Com a emoção dos velhos tempos

REXPA 1o turno final-Mario Quadros (4)

Por Gerson Nogueira

Que seria um jogo palpitante não havia a menor dúvida. O equilíbrio também era evidente. A difícil vitória do Paissandu, arrancada em circunstâncias dramáticas pelo andamento do jogo, acabou confirmando todas as previsões.

Foi um Re-Pa disputado à moda antiga (no bom sentido), na disputa por cada metro do gramado, na catimba e até no gol matador quase em cima da hora – como era comum nos tempos em que a camisa alviceleste era envergada por Carlos Alberto, Tony e João Tavares.

bol_seg_040313_23.psRaul incorporou esse espírito e matou o jogo para o Paissandu, revestindo a partida de tintas ainda mais interessantes porque é um ex-atleta do maior rival. Além de atuação correta como defensor, foi decidido e sortudo nas duas jogadas que selaram o destino do turno.

No primeiro tempo, o jogo apresentou o Remo mais presente no ataque, tocando com mais desenvoltura e levando muito mais perigo nos primeiros 30 minutos. Só sentiu o baque do gol de Raul em lance que teve escorregões do goleiro Fabiano e do beque Mauro.

Como no primeiro clássico decisivo, a partir do gol o Paissandu se tornou dono das ações e decisões. Eduardo Ramos começou a pontificar como grande figura do meio-campo e até jogadores que se mostravam tímidos, como Pikachu, entraram em cena.

Só não mudou muito o panorama no ataque, onde Iarley e João Neto, apesar do esforço de ambos, pouco produziam de fato, vigiados de perto pelo trio de zagueiros do Remo.

Depois de bambear por quase dez minutos, o Remo voltou à carga e em cobrança de falta chegou ao empate. Zé Antonio bateu firme, o goleiro Zé Carlos rebateu e Leandro Cearense mandou para as redes. Era como se o Paissandu devolvesse o gol que o Remo lhe deu em falha defensiva.

Para o segundo tempo, Lecheva foi tão ousado como naquela partida da Série C em Macaé. Lançou Héliton e Gaibu, tirando Djalma e Vânderson. Deu certo. O Paissandu foi ao ataque para tentar obter o gol que precisava. Dependia do que o Remo iria fazer para neutralizar a estratégia.

REXPA 1o turno final-Mario Quadros (11)

E o Remo, surpreendentemente, não fez nada. Ou melhor: fez o que já havia feito na primeira partida. Recuou excessivamente.

Enquanto os meias do Paissandu trabalhavam a bola e abasteciam o ataque, acionando principalmente Héliton pela direita em parceria com Pikachu, o Remo defendia-se com três zagueiros e dois volantes. É bem verdade que o Paissandu não criava muita coisa, preferindo os cruzamentos para a área, mas o Remo nem isso fazia no ataque.

Leandro Cearense e Val Barreto (que substituiu Fábio Paulista) morriam de tédio lá na frente. A bola chegava sempre rifada, sem condições de ser transformada em jogada perigosa. Sem muito o que fazer no ataque, Barreto teve que recuar para ajudar na marcação.

Depois de 300 bolas cruzadas e defendidas por Carlinhos Rech, a casa finalmente caiu aos 42 minutos. Barreto e Cearense ainda tentaram o empate em lance de puro esforço, mas a justiça do jogo prevaleceu e o Paissandu saiu para comemorar a conquista da primeira metade do campeonato. Não precisou ser brilhante, foi apenas ofensivo e corajoso.

REXPA decisao 1o turno 2013-Mario Quadros (65)

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A derrota da tática da cautela

Flávio Araújo passou o campeonato jogando com cautela. Ontem, a cautela o traiu. Ao tirar Fábio Paulista e deixar Cearense, acabou com a única possibilidade de escape em velocidade. Como não tinha ninguém confiável no banco para armar, deixou Galhardo, cansado e pouco inspirado, ser dominado pelo meio-campo do Papão. Lecheva foi superior. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

REXPA decisao 1o turno 2013-Mario Quadros (67)

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Seel deixa jornalistas sem cabine

Os jornalistas da imprensa escrita e dos portais de internet ficaram sem abrigo no clássico de ontem. Por ordem da Secretaria de Esporte e Lazer, foram desalojados da cabine que sempre utilizaram. Profissionais merecem respeito e precisam de local adequado para exercer seu trabalho.

O impedimento de uso da cabine deveu-se à necessidade de alojar emissoras de rádio e TV do interior, que só cobrem jogos do porte do Re-Pa no Mangueirão. Se a ideia era arranjar espaço para esses profissionais, que se utilizasse algumas das várias cabines que a Seel tem a seu dispor no estádio para receber convidados especiais.

Os responsáveis pelo estádio precisam entender que destinar área, com conforto e segurança, para os jornalistas não constitui um favor ou uma concessão. É obrigação.

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Duas lendas do Mangueirão

À saída do Re-Pa, dois craques do passado recente eram cumprimentados por todos que passavam, torcedores principalmente. Mesquita e Bira, responsáveis por façanhas no Mangueirão, colhiam ali, diante de todos, o reconhecimento público por tudo que fizeram em campo. Mesquita marcou o primeiro gol oficial no estádio. Mego já havia marcado duas vezes, contra o Operário, mas a inauguração ainda não havia ocorrido. Já o artilheiro Bira foi simplesmente o jogador que marcou mais gols na história do Mangueirão: 32.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 04)

24 comentários em “Com a emoção dos velhos tempos

  1. Gerson, jogo bastante disputado como disseste.

    Chamou-me a atenção o fato do Lecheva repetir a mesma estratégia no primeiro REXPA, quando lançou o time ao ataque e encurralou o rival (apesar do Remo ter vencido o jogo) no segundo tempo.

    Para mim, independente do nosso companheiro do Columbia discordar, Lecheva aplicou um belo nó em Flávio…

    Parabéns pela vitória do seu time Alvinegro…

    1. Amigo Lira, não consigo acreditar que o amigo Cláudio ainda não reconheça os méritos do bom Lecheva. Sinceramente.

  2. Gerson e amigos, a própria coluna de hoje, vai dar a razão ao que vou falar..
    – Quem acompanha o blog, sabe que sempre falei aqui, que o Remo precisava qualificar melhor seu meio campo. Que sempre falei aqui, que o Paysandu tinha mais time e o Remo, tinha mais técnico..
    – Falei, no jogo passado(está gravado) sobre a minha preocupação com o time do Remo, que vinha apagando no 2º tempo, fisicamente..

    – Se os amigos perceberam, aconteceu nesse jogo de ontem, a mesma coisa que tinha acontecido no 1º jogo, ou seja, no 2º tempo o Paysandu mandou no jogo, só que dessa vez, soube aproveitar e matar a partida..

    Dizer que as mexidas do Lecheva foram determinantes para o crescimento do Paysandu e o encolhimento do Remo, terão que explicar o motivo de ter acontecido a mesma coisa no 1º jogo, sem o Lecheva ter mexido em seu time, no intervalo…

    Não se pode desconsiderar as cãibras de Gerônimo e Mauro(Sinais claros de um mal preparo físico). O Cansaço de Jhonatan, que vinha de contusão e, teve que ficar até o final… Leandro Cearense, então, pedia para o jogo terminar, de tão cansado que estava…Galhardo… Vamos com calma, gente..

    Papão já era pra ter liquidado esse 1º turno, já no 1º jogo, quando foi penalizado, por não saber matar a partida..

    – É bom lembrar que ontem, o Remo tinha Valber, Berg, Galhardo e os dois volantes de saída, todos para fazer essa bola chegar com qualidade lá na frente, mas, cansados, não conseguiram.. Gaibú, pouco apareceu no jogo e Héliton, não jogou bem, salvo uma ou outra jogada, aqui pra nós…

    Papão foi mais voluntarioso e ganhou no Preparo físico, demostrado nos dois jogos, ao contrário do Remo…

    Precisamos ter calma, para não fazer o que fizeram quando o Remo foi campeão 100% e rebaixado no brasileiro, onde se dizia que o Aguinaldo, era o cara… Uma pena que ainda não existia o blog, mas eu falava na época que um bom técnico deveria ser contratado, mas depois de um título, ainda mais 100%, quem iria me ouvir.. Deu no que deu…

    Quando a Coluna diz que o Remo no 2º tempo recuou excessivamente e seu técnico, em uma entrevista disse que não mandou o time recuar, fica claro que o time sentiu o cansaço, por isso o recuo… Elementar..

    Iarley pode até não ter funcionado, mas sua experiência em campo, ajudou muito o Papão, nesse jogo de ontem..

    Agora, o torcedor, não tem nada com isso, e tem mesmo é que comemorar…

    Volto a dizer: Esse é o ano de Remo e Paysandu… O Interior, não vai voltar em 2013 e, teremos um Re x Pa, decidindo o turno, novamente, com o Remo conseguindo a mais fácil vaga à série D, dos últimos anos… Anotem.

    É a minha opinião.

  3. Remo contratando 3 jogadores: Thiago Potyguar(Pirão ontem, aceitou ele… Te dizer..), Clébson e um outro Meia armador…

    Ramón, será demitido…

    Boas contratações e se tivessem aqui, certamente a história seria outra… Mas como falo, o Paysandu não é o adversário a ser batido pelo Remo… Paysandu e Águia, são aliados do Remo…

  4. Amigos, muita calma nessa hora. O time do Remo perdeu uma única partida aos 40min do segundo tempo depois de ter ficado sem forças. Não gostei do recuo excessivo do time ontem, mas não podemos fazer um “caça às bruxas” agora, o momento não é esse. Acredito que o problema principal do Remo agora é achar alguém pra jogar junto com o Galhardo, porque ele é bom, mas não pode jogar displicentemente como vem atuando nos últimos jogos e quando assim estiver apagado, o Remo pode vir a ter outra alternativa de jogo. Fábio Paulista não jogou nada os dois jogos e o Leandro Cearense apesar de esforçado e desenvolver bem o papel de pivô não deveria ser titular quando se tem um artilheiro que tem bom senso de colocação, bom cabeceio e chute como o Val Barreto. Fico me perguntando se as oportunidades que o Remo teve nos dois tempos dos dois jogos, se o Val Barreto tivesse começado, como começou o primeiro Re-Pa do ano. Acho que a história seria diferente.

    No mais, só espero que os bicolores sejam sensatos e não achem que Lecheva e esse elenco é solução pra série B, senão amigos, vai cair.

  5. Gerson, estou de acordo com a imagem do jogo que você descreve na Coluna.Todavia, faço uma leitura diferente quanto aos motivos do Remo ter recuado.

    As causas imediatas me parece que foram realmente a postura adotada pelo rival, por determinação do Lecheva (a quem parabenizo por ter e trabalhar uma boa estratégia para iniciar o jogo e ter e trabalhar outra boa estratégia para variar a estratégia inicial caso haja necessidade), e a passividade assumida pelo time do Clube do Remo quando se viu pressionado, ocasião em que avultou o mal desempenho de vários jogadores, com destaque para o Paulista e principalmente para o Galhardo, sem esquecer do goleiro Fabiano que falhou no segundo gol.

    Já as causas remotas, as causas de base, as causas de fundo, tão ou mais determinantes que a imediata, são a limitação das soluções táticas que caracterizam o trabalho do Flávio Araújo e a interferência desqualificada da vice-presidência. Esta empurrou goela abaixo o Ramon e o Flávio insistiu em jogar o campeonato inteiro com apenas um armador, e isso utilizando para fazer a função um atleta que confessadamente é um meia atacante, o Galhardo.

    E, pior do que não ter, ou não usar, ou não prestigiar, os jogadores especialistas de armação que tinha a seu dispor, é também não contar no banco de reservas com um jogador que pudesse substituir o titular acaso houvesse necessidade. De fato, quem a partir de um determinado momento passou a ser utilizado como substituto eventual foi o Ramon, visivelmente fora de forma, sob todos os aspectos. Deveras, pelo que vi jogarem, nem o Edilsinho, nem o Josi, eram piores que o Ramon. O que faltou para estes dois foi o investimento do técnico no futebol deles, foi serem prestigiados como o foi insistente e reiteradamente, o Ramon. E neste particular, além do técnico, certamente falhou também o Pirão, que á toda evidência foi quem impôs o Ramon ao técnico, cuidando inclusive de afastar os concorrentes, quis mandar embora o Josi e o Edilsinho e vetou a vinda do Potiguar.

    A partir deste crônico defeito tático, todos os demais se desenvolveram, inclusive os de natureza física e psicológica. De fato, com a armação prejudicada quantitativa e qualitativamente, faltava vida inteligente no setor e com o adversário pressionando, faltava posse de bola qualificada, e com o adversário pressionando mais e mais, os esforço físico e psicológico tem que aumentarmais e mais e aí para qualquer time, para qualquer defesa, fica difícil de aguentar, o condicionamento físico e psicológico entram em pane e as assistências desaparecem ou ficam esporádicas, não se acerta mais passes, nem aqueles mais simples, o número de faltas cresce, juntamente com o de chutões, ligações direta e falhas, e se não houver sorte, como não houve ontem, a casa só pode cair, como, de fato, caiu ontem.

    Eu acredito piamente que o Flávio Araújo não queria e nem orientou para que o time recuasse, para que fizesse ligação direta, que desse chutões etc. Também acredito que ele fez as mudanças que fez entre os zagueiros e os volantes por absoluta necessidade, em decorrência das contusões. Bem assim que foia melhor medida tirar o Paulista porque ele não estava rendendo, seja pela boa marcação, seja por declínio técnico mesmo.

    Enfim, não acho que ele errou nas mexidas que fez. O erro dele é insistir num sistema de armação deficitário quantitativa e qualitativamente, que sacrifica todos os demais sistemas do time, e nem ao menos trabalhar uma alternativa tática para variar esta equivocada estratégia. E lógico, ele também falha em se deixar pressionar pelo Pirão, em insistir em jogadores como Ramon e Guerra e em queimar jogadores como Josi e Edilsinho.

  6. Um time que se retranca as 20″ do 2º tempo não merece ganhar o titulo. A tônica do jogo foi o ditado popular; “Água mole e pedra dura, tanto bate até que fura”. Dito e feito. O Flavio foi muito infeliz em querer jogar com o regulamento debaixo do braço. Além ter ter feito uma substuição que ao meu ver entregou o jogo. Devia ter colocado o BRANCO como meia de ligação no lugar do Geronimo para recuperar o toque de bola no meio. O time do paysandu fez a unica coisa que precisava, ir pra cima do Leão porque era o único resultado que lhe interessava.
    Parabéns ao Paysandu que teve a vontade de vencer o jogo e que fica a lição para o Flavio Araujo: pra ser campeão, não pode se esconder atras do regulamento é preciso ser “macho” e ter coragem pra vencer.

  7. Cláudio, desculpe discordar, mas entrar recuado desde o primeiro minuto do segundo tempo não é justificativa de cansaço(apesar de aceitar que o time do PSC tem preparo melhor que o do Remo), o time recuou porque o técnico treinou e jogou sempre recuado com exceção do primeiro tempo do Re x PA passado e do jogo com o Paragominas, o pior de tudo foi que o FA ainda jogou seus jogadores no fogo dizendo que não foi orientação dele e sim o time que o fez, recuando desnecessariamente, ora é o costume, se treinar um time todo tempo atacando vai atacar, se treinar passando a bola sem objetividade vai tocar tocar e não vai agredir, se treinar só marcação vai acontecer o que aconteceu ontem, depender só de um armador é demais para as tradições o leão azul Cláudio.

    Tudo bem que o Heliton e o Gaibu não forma decisivos, mas acrescentar dois homens da intermediaria defensiva do Remo para frente empurrou mais ainda o leão para sua retranca tradicional, não foi mais agudo, mas a bola toda hora tava rondando a área azulina, aí deu no que deu.

    O pior de tudo é que o Lecheva treinou tudo isso que ele fez ontem toda imprensa noticiou, ele de fato executou e o Flávio Araújo não se preparou para tal.

    RRamos

  8. Agora, está às claras a todos, que o FA é um retranqueiro de marca maior. Eu, que também vinha criticando o Lecheva (e ainda tenho
    críticas), devo dizer que ele foi bem ontem. Espero que continue amadurecendo e que possa levar a equipe a um bom desempenho na Copa do Br. e série-B. Lecheva, para que se firme, terá que
    levar o PSC à série-A, não vejo outro caminho.

  9. O CR não tem banco, para usar no decorrer dos jogos. A máscara de bom time e técnicos cairam… O CR e sua torcida cairam na real…

  10. Tudo bem ganhamos, estou muito feliz, tudo tranquilo, mas que o Zé Carlos é um rebatedor de bolas pelo amor divino o cara não segura uma sequer e quando rebate é sempre no meio da área, sei não precisamos de um goleiro melhor.
    RRamos

  11. O cansaco do Remo no segundo tempo se deve ao fato de pegar um meio de campo, que toca mais a bola e mais tecnico, voce nao consegue manter o ritimo de jogo somente ficando correndo em campo, isso Mina a resistencia do time adversario e logicamente bem o desgaste fisico, tai a queda de rendimento de alguns jogadores e ai amigos, sem meio de campo a defesa FICA exposta e um deus nos acuda.

  12. O que mais o Lecheva precisa fazer para que entendam que ele é SIM um bom técnico? Futebol é feito de resultados, e não de Nomes. Qts treinadores de fora, de nomes, passaram por aqui tentando levar o papão á serie B? Qts treinadores de fora levaram o Paysandu á 3¤ fase da copa do Brasil? Nenhum amigos! É preciso respeitar quem merece respeito, é obvio que ele ainda tem muito a aprender, na minha opinião ele só precisa ser mais enérgico na beira do gramado, pois isso ajuda muito os jogadores no decorrer do jogo! Viva o Lecheva, viva o Paysandu!

  13. Gerson, perfeita a leitura do jogo. Não houve nó tático e tão pouco um agua mole em pedra dura. Efetivamente o remo ficou muito recuado no 2º tempo, mas também não foi pelo lecheva e nem pelas substituições do paysandu, foram os proprios jogadores do remo que facilitaram as coisas. Teve cansaço, teve falta de concentração, jogadores que sentiram a pressão de final, enfim, um monte de coisas.
    Agora não podemos criticar tanto o Flávio Araújo, ele teve muitos mais acertos e todos os méritos de termos chegado a final. O remo não tinha time e chegou a final com vantagem. Tem alguns que não deveriam vestir a camisa do remo, porém a grande maioria das suas contratações foram boas e aconteceu.
    Alguns reclamam do esquema de 3 zagueiros, mas esquecem que na pre-temporada o remo teve várias contusões e vários jogadores só chegaram após o campeonato começar e assim fomos pro 1º jogo com o santa cruz com o time que dava. O time foi ajustando as peças e a mudança de esquema só acontece com treinamento e quando tivermos tempo com certeza ela acontecerá. Temos de ter calma.
    O nosso maior objetivo tem de ser a serie D e o acesso a serie C, e esse objetivo está perto, então temos de trabalhar para isso.

  14. Essa diretoria do Remo é tão incompetente e desenformada que quer trazer o Tiago Potyguar. É um jogador que não terá compromisso com o time. E se enfrentar os listrados não vao jogar nada. Cambada de imbecis. Eleições diretas já.

  15. Lecheva já fez muito. E se o time for mal e ele cair durante a série B, nada mais natural no Brasil, onde em raras ocasiões um time médio ou pequeno inicia e termina o brasileiro com o mesmo técnico. Ontem, estive no Mangueirão e também acho que Gaibú e Helinton não fizeram nada de mais, mas como alguém falou acima, a mudança foi fundamental pra ocupar a intermediária remista. Na hora, só achei temerário tirar o Vanderson e deixar o estabanado Capanema com um amarelo em campo num jogo de fortes emoções. Pior foi o FA tirar o Paulista. Por outro lado, um monte de “se” poderia acontecer e ter dado outras formas aos comentários.
    Se o zagueiro e goleiro não escorregam no primeiro gol, se Paulista faz aquele em que tirou do Zé Carlos, se a bola do Raul vai pra fora…Enfim, em linhas gerais Lecheva foi corajoso e FA medroso de novo.
    Agora, que ironia com esse leãozinho. Três clássicos, uma virada, um empate arrancado e uma derrota depois dos 40 do segundo.

  16. Quanto à$ enorme$ inconveniência$ da dispensa o Ramon, espero que não seja justamente esta a jogada de mestre de quem o contratou.

  17. PAPÃO CAmpeão.Parabéns aos bicolores do blog.Acompanhei apenas o seg.tempo pela narração da Clube via sky e o placar foi justo e o titulo merecido.

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