vitória sobre o Horizonte!? Quanto ao vidro, não é gozação não, a galera se encostando inevitavelmente vai deixar muitas marcas e vai enfeiar e atrapalhar a visão. Tem que tentar afastar a galera dele.

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  18. Uma dica para a diretoria remista. É melhor erguer 05 metros de tela sobre esse blindex, senão esta arena vai viver fechada devido ao comportamento da torcida (não são todos, porém a minoria acaba prejudicando o clube), é só o time perde uma para acontecer a selvageria.

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  19. O negocio da troca do Evandro Almeida e seu terreno por uma arena pronta era com o Amaro Klautau ou com o Raimundo Ribeiro???

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