Do L!Net
Depois do empate em 1 a 1 entre Atlético-PR e Flamengo, na Vila Capanema, o árbitro da partida, Paulo César de Oliveira, foi presenteado com uma camisa rubro-negra. O L!Net flagrou quando Paulo Pelaipe, diretor de futebol, e Gabriel Skinner, gerente de marketing, foram até o vestiário da arbitragem na tentativa de entregar o agrado de maneira sigilosa.
O árbitro Paulo César de Oliveira deixou a Vila Capanema acompanhado dos outros juízes após uma hora da madrugada desta quinta-feira e confirmou o recebimento.
– Ele (Pelaipe) entrou no vestiário e me entregou uma camisa – disse.
O envio de pequenos agrados aos árbitros costuma ser uma política de boa vizinhança adotada por alguns clubes no meio do futebol, segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, mas não é feito às vistas. Alguns clubes chegam a enviar as camisas para o hotel onde estão os árbitros.
No caso do Flamengo, Pelaipe e Skinner atravessaram o gramado em direção ao vestiário dos juízes, que fica atrás do gol à direita das cabines do estádio, enquanto o técnico Jayme de Oliveira terminava a coletiva dentro do gramado. O gerente de marketing segurava uma sacola vermelha. Eles ficaram cerca de cinco minutos no local.
Posteriormente, uma pessoa saiu de dentro do vestiário com o saco escondido por dentro da jaqueta e o guardou no carro, que estava no estacionamento. Questionado pela reportagem, ele se identificou como funcionário do quadro de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol e negou ter guardado a camisa do Flamengo no veículo. O fato, depois, foi confirmado pelo próprio árbitro.
Paulo César de Oliveira não teve uma atuação questionada no empate entre os dois times no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Na próxima semana, no Maracanã, o segundo confronto será apitado por Leandro Pedro Vuaden.
“Não tem nada demais receber esses presentes, desde que sejam apenas lembranças. Não há punição alguma prevista. Até porque o Atlético-PR poderia ter feito o mesmo. Comigo nunca aconteceu de alguém vir oferecer dinheiro ou algo de alto valor financeiro. Até porque, se ocorresse, essa pessoa estaria correndo o risco de ser escorraçada”, opinou o ex-árbitro José Roberto Wright.
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