Em respeito ao contraditório e à transparência, reproduzo na íntegra a carta enviada pelo presidente do Conselho Deliberativo do Paissandu, Ricardo da Costa Rezende, contestando crítica exposta em minha coluna no caderno Bola (do DIÁRIO) e reproduzida aqui no blog sobre os desacertos da gestão alviceleste. Registrei os esclarecimentos de Rezende em minha coluna deste sábado (16), mas, por questão de espaço, tive que selecionar apenas alguns trechos. Aqui, a reprodução da mensagem:
“Fui surpreendido com o enredo de seu artigo intitulado “Campeão de trapalhadas”, na qual, distorcidamente, inclui minha conduta (Presidente do Conselho), como co-responsável por eventuais deslizes (na sua ótica), protagonizados pela atual diretoria bicolor. Antes de mais nada gostaria de lhe esclarecer que, desinteressadamente, tenho uma história de trabalho e ajuda ao Clube, trabalhando de forma proativa em favor do mesmo, seja quando fui diretor, presidente e agora no Conselho Deliberativo.
Consegui, com a ajuda de alguns companheiros, recuperar a situação delicadíssima, pela qual passava o clube, após gestões operacionais e financeiras desastrosas, as quais nem vale à pena recordar. Reduzimos o passivo, praticamente impagável, a valores administráveis e jamais deixamos de cumprir com o nosso dever. De forma caolha ou míope, V.Sa. acusa este subscritor (como presidente do Conselho) de OMISSÃO, distorcendo fatos, da maneira que mais convém a sua ótica, tentando manchar minha imagem, o que certamente não conseguirá, pois quem milita seriamente na seara do futebol paraense sabe quem eu sou e o que fiz em benefício do Paysandu.
Não posso responder por eventual equívoco da diretoria na contratação, demissão ou recontratação de jogadores. A diretoria tem autonomia para isso. Cabe ao Conselho fiscalizar o trabalho da diretoria e adotar as providências pertinentes, quando colocada em risco a boa saúde financeira\administrativa do clube. Apenas para efeito de comparação, lembro que na administração do Presidente que quase levou o Paysandu à bancarrota, leia-se, senhor Artur Tourinho, o Conselho Deliberativo não reuniu uma vez sequer em dois anos e meio de gestão, e jamais ouvimos em sua coluna uma crítica a essa ausência de deliberação por parte do Conselho. Na minha atual gestão dentro de tal Órgão deliberativo já promovemos 4 assembléias, sendo que iniciamos o mandato em novembro último, ou seja, temos apenas 5 meses de gestão e já reunimos em quatro oportunidades.
Fique certo, sr. Gerson, que onde a Diretoria faltar ou agir contra os estatutos do clube, o Conselho Presidido por este subscritor agirá. O que não pode é o Conselho agir no dia-a-dia, no cotidiano do clube, pois haveria aí uma intromissão indevida na competência, que é privativa da diretoria. Portanto, caso V.Sa. resolva criticar a diretoria por eventuais equívocos, não estenda sua crítica de forma distorcida em relação ao Conselho, acusando-nos de omissos, pois isso significa falsear a verdade, usando os meios de comunicação de forma leviana. Ficamos ao seu inteiro dispor para mostrar-lhe com riqueza de detalhes o nosso trabalho dentro do Paysandu, caso seus informantes não tenham lhe apresentado os cenários corretos.
Atenciosamente, Ricardo da Costa Rezende”.
Como já dito na coluna, mantenho integralmente as críticas à gestão e à atuação do Conselho Deliberativo do clube, órgão fiscalizador que deveria se preocupar em cumprir suas funções estatutárias. De resto, não houve qualquer ataque de natureza pessoal no artigo, apenas a observação estrita de fatos óbvios (e ululantes) sobre o atual momento do clube.
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