Por João Lopes (englopesjr@gmail.com)
Sempre acompanho sua coluna – impecável – no Diário e a boa fase remista é surpreendente, até para um remista apaixonado como eu. Isso me deixa com umas certas desconfianças quanto ao desempenho do time na série D que, não dá pra duvidar até agora, o Remo jogará. É que uma certa linearidade tem ocorrido até agora com os selecionados azulinos no Brasileiro da série D, o time não indo bem no parazão, não convencendo a torcida, ia mal também no nacional, num certame onde os times são, no máximo, esforçados. Evidentemente, os times do Remo foram menos que isso nos últimos tempos. Porém, agora o time está bem e tem convencido de que pode praticar um futebol de bom nível técnico. Mesmo assim, fica uma incômoda preocupação, uma desconfortável desconfiança, de que alguma coisa pode dar errado na hora mais inconveniente, quando tudo é imprevisível. Tudo indo tão bem até agora, com tão poucos erros, não parece o Remo dos últimos campeonatos. Felizmente, revigorou-se. Torço, e como torço, pelo reequilibrio azulino do bom futebol com a tradição. Torço também a favor de que os erros aconteçam tão extraordinariamente educantes e edificantes que sirvam mesmo para corrigir o que tem que ser corrigido agora, o ataque, e que isso não comprometa o que vem dando certo, principalmente a defesa, rumo ao título estadual, que tenho a convicção torcedora de que virá para o Baenão, e que isso corrobore para a formação de um time tanto quanto completo e capaz para a série D e que nos leve, ao menos, a sonhar com o acesso. Me importa e me interessa mais um time que pode realmente ser campeão que um que deva ser campeão. Independentemente da crise financeira e das altas dívidas do clube, existe um certo ar de compromisso profissional lá pelos lados do Evandro Almeida, mas isso sem que eu possa ter certeza, só me deixa a expectativa e a torcida de que seja mesmo assim como aparenta de longe. Espero que tenhas razão quando deixa algo a sugerir que no Clube do Remo haja um diferencial, para usar uma palavra da moda, de que hoje seja, ao menos, um pouco diferente das últimas administrações. Quando a cartolagem não atrapalha há de sair senão um bom trabalho um outro muito superior àqueles dois últimos que afundaram o clube e o deixaram em ruínas. Um abraço.
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