Em meio às denúncias de envolvimento nas maracutaias da ISL, que envolvem propinas pagas a altos dirigentes da Fifa, o veterano João Havelange ganha um mimo inusitado: será indicado ao prêmio Nobel da Paz deste ano, por iniciativa de uma desconhecida Academia Brasileira de Filosofia (ABF). A entidade prepara a candidatura do veterano cartola apoiada no argumento de que o dirigente (que completa 96 anos em 2012) “promoveu a paz através da difusão do futebol como negócio gerador de empregos e justiça social”. Os mentores da disparatada ideia veem o trâmite do escândalo ISL na Suíça e a recente renúncia do brasileiro como membro do Comitê Olímpico Internacional (antecipando-se a uma expulsão) como mero “jogo político” ligado à sucessão de Joseph Blatter na Fifa em 2014. Presidente supremo da academia, abrigada no Rio de Janeiro, João Ricardo Moderno já preparou até a carta oficial destinada ao braço norueguês da Fundação Nobel, responsável por organizar o prêmio da Paz. A indicação brasileira será encaminhada já nos próximos dias, antes do prazo limite para inscrições, que expira em 1º de fevereiro. “A ABF vai encaminhar o dossiê até o final da semana. Somos credenciados para indicar nomes do país para o Nobel de literatura, vamos indicar o Carlos Nejar [poeta gaúcho, membro da Academia Brasileira de Letras]. Mas também podemos apresentar indicações para outros prêmios”, afirma o Moderno, desmentindo um lance de marketing para limpar a imagem de Havelange.
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