Por Gerson Nogueira
O São Paulo veio a Belém para eliminar o jogo de volta. Apesar daquele tradicional discurso respeitoso, Emerson Leão escalou sua melhor formação para passar pelo Independente e garantir um jogo a menos no calendário do primeiro semestre. Alguma coisa desandou pelo caminho e o plano não deu certo.
Aos repórteres, depois da partida, o técnico do São Paulo admitiu o desapontamento. Não era para menos. Visto como azarão, o Independente Tucuruí fez bem mais do que o esperado, suportando a pressão e levando perigo em alguns momentos. Leão não elogiou o campeão paraense, mas bem que deveria ter reconhecido o esforço do Galo.
Valter Lima quase surpreendeu o Tricolor ao avançar o Independente nos primeiros minutos, tentando marcar logo de cara. O gol até saiu. Ró balançou as redes, mas o gol foi (mal) anulado pela arbitragem.
O São Paulo estabeleceu a vantagem aos 14 minutos, num lance em que o Independente pareceu a equipe desligada do primeiro turno do Parazão. Cícero teve espaço e facilidade para fazer o gol, sem ser bloqueado pela marcação.
Depois que sofreu o gol, o Independente esqueceu as orientações de Valtinho e optou pela cautela, preocupando-se mais com a defesa do que em explorar as facilidades que o São Paulo permitia. Recuou tanto que atraiu o adversário para seu campo e quase levou o segundo aos 32 minutos, em cobrança de falta (por Denílson) que bateu no travessão de Dida.
No comando das ações por alguns instantes, o São Paulo pareceu pronto a estabelecer uma vantagem maior, mas faltava apuro nas finalizações e um certo relaxamento começou a transparecer. Astro da companhia, Luís Fabiano era mal aproveitado, apesar de se movimentar bastante a fim de oferecer alternativas. Lucas insistia em tentativas individuais, mas sem dar continuidade às jogadas.
Na etapa final, mais determinado, o Independente se posicionou para explorar o contra-ataque. Marçal caía pela direita e buscava lançar os atacantes, mas o bloqueio defensivo era mais forte. A disputa na meia-cancha consumia o esforço dos times e não sobrava fôlego para as manobras de área.
Quase no fim, duas jogadas que poderiam ter modificado o placar. Em bola enfiada por Gian, Ró quase chegou antes do goleiro Denis. Em resposta, o São Paulo ameaçou com Cícero, que recebeu dentro da área e falhou na hora do arremate. Um gostinho de frustração que ajuda a definir bem o que foi o jogo. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Além de provocar o segundo jogo, o Independente teve outro forte motivo para sair sorrindo do Mangueirão: a arrecadação chegou a R$ 469.340,00 (22.184 pagantes). Dinheiro embolsado integralmente pelo Galo graças à paixão incondicional do torcedor paraense por futebol. E pensar que ainda há quem não leve a sério uma competição como a Copa do Brasil.
O Paissandu confirmou o favoritismo e eliminou o Espigão logo no primeiro confronto. Apesar do desnível entre os times, a vitória não deixa de ser uma reabilitação depois do vexame diante do São Francisco.
Já o Remo, que atuou mal contra o São Raimundo domingo, continua devendo. Confuso, tropeçou no fraco Real. E a boa partida contra o Águia, na abertura do returno, parece cada vez mais um episódio anormal.
Cinco gols e um punhado de dribles desconcertantes. Com a soberba exibição de ontem, Lionel Messi estabeleceu nova marca no principal torneio de clubes do planeta. Na condição de criador e finalizador das jogadas do Barcelona, o argentino a cada dia contribui para atiçar mais ainda a discussão sobre quem é o melhor boleiro da era moderna. E está deixando seus poucos críticos sem argumentos.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 08)

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