9 comentários em “Desespero eleitoral gratuito?

  1. Ainda com boa vatagem, Dilma estacionou como esperado. A próxima pesquisa já revelará o esperado. Serra crescerá e 2º turno acontecerá, mas a melhor beneficiada será Marina. Marina já.

  2. Isto é ridículo, esta tática Petista de querer sempre denegrir a imagem das pessoas. Gerson eu penso que isso sinceramente não combina com você, vais acabar perdendo credibilidade, as coisas vão para o lado banal, e como homem público, fica mal.

    1. Carlos, reproduzi apenas uma piada sacana dos Cassetas. Não leve tudo tão a sério assim, afinal isto é apenas rock’n’roll.

  3. Dilma “estacionou” com viés de alta e Serra continua em queda livre, como esperado.

    Nota para os leitores de Estadão / Globo / Veja e similares:
    Corregedor eleitoral arquiva pedido de Serra para cassar Dilma

    O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou ontem a ação em que a aliança comandada pelo candidato José Serra (PSDB) pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff (PT).
    Em resumo, o ministro entendeu que o pedido de cassação da candidata baseou-se em acusação sem qualquer prova.
    José Serra e seus aliados acusaram Dilma de abusar do poder. O abuso estaria caracterizado pelo envolvimento e por
    benefícios obtidos pela candidata com a violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB, incluída a filha de Serra, Verônica, em agências da Receita Federal nas cidades paulistas de Mauá e Santo André, no ano passado.
    Para o corregedor-geral, em primeiro lugar, a coligação de Serra não apresentou “concreta demonstração” de que a violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB tenha beneficiado a candidatura de Dilma. Além disso, o ministro não identificou na denúncia de Serra e de seu partido nenhuma evidência de que as quebras de sigilo fiscal tenham provocado desequilíbrio da disputa eleitoral.
    Finalmente, o ministro Aldir Passarinho manifestou o entendimento de que o caso não é eleitoral, mas de cunho penal comum, que deve ser apurado por vias próprias, o que, segundo ele, está sendo feito inclusive com a participação do Ministério Público.

    REPRESENTAÇÃO CRIMINAL
    Antes mesmo do arquivamento da denúncia no TSE, o Partido dos Trabalhadores entrou na Justiça com mais uma representação criminal contra o candidato das oposições. O PT sustenta que Serra caluniou Dilma ao acusar a campanha da petista de produzir um dossiê com a quebra de sigilo de tucanos. Em outra ação, no TSE, o partido pede que seja investigado se Serra cometeu um crime eleitoral ao responsabilizar a campanha do PT e Dilma pelo vazamento de dados sigilosos. Uma terceira representação pede à Procuradoria Geral da República que apure declarações em que também o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, responsabiliza Dilma e petistas pela violação do sigilo.
    Fonte: Brasília Confidencial

    1. SERRA: O CABEÇA DE MAMÃO.

      Serra merece o troco, Inclusive do LULA LÁ. Só burrice explica um pedido de impugnação contra uma candidata 100% blindada e bem postada nas pesquisas. O que o ex-metalúrgico prega convence, em vezes com justa razão, como nesta. Mas este episódio mostrará um outro lado ainda um pouco obscuro que é pura candidatura de Marina, que tal como o LULA Lá, sabe mostrar na oratória, que é uma boa e competente alternativa para a sucessão. A guerrilheira já chegou até onde podia, agora é aguardar a quedra gradual.

  4. No Brasil a unica coisa que os politicos tem em comum é a BIZARRICE (as mulkheres estão incluidas) manifestada expontaneamente ou pelos criadores do NEW LOOK..
    Fotos da primeira comunhão ou da formatura universitária são os semblantes preferidos.O ridiculo não é privilegio dos eleitores.

    1. Os eleitores não são todos japonenses para confusão visual, nem equiparados por cor, poder ou coisa desta natureza que valha, portanto o rídículo fica a juízo de cada um.

  5. Transferência de tecnologia. Eis o que buscava o PT quando se aliou a Collor, o “caçador de marajás”.
    Em 1989, primeira eleição direta depois de décadas de ditadura militar, eu não tinha idade para votar. Mas com alguma leitura é fácil saber tudo o que se passou naquele pleito famoso, onde os brasileiros foram chamados a escolher, no primeiro turno, entre dezenas de candidatos, mas apenas um representava uma escolha sensata: Mário Covas.
    Analisar a história a posteriori costuma ser fácil – e é! -, mas de que outra forma poderia se dar o processo de análise? A história, por sua própria natureza, só pode ser estudada uma vez que tenha se tornado… história! A única exceção a isso se deu em 2008, com a eleição de Barack Obama, o messias negro à Casa Branca. Com Obama, tudo era histórico antes mesmo de acontecer: “o democrata fará, esta noite, um discurso histórico”; “Obama apresentará, amanhã, medidas históricas”; “a eleição de Obama, se confirmada, será um marco histórico”. Só Obama “fez a história” antes mesmo da história ser feita. Mas já me desviei um tantinho. Retomo.
    Em 89 o Brasil podia ter escolhido Covas, um sujeito íntegro, com idéias próprias e com a exata noção, já naquela época, de que a chave para o sucesso do Brasil era um “choque de capitalismo”. Covas, porém, perdeu. Os três principais candidatos na disputa foram, desde a primeira hora, Collor, Lula e Brizola. Se Lula tivesse vencido, o país teria mergulhado num abismo. Se Brizola tivesse vencido, o país teria mergulhado num abismo. Como Collor venceu, o país mergulhou num abismo. Em 89, escolhia-se entre Covas e a barbárie. O povo preferiu a barbárie. Aliás, o povo brasileiro, sempre muito coerente, adora escolher a barbárie quando ela se apresenta como candidata…
    O pleito de 89 representava, até agora, o ponto mais baixo da política nacional. Collor, o “oligarquinha da mamãe”, levando à TV uma ex de Lula para que ela “denunciasse” que o petista defendeu o aborto de sua filha Lurian, foi algo deprimente.
    Aliás, é curioso que a máquina de difamações da esquerda tenha relegado esse episódio a segundo plano, preferindo voltar suas baterias contra a tal edição do debate final, feita pela Rede Globo, que, segundo eles, foi o grande motivo da derrota de Lula. Besteira! Aquela edição não deve ter valido a Collor nem 2% dos votos! Quem viu o debate sabe que Lula perdeu! Não foi – se me permitem a metáfora lulesca… – “goleado”, como a Globo quis fazer crer, mas perdeu! O jogo sujo de devassar a vida privada de pessoas próximas ao candidato petista, chafurdando na lama que foi a discussão sobre fazer – ou não – um aborto, é que representa o ápice da baixaria.
    Desde então, a política nacional, engessada por uma legislação eleitoral que não tem nada de democrática, não havia conseguido repetir algo tão rasteiro. Marta (Favre-Belisário-Wermus) Suplicy, em 2008, tentou descer ao fundo do poço ao insinuar na TV que Gilberto Kassab era homossexual. Chegou perto, mas não conseguiu.
    Hoje, mais de vinte anos depois do “caso Lurian”, a campanha petista de Dilma Rousseff finalmente conseguiu se igualar a de Collor. Eis aí, como dito no início, a razão que levou o petismo a andar de braços dados com o sujeito que aplicou a Lula sua primeira derrota nas urnas, e que foi transformado, durante o processo de impeachment, na besta-fera do progressismo nacional. O PT queria aprender com Collor. Queria conhecer e manejar à perfeição os métodos de baixaria política que sempre destacaram o alagoano. Conseguiram! O processo de “collorização” do petismo está completo!
    Collor não poupou a filha de Lula, da mesma forma como, hoje, a campanha de Dilma não poupa a filha de Serra. Quebrar sigilo de tucanos famosos, ou mesmo de personalidades como Ana Maria Braga é “apenas” crime. Quebrar o da filha de Serra é fazer baixaria. É mostrar que em 89 o PT não sofreu com o jogo sujo de Collor porque se tratava, enfim, de jogo sujo. Sofreu porque gostaria de ter tido a idéia de recorrer àquilo por primeiro! Essa era a mágoa dos petistas: “como ele pensou nisso, e nós não?!”
    Mas eis que passadas mais de duas décadas eles corrigem o erro estratégico de 89. Eis que, com o know how de Collor, finalmente conseguiram jogar o jogo político mais baixo. Mostram, assim, que o Partido não esquece e não perdoa. Gramsci ficaria orgulhoso, afinal nem na Itália um ente político assumiu tão perfeitamente o ideário sociopata exposto na figura do Moderno Príncipe.
    E os brasileiros? Assim como em 89 parecem dispostos a escolher a barbárie, em vez de derrotá-la. E notem que a coerência desse eleitorado é de uma perfeição assombrosa: quem aceita votar numa candidata que militou em organismos terroristas, e que, hoje, representa um governo cujo apoio a regimes tirânicos é indiscutível, não teria por que rejeitá-la agora, governo que devassa a intimidade de familiares dos seus oponentes, atirando-a aos cães que esgrimem suas canetas em troca de um punhadinho de publicidade estatal.
    Se tornou célebre a frase de que o que decide a eleição “é a economia, estúpido!” Não no Brasil. Aqui, ao que parece, o que decide a eleição é a baixaria. O candidato da baixaria é sempre o favorito à vitória final. Parabéns a todos os eleitores envolvidos.

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