Natal é algo tão bom que deveria ser fatiado, como diria o poeta Daniel Drummond de Andrade. Penso da mesma forma e gosto, à minha maneira, de achar que todo dia nos reserva um quê de Natal. A festa é tão prazerosa que não pode se restringir a um único dia. O sorriso de uma criança, o abraço de uma pessoa amiga, uma palavra de carinho ou compreensão. O sentido da renovação natalina se concretiza assim. São os pequenos acontecimentos que fazem a existência valer a pena e que às vezes passam despercebidos, suplantados pelos eventos mais grandiosos, embora nem sempre mais grandiosos.
Nos últimos tempos, o meu Natal de verdade se materializa quando reencontro meus pais, Benedita e José, e minhas irmãs em Baião. É quando recarrego energias, bebendo nas fontes originais. Em 2013, foi em março. Pretendo repetir a dose no mesmo período em 2014. Sorte de quem pode se conceder mais de um Natal por ano.
Parabéns a todos os companheiros de blog, com a certeza de que Deus olha por todos nós e – em sua suprema sabedoria – procura unir os desiguais e pacificar os corações conflitantes. É graças a este Deus misericordioso que todos estamos aqui, vivendo mais um Natal. É um prazer imenso estar aqui com todos vocês, todos os dias, celebrando a vida.

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