Por Gerson Nogueira
Dados garimpados pela infatigável dupla de produtores Sérgio Wilson Japonês/ Rodrigo Godinho, da Rádio Clube, atestam que o Parazão 2012 continua dependente e refém de seus dois velhos titãs. Mesmo num período não muito aquecido do nosso futebol, eles bancam o torneio.
A competição deste ano atraiu um público pagante de 344.813 em 70 jogos, com média de 4.926 espectadores. Desta vez, o Paissandu teve modesta participação no balancete final, em função da má campanha. O Remo, porém, compensou amplamente, arrastando multidões que elevaram os números do campeonato.
O melhor público ficou com o confronto Remo 2 x 0 Águia na decisão do returno, com 36.809 pagantes no estádio Mangueirão. No outro extremo, Tuna 3 x 1 S. Raimundo registrou o menor público – apenas 214 testemunhas.
Quanto ao faturamento, o campeonato teve arrecadação total de R$ 4.786.789,00. A maior renda foi registrada no Re-Pa do returno, com R$ 609.820.000,00. No fim das contas, como sempre, quem faturou mais foi a Federação Paraense de Futebol, que levou R$ 478.679,00.
Como mandante, o Remo foi o primeiro colocado em público pagante: 158.472, com média de 14.407 (11 partidas). Foi do Leão também a maior arrecadação em todo o torneio: R$ 2.076.239,50, com média de R$ 188.749,00.
A dupla Re-Pa, que segue carregando o futebol paraense nas costas, pode não ter muito a comemorar ao final do Parazão, mas a FPF tem razões de sobra para ficar rindo para as paredes. Além dos R$ 478 mil, limpos, obtidos no certame estadual, a federação embolsou mais de R$ 70 mil com a participação das equipes paraenses na Copa do Brasil.
Dos jogos do Paissandu, recebeu R$ 26.871,00. Do Independente, R$ 23.467,00. E do Remo, R$ 20.189. Saldo final de R$ 549.206,00. Colheita nada ruim para os primeiros cinco meses da temporada. Poucas empresas paraenses contabilizam lucros tão generosos por 150 dias de atividade.
E ainda há quem duvide do papel fundamental de Remo e Paissandu para a sobrevivência do futebol no Pará, com todos os desdobramentos dessa condição, como proporcionar emprego, prestígio, poder e renda para muita gente, inclusive quem abertamente manifesta antipatia pelos velhos rivais. Em resumo, se a coisa está ruim com ambos, ficaria muito pior sem eles.
A ser verdade o que informa o Vicente Dória, em mensagem à coluna, o Paissandu tem motivos para se preocupar com as escolhas do técnico Roberval Davino para a disputa da Série C. “Sou aqui de Catanduva, de onde Davino saiu, depois de afundar o Grêmio Catanduvense no primeiro semestre para a segunda divisão do Estado. Logo, vão cair pra Série D”, vaticina Vicente.
Segundo ele, dos jogadores indicados só se salva mesmo o meia Alex William. Sobre os demais, Vicente é implacável: “Marcus Vinícius é fraco, Fabinho Carioca é uma lástima, o Sidrailson tem muita raça, mas se machucou e nem deve estar apto a jogar”.
Davino, segundo Vicente, não ministrava treinos coletivos no Catanduvense e costumava decidir tudo em cima da hora. “Treinava a semana toda com um time e jogava com outro. E o pior: só coloca jogadores apadrinhados, nunca repete escalação. Pode esperar que logo ele deve pedir para contratarem Lorran, Du, Johnson Angolano, Luís Mário, Chiquinho etc. Repasse isso pra massa bicolor, pois com esse cara o Paissandu vai cair igual tijolo”. Será?
Em favor de Davino deve-se dizer que é bicampeão da Série C. Ganhou com o Vila Nova (GO) e com o Remo, em 2005. Só por isso já merece todo respeito.
Sobre o debate em torno dos pênaltis, inaugurado pelo próprio presidente da Fifa, recolhi no Facebook a opinião de um craque das letras (e do futebol sem compromisso), o amigo Edyr Augusto Proença. “Sou batedor de pênalti, claro, na minha pobre pelada. Mas acho que o grande batedor é o que tem malícia, que espera até o último instante pelo movimento do goleiro. Quanto a mim, poucas vezes perco, porque não facilito, chuto forte, no canto, com precisão. Mesmo com goleiros ágeis e grandes de hoje, é muito difícil pegar. Os últimos pênaltis perdidos nos grandes jogos internacionais tiveram o medo, principalmente, como elemento ativo”.
Cametá, que rivaliza com Baião pelo título de mais bela cidade paraense, festeja São João Batista. Neste ano, a colônia cametaense de Belém também vai poder homenagear o padroeiro. Um cortejo será realizado no sábado (2) às 11h, da Alça Viária até a travessa Vileta, na Pedreira. A concentração dos romeiros será no posto da Polícia Rodoviária na BR-316, informa o cantor Kim Marques, um dos coordenadores da homenagem. No domingo, às 6h30, haverá procissão e missa na Igreja de Nossa Senhora Aparecida (avenida Pedro Miranda), às 9h.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 31)
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