Reforço depende do plano tático

Por Gerson Nogueira

bol_qua_060313_15.psClébson, meia-armador que o Remo anunciou como reforço para o returno, é o mesmo que fez misérias naquele confronto entre Salgueiro e Paissandu pela Série C 2010, na Curuzu. Naquela ocasião, destacou-se pela boa técnica e a capacidade de distribuir passes precisos, aproximando-se do ataque sempre que possível. Desde então, sua contratação chegou a ser anunciada algumas vezes pelos remistas, mas só agora se concretizou.

Caso siga jogando no mesmo nível, Clébson representa de fato uma boa aquisição. Sob medida para solucionar o maior enrosco do atual time do Remo. Há consenso, até mesmo na comissão técnica de Flávio Araújo, que falta ao time uma meia-cancha criativa e capaz de dar aos jogadores de ataque assistências e alternativas para chegarem ao gol.

Até a metade do turno, o Remo atuou como se a armação fosse um setor em extinção no futebol. Caprichosamente, Flávio Araújo foi obrigado a rever sua estratégia. Desde o empate em Paragominas, quando sofreu pressão em tempo integral do modesto PFC, o time azulino acrescentou um meia-armador (Tiago Galhardo) à multidão de volantes. A situação melhorou, mas a criação continuou em segundo plano.

O que era desconforto e jogo feio virou problema sério quando o Remo teve pela frente o Paissandu nas partidas finais do turno. Obrigado a superar um setor adversário que valorizava o passe e a posse de bola, Galhardo teve pouquíssimas chances de armar jogadas. A dificuldade se mostrou particularmente terrível no último domingo, quando o time tentou equilibrar as ações no meio-campo.

Galhardo, mesmo exausto por lutar sozinho contra uma dupla de armadores do outro lado, teve que permanecer em campo e simplesmente não conseguia jogar. Não havia espaço, nem companheiros para a aproximação necessária. À beira do campo, Flávio Araújo não tinha alternativas no banco de reservas para mudar o panorama e viu seu time ser sufocado com bolas aéreas, sem cabeça para explorar as inúmeras oportunidades de contra-ataque.

É importante observar, porém, que Clébson e Diego Capela (outro armador contratado) não poderão fazer muita coisa além do que Galhardo já faz se o Remo permanecer preso ao plano tático atual. O 3-5-2, que começou como ideia provisória e se consolidou como esquema, não permite tanta liberdade aos armadores. Na verdade, o sistema usado no Brasil quase sempre só emprega um armador cercado de volantes e beques. Com essa configuração, raramente um time escapa à mais pura retranca.

Antes que a torcida acredite que as coisas realmente mudaram, cabe esperar para ver se Flávio Araújo mudou seus planos. Com um armador só, seja Galhardo ou Clébson ou Capela, o time continuará a ser dominado pelos adversários, até mesmo aqueles mais modestos do atual Parazão.

———————————————————–

Acertos de um novo estilo de gestão

A contratação de Clébson e Capela, anunciada pela diretoria do Remo, expôs publicamente a força do vice-presidente, Zeca Pirão. Desde que se dedica a coordenar o departamento de futebol do clube, Pirão vem se sobressaindo pelo desassombro e a disposição para enfrentar problemas, com mais virtudes do que falhas. A opção por Flávio Araújo foi um de seus grandes acertos.

Em contrapartida, a contratação (com aquisição de parte dos direitos federativos) de Ramon, um jogador que esteve perto da consagração há três anos, mas que decaiu surpreendentemente desde que deixou o país para tentar a sorte no Oriente.

A confusa natureza do negócio é um dos fios desencapados da atual gestão, embora fontes internas assegurem que o clube conseguirá sair ileso da operação. Só não há solução para o mau futebol que Ramon apresentou sempre que foi escalado.

Apesar disso, o vice-presidente segue com o prestígio em alta, apesar do revés no turno. Isso se deve principalmente ao jeito franco e direto. Funcionários do clube também ressaltam sua presença na rotina diária, acompanhando de perto tudo que diz respeito ao futebol. É consenso que há muito tempo o Remo não tinha um dirigente com essas características.

Por isso mesmo, sua resistência à contratação de Tiago Potiguar (defendida por Flávio Araújo) foi respeitada e prevaleceu na hora da escolha de nomes para o meio-de-campo.

———————————————————–

Notícia ruim para os tristes trópicos

Quem parou para ver Manchester United e Real Madri se enfrentando ontem deve ter tirado suas próprias conclusões sobre o que espera o Brasil dentro de um ano na Copa do Mundo. Velocidade, força e técnica em altíssimo nível. Dois times que praticamente não erram passes, tradutores do futebol que a Europa cultiva hoje.

Apesar do otimismo natural que embala os corações tropicais, fica cada vez mais incômoda a comparação com o futebol rastaquera que se pratica por aqui, quase sempre dedicado apenas à marcação, sem lançamentos, dribles ou variações táticas inventivas.

Quando se vê Cristiano Ronaldo e seus companheiros em ação percebe-se que o Velho Mundo tem hoje o futebol mais rejuvenescido e comprometido com a estética do jogo. É tão rápido e intenso que não se pode perder um minuto do duelo entre as equipes. Bem diferente daquilo que mostram os clubes brasileiros, de estilo cada vez mais enfadonho e previsível.

O lado preocupante da história é que, há alguns anos, o futebol no Brasil já estava pobre, mas havia a esperança nos craques “exilados” na Europa. Hoje, infelizmente, nem isso há mais.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 06)

24 comentários em “Reforço depende do plano tático

  1. Aparentemente foram boas contratações. O esquema tático poderia ser flexível de acordo com o contexto dos jogos, mas acredito que só o técnico pode ver seu elenco com mais clareza e perceber o que é melhor. No caso do Ramon, era previsível esta situação. Ele é o “Finazi” do ano, muita máscara e pouca bola. Por outro lado, vejo que o PIrão acertou em não querer o Potyguar, pois iria fazer corpo mole. Só lamento que os incompetentes dirigentes tenham que perder o turno para contratar reforços.

  2. Vamos com calma, quanto ao Zeca Pirão…

    1- O Flávio Araújo, foi contratado pelo Albany, e lógico, pelo Presidente Sérgio Cabeça;
    2- O Thiago Potyguar, 2º o próprio Zeca Pirão, não foi contratado, por um acordo que ele tinha com o Vandick(Santa Ingenuidade..), que tinha pedido a ele, para não contratar o jogador, pelo jeito como ele deixou o Paysandu;
    3- Flávio Araújo tinha pedido os jogadores, Bismarck, Clébson e Thiago Galhardo e ele resolveu dar, Ramon, Eduardo, Josy, Edilsinho,…
    4- Após perder o 1º turno, foi convencido, recuou e aceitou a contratação de Potyguar, só que esse, não quis mais, por estar esperando uma proposta do exterior, segundo seu empresário;
    5- Finalmente, depois de tantas lambanças, resolveu dar 2 jogadores, pedidos pelo técnico…

    Na minha opinião, a única importância do Pirão, nesse grupo de diretores, é seu dinheiro, já que o Cabeça sabia, que por não ter projetos, teria que arrumar alguém com dindim, para bancar sua incompetência…

    Agora, é um homem endinheirado, como se fala, e poderá, se não for teimoso, conseguir alguns benefícios para o clube, com seu prestígio político..

    É a minha opinião..

  3. O Paysandu já tem o “bispo”o remo pra não ficar atras foi buscar o “capela” pro bispo orar pelo novo Papa! Desculpem o trocadilho, mais nos últimos tempos o remo e o pausando revezam-se em trazer jogadores de nomes esquisitos, te dizer!

  4. É interessante ver a diferença do futebol praticado na Europa e no Brasil.

    No Brasil o jogo é lento, com marcação “frouxa” e muitas vezes desleal, com muito toque para o lado, com muitas faltas cavadas pelos jogadores e com muito chuveirinho.

    Na Europa o jogo é em alta velocidade, com marcação forte porém na maioria das vezes leal, poucas faltas cavadas pelos jogadores e com pouco chuveirinho, já que muitos cruzamentos são tentativas de passe (não por acaso muitos são rasteiros).

    Alguns podem dizer que o Corinthians foi campeão do mundo sobre um europeu. Mas os mesmos que dizem isso esquecem que o time de mosquiteiro teve apenas uma chance de gol durante todo o jogo e que o time inglês teve pelo menos quatro chances incríveis.

  5. Acho que o papinahndu está equivocado, aqui todos os azulinos, destacaram a garra com que os nossos atletas se comportaram dentro do gramado. Nunca fizemos colocações de que nossa equipe era de primeira qualidade, e muito menos dissemos que se tratava de Real Madri. Pelo contrário após goleadas em modestas equipes, os bicolores sim, se emocionaram e acharam que acabava de nascer o Barcelona do Norte do Brasil, ou melhor o Paycelona, quanto ao Remo sempre soaram aqui criticas de azulinos, até mesmo pelo esquema empregado , ou forma de jogar em determinados momentos de um jogo. Agora eu tenho certeza, que mesmo não tendo tido sucesso pleno no primeiro turno, o mais querido tem amplas possibilidades de vir a ser o grande time do segundo turno, e decidir e conquistar o Campeonato paraense contra o todo poderoso papinha, visto que não consigo enxergar nessa equipe listrada um futebol com condições de suplantar o mais querido, é aguardar para comprovar. Não tenho um pingo de medo de errar.

  6. Respeito a opinião do amigo Cláudio Santos, porém não concordo quando ele diz que a única importância do Pirão no Remo, é o seu dinheiro. Em primeiro lugar, graças a Deus, que ele era contra a vinda desse Potiguar para o Remo, pois o mesmo apenas jogou bem em um primeiro momento aqui em Belém, depois que o mesmo , esqueceu de onde tinha vindo, e como tinha chegado aqui, começou a mascarar, e jogar que é bom nada. Portanto acertada a posição do Zeca que num primeiro momento, disse apenas que era contra, porém se consultado ou informado, ou até mesmo vencido por maioria de opiniões, das pessoas que com ele dividem as tarefas no comando do futebol azulino aceitaria a vinda do jogador, como acabou acontecendo infelizmente, e felizmente a negociação deu errada, e veio o Clébson no lugar dele, E se o Vandick pediu para ele não trazer essa mala para o baenão, agora quem agradece ao presidente do papinha sou eu. Obrigado Vandick, por evitar que o Pirão e a diretória azulina cometesse essa mancada. Quanto a dinheiro, acho que quem está botando dinehiro no Remo é o Fenômeno Azul, isso dito ontem pelo próprio presidente em entrevista concedida ao caxiado na Clube no programa Cartaz Esportivo. Que no periodo de janeiro a fevereiro, colocou nos cofres azulinos, mais de um milhão de reais. Além das cotas pagas pelos patrocinadores . Creio que se o Pirão, colocou algun dinheiro, isso ocorreu lá no inicio dessa joranda ainda em 2012. E acho que agora não somente ele, como todos que atuam no futebol, fazem um bom trabalho, é claro que ainda não é nota 10, porém caminha muito bem para uma nota 7, o decorrer dessa jornada, é que vai determinar se ele sob na cotação ou desce. Minha opinião é de que vcai subir e chegar a 9 ou 10, com a conquista do paraense, e com a conquista da Quartona, além de uma boa campanha na Copa do Brasi .

  7. Sábias palavras Cláudio!

    Gerson, como é que é essa história do Vandick ser conselheiro do Pirão? Sinceramente não entendi, parece algo surreal!

    RRamos

  8. E por falar em Copa do Brasil, se ele tiver a coragem e eu espero que ele tenha, de colocar apenas dez por cento dos acentos do mangueirão,, para aqueles que no dia 03 de abril, irão torcer pelo Flamengop, ele e a sua equipe, já chegam tranquilamente aos 8. Pois com esse posicionamento, ele vai mostrar para todo o Brasil, a força da nossa massa torcedora, que tem que prevalecer, passei por maus momentos em 2009, justamente pela covardia do tal Amaro, que resolveu admitir que o mangueira fosse dividido ao meio, e depois as pressas , tiveram que abrir os portões, para a nossa torcida passar para o outro lado, pois meia hora antes de começar o jogo, uma multidão se acotovelava na rampa de acesso a arquibancada, sem ter como nem para onde se deslocar, o que poderia ter causado ali um grande tumulto, o que não ocorreu pela abertura como disse anteriormente dos portões que dão acesso a arquibancada ocupada pela torcida do papinha, foi o famoso arreda, arreda. Portanto como torcedor azulino, exijo respeito, e que eu tenha a condição de ir a este jogo, sem a preocupação de ser esmagado por falta de espaço em uma arquibancada. E o interessante, que quando cheguei ao estádio, por volta de oito da noite,e vi aquela esdruxula divisão, alertei um bombeiro que estava em pé atrás do gol, no espaço entre a arquibancada e a rampa de entrada ou saida do mangueirão, e ele me disse que não podria fazer nada, eu previ o que poderia acontecer, e eles ou as autoridades perceberão a cagada, somente quando ela começou a acontecer, foi quando tomaram alguma providência.

  9. O problema do Leão não é(era) falta de jogador/elenco e sim falta de postura é esperar para ver se o técnico vai mudar a forma do time jogar!(vide post acima)

    Em tempo, já que ele é(na opinião dos torcedores do Remo) o suprassumo do conhecimento de futebol porque não usou o Johnatan como meia, o moleque é muito bom de bola e tem todas as características de um excelente armador é só prestar atenção nos jogos do Remo, além do que adiantaria a marcação para o campo dos adversários.

    E aí Cláudio, aprovado? Rs!

    RRamos

  10. Gerson, saudavelmente, é muito raro o dia em que nossas opiniões estão essencialmente em consonância. Ao chegar ao fim da sua “Reforço depende do plano tático”, pensei que hoje seria um destes dias.

    Qual o quê … Logo na sequência, vi que não seria possível. Gerson, com todo o grande respeito que sua opinião merece, mas sobre a natureza da gestão do Clube do Remo, quer me parecer que ela está longe de poder ser considerada “… um novo estilo”.

    É o mesmo estilo personalista e impositivo de todas as outras anteriores. Aliás, dá a impressão de que o estilo Pirão guarda uma enorme identidade com a recém terminada gestão do LOP no rival. E digo estilo Pirão, porque todos sabem, ou logo ficam sabendo, quando escutam uma entrevista, tanto dele, quanto do eunuco presidente Cabeça.

    O Pirão quando fala dizendo que faz e acontece, que prende e arrebenta, que é ele quem manda e desmanda, e que tudo deve ser levado a sua ausculta decisória, disfarça esta última parte, dizendo que se for voto vencido se submete. Foi o que todos escutaram no Programa da Clube a Turma do Bate Papo, realizado antes do Clássico decisivo do primeiro turno, quando ele se manifestou sobre o Ramon e o Potiguar, manifestação esta que foi parcialmente reproduzida, com imagens, no Bola na Torre após o Clássico.

    Já o Cabeça, quando se manifesta, relativamente às decisões tomadas e por tomar,não diz uma palavra, sem que antes tenha pronunciado pelo menos três vezes, o nome do Pirão, destacando a importância dele enquanto locutor da palavra final. Exemplo disso foi a entrevista que concedeu ontem no Cartaz Esportivo, ocasião em que respondeu à perguntas do Caxiado, do Guerreiro e do Castilho.

    Todavia, se tenho opinião diferente quanto a ser um novo estilo, quanto ao desempenho, não se pode negar que o Pirão tenha tido os seus acertos. Ocorre que erros e acertos os que lhe antecederam nestes últimos dez anos também tiveram e o Clube do Remo está na situação que está. E o que acentua minha preocupação é a recidiva quanto à natureza de determinados erros, eis que foram erros deste molde que levaram o meu Leão, à situação em que se encontra, principalmente no que respeita ao aspecto econômico e financeiro. Falo da contratação do Ramon, cujo acerto foi feito com um agente que seria conhecido pelas picaretagens que já havia feito ou tentado fazer, inclusive no rival, mas que nada disso impediu que o próprio Pirão, bancasse o risco, conforme ele próprio declarou na Turma do Bate Papo, na ocasião a que me referi linhas acima.

  11. Antônia Oliveira, palavras muito lúcidas de sua parte que apesar da paixão pelo clube sempre se mostra coerente na maioria dos seus posicionamentos.

    Entendo também que a linha dura as vezes é importante, mas a ditadura só prejudica, vejo sinceramente o Presidente sendo sempre a segunda palavra a primeira via de regra é do Pirão. Via de regra acho que o Remo tá no caminho certo e independentemente de resultados deveria focar o trabalho que está sendo feito evitando atos tresloucados como os que existiam na gestão anterior do PSC.

    RRamos

  12. Raimundo Ramos, coerência é uma meta muito difícil de se alcançar e manter, ainda que em doses reduzidas, ou em oportunidades raras. Máxime em questões tão envolventes quanto à paixão clubística, onde, às vezes, por exemplo, nem percebemos que de um sarro saudável que começamos a tirar ou a responder com o torcedor rival, já ultrapassamos o fronteira para o desrespeito. Tudo isso pra lhe dizer que me esforço por buscar e manter a coerência e que leio feliz você me dizer que tenho conseguido algumas vezes. Aliás, acho que não excede dizer que a qualidade dos seus comentários e de um grande número de outros frequentadores aqui do blog, seja quando falam sério, seja quando encarnam nos rivais recíprocos, seja quando concordam, seja quando discordam, é que contribui para que cada um de nós faça esforço para elevar o nível do que escreve.

  13. Caro Gerson: Concordo com seus comentários elogiosos ao Zeca Pirão. É homem de decisão, influente e apaixonado pelo Clube do Remo. A liderança do Pirão ainda vai nos dar muitas glórias.

  14. O amigo Gerson está coberto de razão ao fazer a comparação do estágio do futebol brasileiro ao europeu. Ontem assisti atentamente o jogo do Real Madri e manchester, como também outros jogos da liga e dos campeões,e cada vez mais fico preocupado com o desempenho da nossa seleção na copa 2014. Pra piorar, até os nossos jogadores considerados craques, no momento apresentam pífias apresentações, colocando em dúvidas se os mesmos serão protagonistas na copa, e a competência de levar a seleção à gloria do hexacampeonato. Por tudo que o Gerson descreveu na coluna, acho difícil o caminho do título da copa. tomara que surja algo inovador no futebol brasileiro e que os nossos possíveis selecionados, esqueçam o estrelismo, marketing, e passem a jogar futebol.

  15. Se levarmos o caneco amigo Lucilo, acredito que será mais na marra do que na técnica, ai os donos da casa(torcida) vão influenciar bastante. Até porque Felipão é brucutu!

    RRamos

  16. Gerson, outro dia falei que a seleção tem grande risco de começar a Copa como uma das anfitriãs mais inferiorizadas de todas as Copas. Claro, tirando os anfitriões sem tradição. A valência (essa nooova) é que clube é uma coisa e seleção é outra. Da europa, atualmente não teríamos como fazer frente à Alemanha e Espanha. Esse negócio de não disputar eliminatória também é uma faca de dois gumes. Ainda sobre Europa, já pensou se a Inglaterra pudesse convocar o Bale do Tottenham?
    Como joga o cara. Até o veterano Giggs, outro gaulês, ainda joga muito. Dá gosto de ver o campeonato inglês e o alemão.
    Te cuida Brasil, Neymar é só decepção.

  17. Neymar, amigos Maurício, Raimundo e Lucilo, não está conseguindo jogar nem contra os times meia-boca do nosso futebol. Uma das claras demonstrações de que nossa defasagem em relação ao velho mundo é o holandês Seedorf, do Botafogo. Em que pese sempre ter sido um jogador acima da média, mesmo entre os europeus, entre nós o médio joga de forma desassombrada, em técnica, tática e preparo físico, haja visto que mesmo sendo excelente, não acompanhava mais a competitividade européia por conta de sua idade. Caso também semelhante é o do médio gremista Zé Roberto.

  18. Brasil: J. Cezar, D. Alves, T. Silva, D. Luis, Marcelo; Ramires, Hernandes, Kaká, Oscar; Neymar e Hulk. Só o Neymar que não joga no futebol europeu, se formos ver, temos dezenas de jogadores que jogam no “moderno futebol europeu”, e em grandes clubes, então não estamos tão mal assim em termos de jogadores; vejo que o X da questão, é falta de dirigentes e treinadores com visão “moderna” ou atualizada, e que ainda temos que aguentar a falsa idolatria pelo Neymar, que é um bom jogador, mas longe de ser um Fenômeno, um Romário e quiça um Pelé.

  19. Torço para que o amigo tenha razão, e essa seleção da CBF, começe como uma anfitriã mais inferiorizadas de todas as copas e fique pelo meio do caminho. Quero que ela nem se classifique na primeira fase., fique logo eliminada, para ver se daqui para frente algo muda no comando e na organização do futebol brasileiro, que por enquanto apenas tem os olhos voltados verdadeiramente para o Sul e Sudeste brasileiro. Eu ia achar era muita graça, o povo na rua querendo a cabeça dos comandantes do nosso futebol, e eles escondidos dentro do prédio da CBF. E com certeza, os três poderes se reuniriam no Brasil, e realizariam uma verdadeira devassa no nosso futebol, que certamente após uma limpeza geral, voltaria a ser realmente um esporte do povo brasileiro, e não de uma meia cambada de pilantras.

  20. As diferenças entre nós e eles são: o dinheiro e o mercado. O Brasil é um país só, cuja moeda oficial é o Real. Já a Europa, aliás, a parte mais rica dela, Espanha, Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Holanda, são várias, com muitas moedas e uma que representa todas, o Euro. Não caiamos nessa de novo de que o Brasil tem dimensões continentais e tal… O Brasil não é um continente, é um país. A ideia que quero mostrar é simples: na parte mais rica da Europa, os salários dos atletas é maior que no Brasil porque esse mercado europeu pode pagar mais pelo futebol. E os times de futebol investem para se manter em alta nesse mercado lucrativo e faturando alto. Com investimento cada vez maior em futebol é claro que uma hora essa parte da Europa teria o futebol em nível igual ou superior ao praticado aqui. No passo que isso vai, em duas ou três gerações a Espanha terá um Pelé.

Deixe uma resposta