3 comentários em “Capa do DIÁRIO, edição de domingo, 26

  1. Mais uma do Na Ilharga:
    Seria bom que o Governo do Estado viesse a público e esclarecesse se é ou não proprietário do antigo clube da Petrobrás. Assim, daria ciência ao grande público que a pretensão do Remo, de comprar aquele imóvel, procede ou se trata de apenas de mais enchimento de linguiça nessa novela interminável.
    A presidência do Remo afunilou a situação para forçar uma decisão em dez dias, em negociação com a justiça do trabalho, entretanto, há outras pendências que não passam por lá, como o caso daquela casa estranhamente chamada de santa. Enquanto isso, é evidente a dificuldade para aquisição de um terreno bom e barato e pairam muitas dúvidas a respeito se o dinheiro da venda do Baenão será suficiente para erguer uma arena compatível com os sonhos e necessidades azuis.
    Diante disso, só resta uma conclusão: quanto mais a coisa evolui no noticiário, mais parece não sair do lugar e o Remo continua endividado, ameaçado de perder seu patrimônio, comprometido com a JT e justificadamente receoso de que mais perderá do que ganhará com a aventura(cada vez mais sem volta) do atual presidente do clube. Que situação!

  2. por Luiz Carlos Azenha

    Em um outro texto desta mesma página eu escrevi sobre o que vejo na conjuntura econômica internacional.

    Agora vamos ao detalhamento do que penso sobre o Partido Verde, que se estende a uma parcela considerável dos ambientalistas brasileiros.

    Eles se concentram na defesa da Amazônia, da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável — até aí somos parceiros.

    Porém, por que eles não se dedicam, prioritariamente, a atacar os problemas ambientais que afetam grandes populações, como os 20 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo?

    Para além do fato de que o PV, em São Paulo, é linha-auxiliar do PSDB — assim como no Rio de Janeiro — há um problema de fundo.

    Nenhuma solução ambiental em São Paulo é possível sem a despoluição do rio Tietê e afluentes, que cortam a metrópole.

    Qualquer política agressiva para enfrentar o problema requereria o aumento dos impostos e, provavelmente, a adoção e cumprimento de normas rígidas que incidiriam na margem de lucro dos grandes financiadores da aliança… PSDB/PV.

    Por outro lado, qualquer solução para os córregos e a várzea do rio Tietê exigiria uma reforma urbana, com a garantia de um estoque de terras suficiente para atender à demanda de milhares de famílias que hoje ocupam terrenos em áreas alagáveis/e ou de mananciais.

    Além de exigir dinheiro, ou seja, mais impostos, essa reforma incidiria sobre os interesses dos grandes grupos imobiliários e de construção civil que, para todos os efeitos, legislam sobre a ocupação urbana em São Paulo.

    Estes grupos são, por sua vez, os grandes financiadores da mídia escrita — Folha, Estadão, editora Abril –, com seus empreendimentos imobiliários que não param de surgir em uma cidade absolutamente saturada e completamente desorganizada.

    A quem serve a “desorganização”? À especulação imobiliária.

    Um verdadeiro Partido Verde deveria denunciar estes conluios que degradam a vida humana na metrópole. Mas, em vez disso, o PV prega que troquemos o plástico por sacolas de pano no Pão de Açúcar.

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