Da Folha de SP
Cheiro de armação na Copa do Nordeste. Enquanto rola a discussão sobre a possibilidade de um time desistir da vitória para prejudicar um rival, tendo como foco o duelo entre São Paulo e Fluminense, longe das vistas voltadas ao Brasileiro, um resultado no Campeonato do Nordeste, anteontem, serve para ampliar essa polêmica. Já classificado, o Vitória empatou sem gols com o Treze. O placar serviu para pôr os paraibanos na semifinal.
O resultado eliminou o Bahia, que dependia de uma vitória de seu arquirrival para continuar vivo no torneio. Mas o comportamento do Vitória causou estranheza. Primeiro, mandou ao gramado sua equipe sub-17, ao contrário do que havia feito em outros jogos do torneio, quando utilizava jogadores que não eram aproveitados de seu time profissional. A falta de ânimo dos jogadores também espantou. Ninguém se arriscava. No Barradão, os poucos torcedores do time pediam para a equipe não vencer. Ao fim do jogo, perguntado sobre a falta de combatividade do Vitória, o técnico Flávio Tanajura disse que “foi a vontade do torcedor”. O argumento apresentado é que o clube, que luta para não cair no Brasileiro, não poderia arriscar perder jogadores por contusão.
“Não temos que trabalhar pelos outros, mas só para nós”, justificou o presidente do Vitória, Alexi Portela Jr. Ele, porém, negou que o time tenha evitado vencer para eliminar o rival. “Eu soube depois, mas parece que foi bem estranho”, disse o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães. “Não dá para acusar, mas se isso aconteceu, só depõe contra o próprio campeonato”, completou o dirigente, que disse que não pretende levar a polêmica adiante. O presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha, disse que não crê em fraude. “Antes da partida soube que o Vitória jogaria com um time de garotos. Mas daí a concluirmos que eles não queriam ganhar é distante.”
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