Coluna: A hora do renegado

Héliton tem sido ao longo de toda a Série C aquele tipo de jogador chamado antigamente de leão de treino. Arrebenta nos treinos e amistosos, quase sempre fazendo gols. Empolga o torcedor, ganha destaque nas resenhas, mas não comove os técnicos. Roberto Fernandes, Edson Gaúcho e o próprio Andrade não deram muita trela para o estilo insinuante do jovem atacante.
Podíamos passar um bom tempo matutando sobre as razões que levaram os “professores” a deixarem de lado o futebol abusado e habilidoso de Héliton em favor do apagado Josiel. A explicação talvez tenha caráter conceitual. A questão é que o futebol moderno no Brasil não é lá muito generoso com os baixinhos, apesar do estrondoso sucesso que um representante da raça – um certo Lionel Messi – faz no resto do planeta.
Baixinho, Héliton é olhado com desconfiança para a função de segundo atacante. Ninguém parece atinar para o fato de que um driblador veloz é um bem precioso para qualquer time. Fernandes e Gaúcho só recorriam a Héliton quando o barco ameaçava adernar. Invariavelmente, o time melhorava muito sempre que isso ocorria. 
Eis que a providencial saída de Josiel abriu espaço para o aproveitamento de uma dupla que tem tudo para dar certo: Rafael Oliveira, força e capacidade de finalização; Héliton, talento para abrir defesas pelas extremas e cruzamentos venenosos para a área. Imagino que ambos tiveram tempo para treinar inversões de posicionamento e tentativas de tabelas em velocidade.
Caso estejam afinados, o Paissandu tem boas chances de marcar gols em Lucas do Rio Verde neste domingo. Por opção ou necessidade, adicionaria outra peça igualmente agressiva: Tiago Potiguar, que ainda deve boas atuações no campeonato, mas é um meia-atacante de talento, capaz de criar situações complicadas para qualquer defesa.
Com ou sem Potiguar, segue sem explicação lógica a impressionante popularidade de Luciano Henrique com os técnicos que passam pela Curuzu. É o único titular absoluto e imexível. Difícil entender seu papel na criação, pela simples razão de que nada cria. Como Robinho está escalado, o problema deve ser resolvido. Mas a verdadeira função de L.H. continua a ser um mistério.  
 
 
Em tempo de aporrinhações em série na Curuzu, enfim uma boa notícia: o perigoso centroavante Ray, suspenso, é a grande ausência do Luverdense para o embate contra o Paissandu.  
 
 
Na pisa que o Vitória aplicou no Salgueiro, sexta-feira, no Barradão, uma figura visualmente exótica pontificava na anêmica equipe pernambucana: ninguém menos que o nosso Tiago Marabá, que andava sumido desde que o Remo entrou pelo cano no Parazão. Infelizmente, o cabelo cortado no estilo Neymar chamou mais atenção que o confuso futebol apresentado.
 
 
Direto do blog
 
“A coisa começou a degringolar no momento em que mandaram o Edson Gaúcho para a rua e ficaram do lado dos fofoqueiros e barqueiros. Era a hora de separar o joio do trigo. Contudo, o LOP com suas idéias pouco ortodoxas achou por bem dar razão ao Sandro e demitir o Gaúcho. Resultado: o Sandro na primeira oportunidade abandonou o barco e o mesmo, desgovernado com a falta de um prático competente que o leve a águas amenas, está a pique e a ponto de afundar de vez.”
 
Do Sérgio Magalhães, resumindo bem a caótica saga bicolor na Série C.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 06)

7 comentários em “Coluna: A hora do renegado

  1. Esta é a grande chance que o Héliton tanto aguardava,resta a ele demonstrar seu futebol…. Acredito numa vitória Bicolor hoje,por 3 x 1… VAMOS SUBIR,PAPÃO !!! Acho que estou muito otimista,mas algo me diz que o Paysandu ganhará,logo mais…

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  2. Não acho que o Helinton, era renegado pelos treinadores antecessores ao Andrade. Apenas, eram opções e nada mais, além dele o Thiago Potiguar poderia ser tachado de renegado então.
    Para mim, quem de fato foi renegado nesse time foi o Diogo Galvão, que não aguentou ficar no banco de reservas e pediu as contas.

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  3. O Papão não venceu o luverdense,entretanto ficou provado que o Héliton é infinitamente superior ao Josiel.não é nenhum craque mas tem habilidade e velocidade para jogar ,foi ele quem sofreu o penalti que resultou no gol de empate do papão.

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  4. Esse é o grande motivo dos jogadores locais ditos renegados não ganharem titularidades com treinadores de fora: Os caras reclamam do banco de reserva, reclamam de companaheiros titulares que acham não estarem correspondendo, arrembentam…. mas em treinos, comovem a torcida, incitam indiretamente a imprensa contra os treinadores por não os colocarem de titulares, mas na hora que são lançados como titulares e tem uma oportunidade de ouro para se destacar como nesse jogo contra o fraco luverdense desfalcado e com a menos um , esses caras pipocam pra veler. É incrível como isso acontece. foi o que ocorreu nesse jogo de lucas do Rio Verde. Esse empate na minha opinião foi uma terceira derrota consectiva onde esse Uelinton que tanto cantavam em proza e verso, wallace, Rafael Oliveira, Daniel, e outros daqui foram apenas descretos num jogo que poderiam ganhar facilmente e sair do inferno para o ceu, se fossem um pouco menos discretos do que foram. O que esses caras fizeram dentro de campo, e muito pouco para um jogador que quer ser destaque e titular de um time de massa como o Papão e classificarem para a série B, a qual hoje é uma elite para nós. Além de jogadores locais discrétíssimos como esses ainda temos os jogadores mercenários que vem de fora. Isso tudo aliado a grande inabilidade do Presidente para administrar um clube desse porte, falta de competência para não dizer burrice, problemas financeiros causados pelo próprio presidente, o qual faz tudo para o Papão perder dinheiro, são ingredientes terríveis do fracasso mais uma vez nessa terceira, a qual ja foi muito fácil de se clasificar para a B, mas a cada ano que passa essa serie vai ficando mais difícil, pois para o ano já vem com toda força Santa Santa Cruz, , Vila Nova(GO), Brasiliense, Fortaleza, Caxias e Santo Andre, clubes que ja estiveram na primeira divisão, além de Icasa, Salgueiro, Aguia de Maraba, os quais ja deram muitos trantornos para esse Paysandu do Luiz Omar Pinheiro. É verdade do Luiz Omar Pinheiro, porque para o Papão da Curuzu e da nação Bicolor esses times eram fichinhas e apanhavam de manhã, de tarde e de noite naqueles bons tempos.

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  5. O mal do Paysandu na era LOP são os “colaboradores”, como o presidente é ausente da Curuzu, por questões profissionais, os “colaboradores” circulam a vontade pela Curuzu. E dão teco em tudo, chegando a interferirem da escalação do time à fabricação “boatos”. Eles, os “colaboradores”, por darem pontas nas vacaquinhas comuns em clubles como o PSC acham que tem esse direito, será?

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