Por Denilson Tavares (dentav@ig.com.br)
Venho através deste, expressar minha revolta e preocupação com o futuro do centenário Clube do Remo. O clube mais querido do Norte do Brasil. Agora que está tudo sacramentado e o nosso maior patrimônio (depois da torcida) foi arrematado pelos empresários, numa atitude, no mínimo desesperada e desrespeitosa do nosso pseudo-presidente (simbolizada através da derrubada do nosso símbolo na calada da noite), fica a pergunta: qual o futuro do Clube do Remo?
A questão não é a venda do Baenão em si, pois no buraco sem fundo em que o clube se meteu, esta era, aparentemente, a única saída, apesar de que, acho que muitas coisas permanecem obscuras e deveriam ser esclarecidas antes da conclusão do negócio, como o valor total gasto para a construção da arena. Os problemas agora são outros.
Onde será a arena do Leão? A nação azulina vai assistir aos jogos em Marituba? Torcedores que moram no centro de Belém ou próximo dele, como eu, se deslocarão até aquele município para assistir os jogos, sobretudo a noite? O dinheiro da venda será suficiente para pagar as dívidas e construir esta moderna arena conforme reza o projeto e promete a construtora?
Quem vai administrar esta grana para que tudo dê certo? Será que a comissão escolhida será íntegra e acima de qualquer suspeita para investir o dinheiro como deverá ser feito?
Infelizmente, só o futuro dirá! Porém, meus caros, se formos nos basear no histórico de nossos dirigentes, não só do Remo mas do Paissandu também, temo muito pelo meu amado Leão Azul e vejo uma nova Tuna Luso surgindo no Pará. Não quero ser dramático nem pessimista mas, enquanto estas mentes retrógadas e provincianas governarem nossos clubes, não podemos mais, almejar grandes conquistas e glórias e continuaremos vivendo do passado. Saudações azulinas de um torcedor profundamente preocupado.
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