Julian Assange comentou ontem em entrevista ao “El País”, com evidente simpatia, o apoio público de Lula. Ressalvou, porém, que o presidente faz isso provavelmente porque está deixando o poder e não precisa mais render obediência aos Estados Unidos. Ledo engano do fundador do site WikiLeaks, desinformado sobre o nosso metalúrgico velho de guerra. Ao longo dos oito anos de mandato, Lula governou o Brasil sem jamais se curvar aos ditames dos EUA, como Fernando Henrique, Sarney, Itamar, Collor e a milicada toda. Deu opiniões, tomou atitudes e agiu com admirável independência tendo a coragem de apoiar publicamente Cuba, Venezuela e Irã, espinhas atravessadas na garganta do Tio Sam. Nenhum outro presidente latino-americano teve cojones para tal até hoje. Lula não foi lambe-botas, nem vaquinha de presépio. O povo, em sua infinita sabedora, sabe disso. Por isso, concede-lhe a homenagem justa de 87% de aprovação. Nunca antes, na história deste país, um presidente foi tão bem avaliado. A oposição tacanha e míope nunca conseguiu entendê-lo e, por isso, vive a distribuir coices de pangaré. Vai morrer resfolegando e proferindo sandices. Deveria ter aproveitado para aprender como se faz.
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