João Galvão é um dos mais polêmicos e vitoriosos técnicos do futebol paraense. Misto de dirigente e treinador, conduziu o Águia de Marabá a campanhas empolgantes no campeonato paraense, onde chegou ao vice-campeonato por duas vezes, e em competições nacionais – fez boas campanhas na Série C 2008 e na Copa do Brasil do mesmo ano, quando esteve a pique de eliminar o Fluminense de Carlos Alberto Parreira dentro do Maracanã. Adepto do esquema 3-5-2, montou equipes competitivas (quase sempre ofensivas). De temperamento afável com os atletas, tem o mérito indiscutível de fazer com que seus jogadores executem suas ideias em campo. Outra de suas qualidades é o olhar apurado para reforços bons e baratos, que quase sempre se encaixam como luva na equipe marabaense. Seu lado mais controvertido é a incontinência verbal. Falastrão, costuma provocar os adversários e instigar torcidas rivais. Nos últimos tempos, porém, tem moderado a verborragia.
Em função do trabalho desenvolvido no Águia ao longo dos últimos quatro anos, Galvão começa a ser especulado como opção para assumir o Remo a partir de janeiro de 2011. Defensores de seu nome argumentam que o clube não tem recursos para trazer técnicos de fora do Estado e precisa, desesperadamente, conquistar o título estadual, que ficou longe do Evandro Almeida durante a gestão Amaro Klautau. Seria, sob esse ponto de vista, a opção ideal, unindo baixo custo (inclusive dos atletas que costuma indicar) e eficiência. A dúvida é se Galvão conseguiria ter num clube de massa a autonomia de que desfruta no Águia, onde sua palavra é lei. Outra grande incógnita é a capacidade do treinador de suportar a pressão de dirigentes e as cobranças que certamente sofreria por parte da exigente torcida remista.

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