Cametá estreia com vitória na Curuzu

O Cametá apresentou novo candidato a goleador do Parazão na tarde deste sábado, na Curuzu. Estreando na competição contra o Paissandu, o time treinado por Cacaio venceu o jogo por 2 a 1, com gols assinalados pelo surpreendente Rafael Paty, um atacante de recursos que levou sempre muito perigo à intranquila zaga do Papão.  Leva todo jeito de vir a ser o novo Leandro Cearense do Mapará, apesar de ter características um pouco diferentes do artilheiro do Campeonato Paraense do ano passado.

O time interiorano começou mais organizado, tocando a bola no meio-de-campo e procurando conter a correria do jovem time do Paissandu. Apesar disso, cedeu inúmeras chances ao ataque alviceleste, que errava muito nas finalizações. Luan, Héliton e Nenê Apeú desperdiçaram boas oportunidades. Aos 32 minutos, em lance iniciado por Jailson, Rafael Paty começou a brilhar em campo. Aproveitou um cochilo dos zagueiros e marcou o primeiro gol do campeonato. O Paissandu tentou reagir, indo à frente, mas cometia seguidos erros de articulação e dava mostras de desentrosamento.

Na etapa final, os bicolores voltaram mais ofensivos e passaram a pressionar em busca do empate. O Cametá sentia o desgaste físico, principalmente no meio-campo, onde os meias Soares e Ratinho cansaram muito cedo. O Paissandu seguiu atacando até que, aos 22 minutos, veio o empate em lance que teve participação de Héliton e Luan, mas cujo último toque para as redes foi do lateral Américo, marcando contra. A partir daí, ficou a impressão de que, mesmo sem criatividade na armação de jogadas, o time poderia chegar ao desempate. O técnico Nad substituiu Nenê Apeú por Zé Augusto e Luan por Bartola, buscando aumentar a pressão sobre os visitantes. No entanto, foi o Cametá que marcou o segundo gol aos 38 minutos, novamente através do oportunista Paty, aproveitando cruzamento do lateral-esquerdo Souza. Estava decretado o triunfo do Mapará. Cacaio sempre se deu bem na Curuzu.

Paissandu – Ronaldo; Yago Pikachu, Tobias, Pablo e Jairinho; Billy, Neto; Robinho (Netinho) e Nenê Apeú (Zé Augusto); Heliton e Luan (Bartola). Técnico: Nad.

Cametá – Evandro; Américo, Tonhão, Halysson e Souza; Ricardo Capanema, Paulo de Tarso, Soares (Gil Cametá) e Ratinho (Júlio César); Jailson (Marcelo Maciel) e Rafael Paty. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

13 comentários em “Cametá estreia com vitória na Curuzu

  1. O time do paysandu jogou bem, jogou até melhor que o cametá, mas faltou sorte, e experiência, experiência se ganha jogando, acho que o paysandu tem que contratar um zagueiro experiente, agora atacante, vamos ver se o leleu da certo ! O time se ouve bem !

  2. Concordo com o amigo claudio e com o gerson q esse rafael paty tem algo diferente, mais vc sabem de onde é a base dele, fluminense do RJ e por isso do diferencial, não pelo time q é da serie A, mais a base do fluminense é bem trabalhada ao contrario daqui do nosso estado, mais mesmo assim creio que no paysandu a jogadores de muito valores só que temos q ter paciência com esse time senão nenhum clube aqui no estado consegue revelar craques, o clube que vendeu jogadores nesses ultimos anos foi o paysandu por mostrar o futebol da garotada

  3. Apesar de não acreditar nesse time do PSC, ví um domínio maior do Paysandu. O time do Cametá ganhou por falhas da defesa que pouco foi acionada, os dois zagueiros e o Ronaldo, já podem ir. Jogar com um time quase todo jovem e inesperiente é o quê dá! Mas a culpa agora não é do LOP e sim dessa junta de liso. E cadê o Djalma? Se não joga nesse time vai jogar onde? E as substituições do Nad, te contar!
    Claudio já estou em Belém, quando vc for a Fortaleza vai sentir inveja, mas, dias melhores virão.

  4. Como toda experiência feita com times jovens no Pará, dá pra ver que essa também não vai dar certo. Nossos sub-20 e sub-17 não reúnem condições de jogar um torneio profissional. Os campeonatos de base no Pará são muito curtos, duram no máximo dois meses, não há intercâmbio com equipes de fora. Acabamos formando atletas mal preparados fisicamente, sem musculatura, que não aguentam um campeonato puxado.

    Zé Augusto entra no final da partida, mas já não consegue mais fazer gols. Já estão chamando o Luan de “Meteoro”. Infeliz apelido, considerando a trajetória que os meteoros costumam ter. Mania boba de inventar apelidos para atletas como se estes já fossem craques consagrados. Acaba criando uma pressão extra sobre eles.
    Vai reiniciar a carrada de importações e o consequente descalabro financeiro, assim como as brigas entre LOP e os demais dirigentes, podem esperar.

  5. Tomando de base dos comentarios do caros colegas, faço o seguinte resumo – o time do Paysandu, está sofrenfo um processo que rejuvenescimento, onde os jogadores da base estão tendo oportunidade de alcançar o seu espaço no time principal. O problema amigos e, que a paciência do “torcedor” será o fator negativo para este processo.
    Percebo em que alguns colegas se mostraram contrários ao resultado do jogo, mais prefiro deixar o tempo passar e ver no que vai dar essa nova iniciativa desta maluca diretoria.

  6. Novo Leandro Cearense???? Coitado do Paty (agora virou craque por jogar contra uma zaga inexperiente!!!). Onde está o Leandro Cearense??? O que ele já fez além de gols no Parazão??? Desejem melhor sorte ao pobre do Paty que já está em final de carreira, com 29 anos.

    1. Calminha, Diogo. A comparação faz todo sentido, pois Cearense joga na mesma posição e também se destacou no Parazão defendendo o Cametá. Por fim, leia com moderação: em nenhum momento, usei a palavra craque. Devagar com o andor, camarada.

  7. estam falando mal do paty ai!!!! o cara tem cheiro de gol… e logo no primeiro jogo ja meteu 2 contra esse timinho ai!!! xupa essa ai ó….

  8. Não existe reformulação que não passe por dificuldades.

    Queriam o que, que o jovem time bicolor enfiasse uma goleada no Cametá? Quanta ingenuidade.

    É por esses destemperos e arroubos de impaciência que o futebol paraense está desse jeito.

    Estou cansado das carradas de importados que desembarcam de tempo em tempo na Curuzu e na maioria sem dar resultado algum.

    Tenham com os garotos a mesma tolerãcia que tiverem nos anos passados com os bondes que por aqui andaram, com os “ídolos” que criaram confusão e com esse próprio presidente que aí está.

    Lembrem que o caminho percorrido pelo vitorioso time de 2001 não começou muito bem. À época, o Vandick quase foi mandado embora após uma estréia desastrosa.

    Claro que todos não irão vingar, mas alguns tem chances de ficar e mostrar seu valor.

    Paciência. Essa é a palavra de ordem.

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