Coluna: Ganso entre os melhores

Mano Menezes foi preciso na avaliação sobre os melhores do futebol brasileiro em 2010. Para ele, caso não tivesse sofrido a lesão no fim do primeiro semestre, Paulo Henrique Ganso tinha todas as condições de ser o grande craque da temporada. Sou suspeito – por ser conterrâneo e declarado fã do estilo clássico do meia santista –, mas o paraense de fato teve uma trajetória impecável em todas as competições que disputou.

Foi assim no campeonato paulista, quando liderou com maestria o renovado Santos de Dorival Júnior. O mesmo se verificou na Copa do Brasil, quando Ganso e Neymar conduziram o Santos ao título máximo, com requintes de alta categoria.

Além desses dois torneios, Ganso brilhou na única participação que teve com a camisa 10 da Seleção Brasileira no amistoso diante dos Estados Unidos, em Nova Jérsei. Matou a pau, como se fosse um craque de larga experiência e rodagem no escrete. Soube distribuir jogadas, alternou passes longos e curtos, dribles sem conta e ainda mandou um disparo na trave norte-americana. Infelizmente, contusão grave forçou uma cirurgia que não estava nos planos do jogador.

Não tenho dúvida, porém, que Ganso é – mesmo levando em conta apenas metade da temporada – um dos grandes destaques do futebol nacional em 2011. O talento que demonstra para distribuir jogadas e visualizar o posicionamento de seus companheiros em campo são características que o credenciam a voos muito mais altos. E, tecnicamente, é um atleta mais completo e superior ao argentino Conca, ungido com justiça o melhor jogador do Brasileiro.

Quis o destino, porém, que Ganso não tivesse a chance de desfilar sua excepcional habilidade para o grande público do certame nacional. E o pior é que talvez não tenhamos outra chance de vê-lo em ação por aqui, visto que já está na alça de mira dos poderosos clubes europeus.

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Comentei decisão da Copa Sul-Americana na transmissão da Rádio Clube, ontem, e fiquei impressionado com a decrepitude técnica do árbitro colombiano Oscar Ruiz. É o típico caso de amadurecimento negativo. Ao contrário do que reza a lógica, Ruiz piorou com o tempo. De mediador elogiado em todo o continente, tornou-se um juiz caseiro, sempre pronto a beneficiar o time mandante, como tantos outros sopradores de apito que infestam a arbitragem mundial.

Ruiz e seus auxiliares validaram dois gols em impedimento do Independiente, permitindo que os argentinos igualassem a contagem provocando a decisão nos penais. Curiosamente, Ruiz não pestanejou em anular gols duvidosos do Goiás, em lances até parecidos com os do Independiente. No aspecto disciplinar, foi complacente com a pancadaria portenha, deixando de expulsar o volante Tuzzio, que bateu até na própria sombra. Por fim, deu acréscimos conforme sua conveniência. Seus erros decidiram o título para o tradicional clube de Avellaneda.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 9) 

16 comentários em “Coluna: Ganso entre os melhores

  1. O RUIZ PENSA QUE É DO TEMPO EM QUE EU VIVIA NA ARGENTINA ,O JUIZ JÁ SABIA QUE O TIME DA CASA DEVIA VENCER DE QUALQUER JEITO,CASO CONTRÁRIO ELE GANHARIA UMA PASSAGEM DE VOLTA …DENTRO DE UM SACO.CANSEI DE ASSISITIR A JOGOS ASSIM CONTRA URUGUIOS,CHILENOS,COLOMBIANOS,E PRINCIPALEMTE BRASILEIROS.GRITAVAMOS DA ARQUIBANCADA”MATA UN MACAQUITO…MATA UN MACAQUITO…”CLARO EU ERA CRIANÇA E O ÓDIO AOS BRASILEIROS FAZIA PARTE DA CULTURA DA ÉPOCA E SERVIA DE PARAMETRO PRA MUITAS COISAS.HJ EM DIA ME SINTO MUITO MAIS BRASILEIRO E QUANDO VOU A PASSEIO `ARGENTINA ME SINTO SEM IDENTIDADE ,AFINAL SÃO MAIS ANOS NO BRASIL DO QUE LÁ.

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  2. Gerson, vc esqueceu de mencionar que o Felipe perdeu o tiro livre da marca penal em favor do Goiás..como ele bateu pessimo….rsrsrs….

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  3. Mas os lances de impedimento não são responsabilidade do bandeirinha?
    se o bandeirinha marca o impedimento não é de se esperar que o juiz o contradiga. Juiz nenhum vai puxar essa responsabilidade pra si, ainda mais se o gol decide um campeonato dessas proporções.
    sei não.

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  4. Quanto a Ganso sem comentários. Sobre o jogo do Goiás sou de opinião que este pagou pelo 1º tempo nervoso, atrapalhado e mal posicionado como atuou. Na 2a etapa veio competitivo, principalmente no final quando o time argetino cansou, sobressaindo a melhor condição física do time brasileiro. Teve duas chances de ouro para trazer a taça com Rafael Oliveira. Os lances de gols duvidosos o Sport TV através do tira teima constatou que foram todos legítimos, até aquele casual que antecedeu um lançamento questionado provou a mínima diferença de 0,01 cm legal. A decisão por penalti é uma loteria e o Independente foi feliz. Inclusive Felipe que perdeu a sua cobrança foi o destaque no 2º tempo do jogo. Quanto ao Juiz, se não foi brilhante, não foi pior dos muitos que temos visto aqui, pelo menos não se mostrou mal intencionado. O lamentável de tudo isso, é a CBF criar condições de brasileiros torcerem contra o time brasileiro e pior, a favor dos argentinos. Como diz o amigo Cláudio, essa é a minha opinião,

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  5. No mais o Goiás tem mais é que se lamentar porque perdeu uma grande oportunidade, pois esse Independente não é lá essas coisas.

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  6. Pode não estar mais como antigamente ,mas INDEPENDIENTE sempre tem a força da tradição.Embora estivesse precisando desse titulo…e que água o meu Palmeiras perder pro Goiás…tenho certeza que teriamos faturado essa Sudamericana,digo sulamericana.

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  7. Concordo, O Goiás perdeu o título pela forma atrabalhoada com que entrou nos minutos iniciais. A partir do 2×1 voltou a equilibrar e acabou por castigo levando o terceiro (o gol na minha opinião decisivo). O erro foi ter perdido o terceiro gol em Goiânia, caso contrário já era campeão em tempo normal, ontem. De qualquer forma, o Goiás montou um bom time e que pela incompetência do Leão, acabou de castigo caindo para a Série B. Logo voltará, pois o Goiás não é o PSC que não soube aproveitar o cavalo selado da Série A. É time de primeira divisão e perdeu nos penais em território argentino, com uma dose de ajuda grandiosa desse árbitro doméstico, da mesma escola do brasileiro Carlos Simon que se aposentou em boa hora. Gérson, o pessoal do Rockgol da MTV escolheu o Luxemburgo como “cocô do ano”, mas acho que seria mais justo deixar o troféu com o Leão que contribuiu em muito para o rebaixamento do bom time do Goiás.

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  8. Só o PAPÃO PERDEU A CARONA DO CAVALO?E A LEOA VELHA QUE PERDEU EM CASA PRUM TIMECO DESCONHECIDO ,PELO MENOS O SALGUEIRO TINHA UM ELENCO DE JOGADORES BONS E O TAL V. AURORA?…ATÉ VIGIA NOTURNO JOGOU CONTRA A LEOA E VENCERAM…DENTRO DO MANGUEIRÃO ,UM JOGO DE VIDA OU MORTE EM QUE A TAL DE FENOMENAL-ENGANADA SEQUER PASSOU DE MEIA DUZIA DE GATAS PINGADAS…

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  9. Carlos Berlli foi muito feliz em todas as suas observações. Quanto ao Ganso, é melhor te-lo por seis meses do que o Toró o ano inteiro.

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  10. Ganso é um jogador clássico e diferenciado do Futebol brasileiro. Com certeza ganhará muitos Prêmios daqui pra frente em sua carreira.
    – Quanto ao Goiás, penso que perdeu pela imaturidade de seus jogadores. Acredito que alguns, “tremeram”. Aliás, o Jogador brasileiro tem disso, salvo alguns poucos.

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