Por Marcelo Gomes (marcelosigo.m@gmail.com)
Só pode ser alguma praga, algum pecado que a torcida remista está pagando, uma sina para o sofrimento que o torcedor remista tem. Tudo bem. O Remo não tinha um time sensacional, tinha suas limitações, era inconfiável, mas perder o título da forma como perdeu é demais. Na verdade, o pior não é perder o título. O grande prejuizo é mais uma vez ficar sem calendário. Se o Remo tivesse sua vaga garantida em algumas das divisões do campeonato nacional, o título não seria tão lamentado.
O pior é ver um clube que tem uma torcida enorme ter que ficar mais um ano parado. Não há nenhum clube grande no Brasil nessa situação. O Remo tem sido um time tão azarado que, antes da decisão, o Cametá já havia desistido da Série D por não ter condições de bancar a competição. Isso de certa forma dava um alívio para os remistas, definitavamente a obrigação de ter que ganhar o Paraense para garantir o calendário do ano tem sido um fardo, um peso e o fato é que quando a CBF resolveu bancar a Série D esse peso voltou e isso ficou claro nos dois jogos. Isso sem falar no azar de perder Johnatan e Magnum na partida final.
Agora, o que fazer? Fazer amistosos pelo interior com jogadores da base e um técnico local? Isso já foi feito e não deu certo.Valorizar a prata da casa? Isso foi feito neste ano e não deu certo. Manter o Flávio Lopes e deixar ele montar o seu time? Talvez. Mas será que a torcida tem paciência para viver tudo de novo? Será que o torcedor remista vai ter paciência para ver o time disputar mais um ano o campeonato paraense para tentar conseguir um calendário? Eu não tenho mais, minha paciência se esgotou. Me avise se um dia o Remo for disputar o Brasileiro.
(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)


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