França e Brasil duelam em festa da Nike

Apesar de levar vantagem no confronto direto, o Brasil virou um verdadeiro freguês da seleção europeia em Copas e jogos oficiais. Superior apenas em partidas de caráter amistoso, o time canarinho tenta quebrar um jejum de 19 anos, nesta quarta-feira, às 18h (de Brasília), no Stade de France, palco do vice-campeonato mundial de 1998, um dos capítulos traumáticos do duelo diante dos gauleses. Sucessor de Dunga no comando do Brasil, Mano Menezes tenta sua primeira vitória contra um adversário expressivo, já que caiu diante da rival Argentina após vencer com facilidade Estados Unidos, Ucrânia e Irã. Mano deve escalar a equipe com algumas novidades. Titular na Copa do Mundo da África do Sul, o goleiro Júlio César está de volta. No meio-campo, ainda sem Paulo Henrique Ganso, a novidade deve ser a volta de Hernanes, que deixou o São Paulo para defender a Lazio, e Renato Augusto, revelado no Flamengo e atualmente no Bayer Leverkusen.

Por trás de tudo, a Nike, em festa, estreando os uniformes de suas duas seleções contratadas. A gigante de material esportivo aproveita um dos mais tradicionais duelos do futebol mundial para demonstrar sua força econômica. A partir de hoje, a multinacional veste os times com o maior cachê do mercado. As cifras recebidas pelas duas federações chegam a quase R$ 2 bilhões durante a vigência dos contratos. Ambos terminam em 2018. Com o acordo válido a partir desta temporada, a Nike irá pagar 320 milhões de euros (R$ 729 milhões) ao longo de sete anos e meio aos franceses. A oferta dos norte-americanos acabou com uma das mais longas parcerias da rival Adidas, que durava desde 1972.

Quanto ao Brasil, a Nike deixará mais de R$ 1 bilhão nos cofres da CBF, entidade dirigida por Ricardo Teixeira, até o fim de 2018. Firmada em 1996, a parceria, anunciada à época como o maior acordo da história do futebol, era para ser o início da história da Nike no futebol, território dominado até então pela rival Adidas. Mas essa primeira demonstração de força rapidamente virou polêmica. Ao romper com a Umbro, uma marca independente àquela época, a confederação brasileira cedeu parte de seu controle sobre a Seleção para os americanos e irritou dirigentes, desportistas e políticos. (Com informações da ESPN e da Folha de SP)

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