Papão atravessa o samba e decepciona torcida

A manhã era perfeita. Nenhuma nuvem no céu, sol generoso. Torcida em massa na Curuzu, formando o chamado caldeirão. Gritos, urros, canções. Tudo para incentivar o time do Paissandu e amofinar os salgueirenses de Pernambuco. O começo foi animador. Logo aos 8 minutos, Bruno Rangel fica cara a cara com o goleiro Marcelo, mas chuta fraquinho. Parecia apenas questão de tempo para que o coração explodisse na maior felicidade, como diz o célebre samba-enredo daquele outro Salgueiro. Ninguém sabia que o próprio hino alviceleste dali a pouco sofreria uma terrível inversão – “quando perde é por descuido, mas depois vem a virada”. A virada viria, mas favorecendo o visitante. Aos 11 minutos, Bruno Rangel não perdoou desatenção da zaga e entrou de carrinho para marcar o primeiro gol. Explosão de alegria na Curuzu com a classificação cada vez mais próxima.  

Todo de branco, o Salgueiro comportava-se com prudência. Esperava o Paissandu em seu campo, talvez impressionado com a força da torcida (mais de 15 mil pagantes) e o clima de otimismo dos donos da casa. Depois de sofrer o gol, teve que se lançar um pouco mais, buscando descontar. Aos 16 minutos, quase nasceu o empate. Júnior Ferrim recebeu de Edu Chiquita e, de frente para Alexandre Fávaro, mandou por cima da trave. Mas, aos 19, depois de ataques seguidos, o Carcará igualou o marcador. Em contragolpe mortal, Fagner venceu a marcação e chutou forte. A bola foi no travessão e caiu dentro do gol. Melhor em campo, principalmente pelo toque de bola ditado pelo meia Cléberson, que lançava os companheiros e se posicionava sempre entre os zagueiros Paulão e Da Silva.

Bem guarnecido na defesa, o Salgueiro esperava o Paissandu avançar, recuperava a bola e partia em velocidade. Tudo conforme o manual do bom visitante: defender bem e contra-atacar sempre. Atarandados com o súbito empate, que levava a decisão para os pênaltis, os bicolores erravam passes, exageravam nos toques laterais e se ressentiam de jogadas de profundidade. Sandro, muito lento, fazia uma de suas piores partidas pelo Paissandu e Tiago Potiguar, muito vigiado, pouco produzia. Ainda no primeiro tempo, o Salgueiro teve chances de ampliar. Aos 35, Júnior Ferrim ganhou a disputa pelo alto com os beques e cabeceou no canto de Fávaro, que fez grande intervenção. No minuto final, Cléberson disparou arremate bem colocado, mas Fávaro novamente salvou o Papão. 

Depois do intervalo, o Paissandu voltou com ânimo redobrado, estimulado pelos gritos de incentivo da torcida. O problema é que o time continuava repetitivo, lento e previsível, cruzando bolas para a área, o que facilitava o trabalho da defensiva do Salgueiro. Tiago Potiguar, mais avançado depois que Marquinhos substituiu Fernandão, chegou a levar perigo com jogadas pelas pontas. Sofreu duas faltas seguidas e pendurou seus marcadores com cartões amarelos, mas o gol salvador não saía. Sempre no contra-ataque, o Salgueiro ameaçava de vez em quando. Aos 11 minutos, Cléberson entrou na área e tocou à meia altura. A bola resvalou em Paulão e bateu na rede pelo lado de fora, assustando a torcida. Era o prenúncio da tragédia: na sequência, Cléberson cruzou da linha de fundo e Júnior Ferrim chegou testando, de peixinho. Bola no barbante: Salgueiro 2 a 1. 

Se a situação já era difícil, ficou desesperadora para o Paissandu, que partiu com tudo rumo ao ataque, mas sem qualquer organização. Bosco recebia e cruzava para a área. Aldivan fazia o mesmo. Nenhum resultado prático, a não ser aumentar a segurança dos zagueiros adversários. Em termos de arrumação tática, o time pernambucano continuava superior, distribuindo bem os passes e atacando sempre com objetividade. Aos 21 minutos, a zaga paraense volta a falhar e Fagner entrou livre para arrematar. Fávaro conseguiu estourar com o atacante, mas a bola sobrou para Edu Chiquita, que, de fora da área, bateu rasteiro para assinalar o terceiro gol.

Baixou completamente o desespero entre os bicolores. Perdido por um, perdido por mil: Charles substituiu Fabrício por Lúcio e Sandro por Vaninho. Agora, a tarefa ficava quase impossível. O Paissandu tinha pouco mais de 20 minutos para marcar três gols. Muitos torcedores, decepcionados, começaram a deixar a Curuzu e nem viram o gol de Paulão aos 23 minutos, escorando escanteio cobrado por Marquinhos. Com 3 a 2 no placar, o Papão voltava ao jogo, precisando de dois gols para se classificar.

Acontece que a desarrumação do meio-campo e os buracos na defesa, o Paissandu passava por um susto atrás do outro. Edu Chiquita entrou livre pelo lado direito e bateu por cobertura, encobrindo Fávaro. Caprichosamente, a bola bateu no travessão e saiu. Tiago Potiguar e Lúcio continuaram tentando lances individuais, mas se perdiam na dura marcação. O tempo foi passando, o Salgueiro teve ainda dois jogadores expulsos – Edu Chiquita e Rodolfo Potiguar. Apesar da vantagem numérica, o Paissandu não tinha mais forças e o jogo terminou com a vitória salgueirense por 3 a 2. Festa pernambucana na Curuzu, críticas e muita decepção do lado alviceleste. O Paissandu, pela segunda vez seguida, perde para um modesto time nordestino a chance de subir à Série B e permanece na Série C pelo quinto ano consecutivo. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola-DIÁRIO)

Paissandu 2 x 3 Salgueiro-PE
Local: Curuzu 
Árbitro: José de Caldas Souza (DF); assistentes: Jander Rodrigues Lopes (AM) e Marcos Santos Vieira (AM).
Renda: R$ 461.000,00.
Público total: 16.320 pessoas. 
Cartões amarelos: Marquinhos e Da Silva (Paysandu); Serginho, Clebson, Marcelo (Salgueiro) 
Cartões vermelhos: Edu Chiquita e Rodolfo Potiguar (Salgueiro) 
Paissandu – Alexandre Fávaro; Bosco, Paulão, Da Silva e Aldivan; Tácio, Sandro (Vaninho), Fabrício (Lúcio) e Tiago Potiguar; Fernandão (Marquinhos) e Bruno Rangel. Técnico: Charles Guerreiro.
Salgueiro – Marcelo; Rogério Rios (Rogério Serra), Eridon, Nei Carioca e Serginho; Rodolfo Potiguar, Pio, Edu Chiquita e Clébson (Lismar); Júnior Ferrim (Wendel) e Fagner. Técnico: Cícero Monteiro.

45 comentários em “Papão atravessa o samba e decepciona torcida

  1. Só temos que reclamar do Chales, pois ele fez com que o Salgueiro merecesse a vitória. De agora em diante temos que pensar que torcida não ganha jogo e sim o time, o elenco, e o Salgueiro realmente é melhor do que o Paysandu e ainda foi facilitado pela escalação maluca do Charles. Então o Claudio do Columbia é quem tinha razão, com técnicos regionais não dá!

  2. Churrasco do domingo: Carniça de mucura gay ao sal.
    chora sofredor chora kkkkkk
    aqui se faz aqui se paga kkkkkkkkkkk eu não paro de rir kkkkkkkkkkkkkkkkkk por onde anda a mala dos sites, será que passou mal na hora do show dw bola do Salgueiro ???
    kkkkkkkkk eu não paro de rir kkkkkkkkkk explode coração na maior felicidade é lindo o meu Salgueiro, dando uma pisa dentro do chiqueirão kkkkkkkkkk fuiiiiii

  3. É Gerson, o Bola pisou na bola, tinha que aguardar o jogo acontecer, pra que um poster especial com essa campanha que não levou a nada? Lembra que eu falei? Amanhã, pra variar, enxurrada de críticas dos nossos analistas ao técnico e jogadores, é sempre assim.

  4. Nunca um jogo foi precedido de tão maus presságios: primeiro o jornal que publica o pôster antes do jogo. Depois, a derrota no sub-20. O colunista causídico que comemorou por antecedência. A derrota emblemática do Águia, prenunciado o dia seguinte. Até um incrível mutismo dos ativos comentaristas do blog no sábado, como que prevendo o desastre… Foram muitos os avisos… Aqui estão: http://blogdogersonnogueira.wordpress.com/2010/10/16/tribuna-do-torcedor-84/

    Eu mesmo, cerca de vinte dias atrás, havia alertado: o Paysandu era um time fraco, muito fraco, mas todos faziam questão de não ver. Preferiram a cegueira. Cheguei a pensar que nada sabia de futebol, pois a cada aviso sobre o mau futebol crônico que o alvi-azul praticou ao longo de toda a competição, era taxado implacavelmente de “secador”.

    Depois de ter sido eliminado em 2009 pelo Icasa (Indústria e Comércio de Algodão S.A.), agora o Paysandu perde para um time com nome de escola de samba. Sem falar dos intermináveis vexames remistas: Vila Aurora, o mais novo, Central de Caruaru, Palmas… Que esperar do futebol paraense de agora em diante?

  5. E o pior será o trauma das derrotas para times nordestinos em campeonatos brasileiros que vai durar por muito tempo, sabe-se lá, para o resto da vida. kkkkk

  6. Embora remista, estava torcendo pelo futebol paraense e, em especial, pelo Charles Guerreiro. Agora viu-se que o nosso futebol deve ser defendido pelos de casa, pois são eles que vestem a camisa. Esses diretores que mandam buscar jogadores sem expressão sabem que isso não adianta, apenas querem dar satisfação à torcida. E a torcida tembém é culpada, pois exige o que o clube não pode dar. Trazem 50 jogadores para aproveitar um só, quando muito. O pior é que nenhum diretor aprende a lição. O Remo já está querendo 4 do Salgueiro…. mas pagar com que dinheiro se tem funcionários atrasado em 30 meses. É o futebol paraense.

  7. Gerson, gostaria de me solidarizar com a torcida do Paysandu pelo resultado negativo. Foi muito difícil pra eu ver minha mãe e minha tia chorando copiosamente. Realmente foi muito triste.

    – Quanto ao jogo, Gerson, penso que o Paysandu perdeu essa vaga, quando optou pelo Charles, em detrimento do treinador que mais lhe deu glórias: Givanildo Oliveira. Sempre disse aqui, que o dia que o time precisasse dos conhecimentos técnicos do Charles(como dizia no tempo do Sinomar, lembram?), talvez se desse mal.
    – A entrada do Fernandão, a poucos minutos de começar o jogo, colocando o mesmo no lugar do Marquinhos que vinha treinando a semana toda, foi só mais uma das muitas coisas erradas que ele fez, ao longo desse campeonato, mas como sempre falo, as vezes vc faz as coisas erradas e acabam dando certo.
    – Penso que Paysandu e Remo, são muito grandes para terem em seus comandos, Técnicos Locais ou de Procedência duvidosa.
    – Vejam o que disse o técnico do Salgueiro, sobre a leitura que ele fez do time do Paysandu: ” Percebi que o Time do Paysandu não tinha pegada no meio e, que dependia muito do Thiago Potyguar”.
    – Quem acompanha o blog, é testemunha, que sempre defendi mais um volante(alexandre Carioca), em detrimento do Marquinhos,liberando o Sandro para ligação, pois o Papão estava jogando sócom um volante, que era o Tássio. Quanto ao Thiago, todos sabem o que sempre falei aqui e, penso que, na entrevista, ele esqueceu do Sandro, que também foi marcado. Ou seja, ele disse hoje, o que eu venho dizendo há muito tempo. Com Thiago marcado, ora pelo 7, ora pelo 8 e, com o Salgueiro posicionando o Fagner pelas costas dos dois volantes do Paysandu e, o Cleberson abrindo pela direita, para levar, ora o Sandro, ora o Tássio com ele, abrindo ainda mais o buraco no meio do Paysandu, aí, realmente ficou muito fácil. Parabéns ao Técnico do Salgueiro que soube anular o time do Paysandu, com muita inteligência.
    – Enquanto isso, ouvi do Charles, que a opção dele pelo Fernandão, foi para ir logo para o abafa, para aproveitar a Curuzu lotada. Como se vê, leituras bem diferentes e, porque não dizer: Foi a leitura de quem sabe e conhece futebol(Cícero Monteiro) contra aleitura de quem não sabe nada, principalmente de tática sobre o futebol (Charles Guerreiro).
    – As vezes sou tachado de perseguidor a técnicos locais, por ver com antecedência, as besteiras que, apenas hoje, muitos estão falando. É a minha opinião.

    1. Claudio eu sempre foi um dos caras por aqui, que achava vc severo demais com o dt locais, mas hj quando assisti o jogo pela internet e via maneira que o paysandu jogava, a primeira pessoa que me veio na ideia foi tu. e poh! tenho que concordar contigo com rel ao Charles.
      O Sandro se arrastava e ele n substituiu o cara.entrou com aquel tal de Fernandao, mas o mal do Paysandu foi o mesmo do teu Leao, ter um time cheios de ex jogadores, que jamais aguentariam uma lua daquelas.

      O Charles se emprenhou pelos ouvidos e deu nisso, torcedor n joga, imprensa idem!

      Um triste fim para o futebol paraense, somos tds perdedores, todos!

    2. Cláudio! Posso te dizer agora, que realmente o Charles errou no jogo mais importante da vida dele, quando ele errava antes, era sentido e claro, mais nunca poderia ser no jogo mais importante do ano. Pois ele treinou a semana toda com uma equipe conseidreda titular é, na hora do jogo escalou outra equipe, mais ate ai tudo bem, pois ainda tinha o segundo tempo para se consertar os erros de escalação, e posicionamento dos jogadores, mais o segundo tempo começou, já com uma modificação errada, à entrada de Marquinhos, que já não apresentava à muitos jogos o bom futebol, que o credenciou a ser o titular da posição.
      O Salgueiro meteu mais dois gols, ai, foi quando o Charles colocou o Lúcio, e o Vaninho, mais pra mim a fatura já estava liquidada.

      Mais foi bom, batemos na trave mais uma vez, e acho que nunca mais voltaremos para serie B, que dirá os outros clubes de nosso estado…

      PT NELES!!!!!!!!

  8. Explode Caoração na maior felicidade..
    Agora é hora de revelar as mazelas..+ de 100 jogadores contrata na temporada…as ações na justiça do trabalho não demorão a aparecer.
    AHHHH É CARCARÁ

  9. Remo e paisandu tinham as mais caras folhas salariais da serie C e D e não conseguiram sucesso,caindo para times modestos e de folha salarial pequena.

    Será que a saída é montar times modestos para o ano que vem,contratar jogadores locais e atletas menos badalados?. Ou interessante seria um meio termo,times modestos com três ou quatro jogadores mais caros?Fico com a segunda opção.

    Mais de uma coisa eu tenho certeza,ta na hora de todos,torcedores,dirigentes e imprensa baixarem a bola,pararem de criar expectativas em cima de perna de paus,parar com essa historia de buscar jogador no aeroporto. Precisamos valorizar o passado do futebol paraense,mais também precisamos ser realista,mais humildes e parar de ficar sonhando com os bons tempos.

    Talvez esteja na hora de começar do zero,remo e paisandu já deveriam marcar suas apresentações para o inicio de novembro e formarem seus modestos planteis e botar o grupo para trabalhar,trabalhar muito e saírem do mundo de fantasia que todos nos vivemos,nosso futebol não ta com essa bola toda.

    1. Penso, amigo Marcelo Gomes, que nem uma coisa e nem outra. Aliás, o Fluminense fez esse mesmo projeto a que vc se refere e, só não chegou a série D, porque na época não tinha. No meu pensamento, time grande tem que se planejar como time grande.Na hora que esse time grande pensar em se planejar como um time pequeno(como salgueiro, Vila Aurora,..), se dará mal, como está se dando, até hoje. Planejamento para Remo e Paysandu, tem que começar por um bom técnico( Givanildo(Paysandu) e Edson Gaúcho(Remo) ) e, deixar ELE, só ele comandar o futebol e montar o elenco e, acabar com esses diretores que adoram contratar(eles são alguns dos principais culpados por isso). Amigo, se o Paysandu e o Remo iniciarem, já em novembro com esses dois treinadores, por exemplo e eles montando o time e, a diretoria dando a ele os jogadores que ele pedir, nunca mais seremos pegos de surpresa por um time qualquer da vida. Entenda uma coisa: O planejamento de um time de massa,não pode ser igual ao de um time sem torcida. É a minha opinião.

  10. Gerson, acho que houve muita euforia antes da hora, o Paysandu não tem time, e pior, o Charles Guerreira que todos nós tinhamos esperança que nos levasse à segunga divisão, se perdeu na escalação e a derrota foi inevitável.

    Está mais do que provado, Remo e Paysandu há muito tempo deixaram de ser grande, grande mesmo são as torcidas.

    Ano passado foi o Icasa do interior do Ceará, este ano o Salgueiro do interior de Pernambuco, decididamente, não temos mais condições de disputar uma vaga na segunda divisão nem contra times do interior de seus respectivos estados. Imaginem se voce contra o Santa Cruz ou contra o Sport Recife, seria uma goleada sem tamanho.

  11. Gerson! O Giba foi execrado por menos, quero ver o que a impressa vai falar do Chales. Acho que ele quís dar um passo a frete, igual ao Darío na libertadores, escalando o Ferndão e nos ferrou!

  12. Sou remista mas não acho certo agora criticar esse ou aquele jogador e muito menos o Charles, quando tava ganhando tava tudo muito bem, agora que perdeu aparecem os critícos dizendo que a culpa é do charles, pessoal futebol é isso pra haver um ganhador tem que ter um perdedor e hoje foi o paysandu, não era pra ser, o paysandu jogou a série c quase que perfeita e perdeu quando não podia perder, o salgueiro foi melhor e pronto, agora vão falar que o charles não presta, ou o sandro tá velho, ou a culpa é do luiz omar isso não existe, SIMPLESMENTE NÃO ERA O DIA, mas como torcedor eu adorei principalmente aqui perto perto de ksa que passaram a semana toda me encarnando com gritos de VAMOS SUBIR PAPÃO, VAMOS SUBIR PAPÃO, eu sei pra onde eles subiram, até agora ainda não vi um por aqui, mas eles me pagam!! VAMOS SUBIR PAPÃO, VAMOS SUBIR PAPÃO, VAMOS SUBIR PAPÃO, É NÉ QUEM SABE ANO QUE VEM!! KKKKKKKKKK

  13. UM DOS GRANDES problemas, na minha modestíssima opinião, é o que eu chamo de rivalidade burra. GENTE de um lado festejando a ruína do outro lado. É o menos ruim pensando que é muito melhor que o ruim, ou seja, o roto falando mal do esfarrapado, ou o sujo tirando sarro o mal lavado. Isso tudo até é compreensível no torcedor, esse ser passional, que insiste em não enxergar a verdade. SE o seu time está um pouquinho melhor que o rival então já é o melhor do mundo; se é o contrário, o seu time é o pior do mundo, nada se aproveitando. INCOMPREENSÍVEL é profissionais de imprensa embarcarem nessa. NO CASO, há uma bandeira que de tão surrada já está até perdendo a cor, então, em contraponto, a outra está tremulando faceira. SE a administração de um lado está mais perdida que cego em tiroteio, a da outra agremiação é a mais competente, unida, profissional, enfim, só elogios. Ah, o fator campo! ESQUECEM-SE da qualidades dos adversários que o PSC enfrentou no estádio do Chaco, agravando-se que desta vez o homem do apito não marcou (pelo menos pelo que eu acompanhei) nenhuma penalidade suspeita contra o visitante, fato ocorrido muitas vezes naquele estádio. CONCLUINDO: nossos dois mais tradicionais clubes estão ruins, tanto que um está na série D e outro na C, outrora desdenhada pela sua diretoria (ou será que eu não tenho memória?).
    UM GRANDE abraço, povo paraense.

  14. Antônio Valentim, quem está na Série D é o São Raimundo. O Remo não tem nem Série.

    PAPÃO PRA SEMPRE!!!

  15. A vitória do Salgueiro justa, é um ponto. A decepção da torcida bicolor é normal, como normal seria a comemoração de vitória e vaga a B, porque é time que proporciona assiduamente esta condição, prova ser bi-campeão brasileiro, campeão de norte e outros. Normal, mais ainda, é a aparição dos contumeiros torcedores do time avesso que nestas horas aproveitam para manipular O FALO de outrém e assim se sentirem satisfeitos.

  16. EXPLODE CORACAO NA MAIOR FELICIDADE, E LINDO O MEU SALGUEIRO, CONTAGIANDO E SACODINDO ESTA CIDADE, EXPLODE, EXPLODE, SI F…. HAHAHAHAHA

  17. A derrota para o Salgueiro não tira a condição do PAISSANDÚ ser o maior do norte, principalmente quando o sem série está a um passo da morte.

  18. E preparo físico, antes do jogo o Salgueiro passou 20 minutos se aquecendo e o Paysandu 10, no jogo, aos 35 do 2° um jogador do Salgueiro esticou a bola na frente do Tassio e o deixou 2 metros atrás, o cara sentia que adversário estava morrendo. Charles nunca mais.

  19. Prato do dia: Mucura Salgaga, mais esse peiasandu é muito comedia, nada, nada, nada e NADA kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, COMEDIA vai durmir sofredor NÃO VAI SUBIR NINGUÉM KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKCOMEDIA…………

  20. É triste reabrir velhas discussões mas a reralidade nos obriga a tal exercício. Nós paraenses ( imprensa no meio) precisamos repensar os conceitos de “grandeza” que a tribuimos aos nossos clubes e por extensão ao futebol deles.
    A vaidade nos leva a sonhos que transformam-se em pesadelos e por amor imensurável ao clube preferido entendemo-lo maior do que é na verdade..
    Ontem, passada a decepção, argui-me sôbre coneitos ou expresões, tais como : camisa pesa; tradição é fator decisivo; torcida joga junto; jogar em casa é mio caminho andado, etc.etc. ..
    A imponderabilidade no futebol é maior do que as máxima. Ao estabelecer a tendencia para o jogo de ontem admiti a incertezaa de apenas 5% para um resultado desfavorável ao Paysandu. Previsão errada. Esqueci-me que os deuses do futebol não admitem intrusos naquilo que estabelecem. Foram esses deuses que consagraram a INEXATIDAO no futebol como punição aos ufanistas.
    A exemplo da nossa querida Belém, nossos clubes embalam-se em alegrias passadas sem a certeza de um futuro crível. Para ser grande um clube que mostrar-se grande.

    1. Desculpe caro Tavernard, mas estou certo que o Paissandú não jogou ontem, se joga fazia prevalecer a máxima. Camisa, campo e torcida jamais ficarão em 2º plano. Tradição depende do comportamento do time em campo e por isso que digo que ontem, como nos últimos jogos o Paissandú não jogou. Ontem então sem comentários.

  21. Excelente comentário, Tavernard. Belém, outrora metrópole da Amazônia, apequenou-se e vive de glórias passadas,não somente no futebol. A meu ver, a culpa principal é da população, que continua a votar em descompromissados. Eu cansei desse samba e mudei de Estado, passando a ser mais um dos visitantes que matam as saudades recebendo ou indo a Belém quando posso, o que não me impede de ficar triste ou mesmo melancólico com o que vejo, leio e ouço. Não espero nem mais, nem menos. Apenas fico a imaginar o cotidiano, cercado de insegurança, que envelhece precocemente meus amigos e conhecidos, pela tensão, hoje chamada de estresse.

    1. Azulino. Meus repeitos, já pensei assim tambem, Mas sair munca foi a saida!!! A solução é ficar e luta para que as coisas melhorem.
      Com relação ao futebol – não é verdade que temos clubes grandes. Não temos clubes grandes. Qual é a base administrativa de nossos clubes de futebol?. Qual a qualificação de nosso dirigentes? No passado e no presente convivemos com aventuresitos ou arrivistas! Nem um mísero CT temos. Imaginem um clube grande sem CT!? Contudo, temos ainda um grande trunfo: a grande torcida dessas clubes. Esse é o nosso grande capital social – resta aproveitá-lo de forma inteligente.
      A propósito: ainda temos o Águia para torcer. O Águia Marabá é o Pará ainda vivo na alcançar a Série B.
      Com relação à cidade – realmente do ponto de vista de nosso desenvolvimeto urbano é uma lástima. Não temos um efetivo planejamento metropolitano. Mas, não é culpa da população. Esse povo sempre vota querendo o melhor para a cidade e seu entorno. A questão é o fator manipulação ideológica! Agora mesmo, nessas eleições, provavelmente uma parcela expressiva deve estar considerando que o Jatene é o melhor para o Estado. As pessoas melhor informadas sabem que não. As pessoas sérias estão fugindo da política
      A solução, Azulino, é ficar é lutar por melhores condições de vida para nosso povo.
      .

  22. Ganhou quem merecia ganhar. O Salgueiro foi muito mais objetivo.
    Culpados serão procurados e fatalmente até mesmo quem nada tem a ver com o caso será crucificado. Esse filme eu já vi.
    Vida que segue.
    Ano que vem tem mais.

  23. O BOM DO FUTEBOL, SÃO OS RESULTADOS. O QUE FUNCIONA NA VERDADE, É A HUMILDADE. NUNCA SE DEVE ACHAR QUE JÁ GANHOU…. O SALGUEIRO JÁ ESTAVA SENDO CONSIDERADO GALINHA MORTA… POR ISSO QUE A FESTA JÁ ESTAVA PROGRAMADA PARA COMEMORAR. ..LAMENTO OS QUE PAGARAM INGRESSO TÃO CARO, PARA TAMANHA DESCEPIÇÃO.

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