Por Rica Perrone

Diziam ser o “CT e o Reffis” do São Paulo que faziam a diferença. Sem eles, os cariocas viraram o jogo.  Depois falaram em técnicos da casa, sem status de estrela. Muricy ganhou a Libertadores, acabou o papo. Inventam todo ano uma fórmula mágica do campeão, sem notar que ela não existe. Ao perceber que a única coisa clara no futebol tem sido a tendência a times com uma base mantida darem certo, muitos começam a fazer. E assim, quem sabe, tenhamos uma melhora na qualidade técnica do nosso futebol.

Os 4 grandes do Rio aprenderam a lição. Nenhum se desfez, todos viram ano com técnico, elenco e estrelas mantidas. Menos Thiago Neves, mas este não era do Flamengo, logo, sabiam que sairia. O que me chama atencão é o Botafogo. Não, ele não tem mais time, no papel, do que o Flu, por exemplo. Mas ele tem tido algo que me cativa, chama-se: “trabalho quieto”.

O time foi mantido, o craque ficou, veio um bom meia, voltou um craque que não tem cabeça, porém, tem muita bola e um técnico que, passados 10 anos, ninguém sabe se melhorou muito, se manteve ou se piorou. A dúvida, no futebol, é deliciosa. Ruim é a certeza de um timeco ou a expectativa insuportavel de ter que vencer todas. O torcedor do Bota, que é o mais pessimista que já vi, deve estar morrendo de curiosidade para começar o ano. E isso faz do Botafogo um time diferente.

Calado, trabalhando, for a dos leilões, sem promessas, sem dívida, planejando e sonhando alto. É assim que deve ser, é assim que o Botafogo tem tentado fazer. Pode dar tudo errado, mas a tendência apaixonada e burra seria entrar no clima “torcedor” da coisa, vender meio time, brigar com o craque, desmontar tudo e apresentar pacotão de desconhecidos em janeiro. Não. O Botafogo não fez. Pensou, não torceu. E assim os grandes dirigentes devem fazer.

Torcedor é torcedor porque torce os fatos a seu favor. Dirigente tem que dirigir, e é bom dirigir sempre sóbrio. Assim comò você, não sei o que vai dar. Mas a dúvida é sinal de perspectiva, o começo de ano de todo grande campeão.

Quem sabe?

One response to “Não há fórmula mágica”

  1. Avatar de Mariano

    Não sei até onde vai chegar essa farra de contratações milionárias de Fluminense e Flamengo. O certo é que isso pode acabar muito mal e o exemplo a ser lembrado é o Palmeiras. O time paulista passou década de 90 com plantéis caríssimos e já vive a mais de uma década numa pindaíba sem fim.

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