Tiago Potiguar está de volta, segundo informação repassada pela diretoria do Paissandu, ontem. A torcida, angustiada com o exército de desconhecidos contratados para o Brasileiro da Série C, solta foguetes diante da notícia alvissareira. Afinal, representa um tremendo reforço. Obviamente, ninguém se preocupa em questionar os motivos de negócio tão maluco quanto este do empréstimo do meia-atacante para o futebol chinês.
Com a perda de seu melhor jogador em pleno campeonato, o Paissandu praticamente jogou pela janela o tricampeonato estadual, fato que se confirmaria com a pífia campanha no segundo turno e a histórica derrota para o Independente Tucuruí nas finais.
Duro será explicar ao torcedor a lógica financeira que levou os dirigentes a cederem Potiguar ao futebol chinês em plena disputa de uma competição importante. Sendo que o Paissandu, oficialmente, não recebeu até hoje um mísero tostão pela transação.
A responsabilidade pela cessão do jogador chegou a ser questionada por conselheiros da oposição, mas o presidente assumiu todos os riscos, valendo-se de item dos estatutos que exige o aval do Conselho Deliberativo apenas para transações superiores a R$ 200 mil.
Há, porém, o consolo representado pelo retorno de Potiguar, a tempo de ser inscrito para a Série C e reforçar o time de Roberto Fernandes. Deve resolver o crônico problema da armação e organização de jogadas e, de quebra, ajudar Rafael Oliveira a reaprender o caminho das redes.
Provável time do Paissandu para a estréia na Série C, no dia 17, contra o Araguaína: Alexandre Fávaro; Sidny, Márcio Santos, Wagner e Fábio Gaucho; Alexandre Carioca, Rodrigo Pontes, Robinho (Sandro) e Luciano Henrique; Rafael Oliveira e Tiago Potiguar.
Anotem este nome para conferir depois: Souleymane Coulibaly. Trata-se do centroavante da Costa do Marfim e marcou os nove gols de sua seleção na Copa do Mundo sub-17, a mais importante das categorias formadoras, segundo os especialistas. Coulibaly é o grande nome da boa seleção marfinense no torneio disputado no México.
Vi o jogo contra a França, que eliminou os africanos, e fiquei impressionado. Oportunista, forte e veloz, o artilheiro já deve ter endereço certo depois do torneio. Pode até não frutificar, mas tem jeito de que será um legítimo sucessor de Didier Drogba. Do lado francês, o dono do time é Yassine Benzia, de 16 anos, meia-atacante de origem árabe especialista em arremates de média distância.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 1)
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