Por Rica Perrone
Emerson Leão foi goleiro do Corinthians, do Palmeiras, do Grêmio e do Vasco. Foi pra seleção, disputou Copa do Mundo, ganhou 2 Brasileiros, diversos estaduais e se tornou técnico quando parou de jogar. Com imagem de culto e “diferenciado”, Leão foi trilhando a carreira de técnico entre o limite da arrogância e da falta de educação. Qualquer escolha já seria um erro, mas ele conseguiu somar as duas.
Virou “top” no Santos, quando na verdade o time era forte, não ele. Usou sua fama pra ir ao SPFC, e lá deixou o clube para ir ganhar dinheiro no Japão. Desde então, quando ganhou o Paulistão, sua carreira como treinador afundou. Não consegue emplacar nada, por onde passa só deixa inimigos, tem problemas com diversos jogadores e identificação com clube nenhum.
Conseguiu destruir uma carreira brilhante e uma imagem de ídolo através de sua arrogância e mania de grandeza. Leão se acha o melhor. Como goleiro, como técnico, como pessoa, como qualquer coisa. Leão agride as pessoas a troco de nada. Tem medo da imprensa, se acha muito macho quando chama nego pra “brigar lá fora”, e na verdade é um fracassado treinador que vive de nome há alguns anos.
Duro aceitar, pra alguém que se acha Deus, que a verdade lhe mostre sua incompetencia. Natural que a reação seja agressiva até, afinal, controle emocional e Leão nunca andaram juntos. A cada 10 jogadores que trabalharam com Leão, 9 o detestam. A cada 5 clubes que trabalhou, 4 não querem vê-lo nunca mais por lá.
Segundo um renomado jogador de futebol, “Leão consegue juntar numa só pessoa tudo de ruim que um ser humano pode ter”. Não sei, não o conheço como pessoa, só como profissional do futebol. Ali, é péssimo. E pela postura e forma de tratar as pessoas, não tenho muitas dúvidas sobre seu lado pessoal.
O que fez ontem foi apenas mais um capítulo entre tantos de descontrole e arrogância. Passará batido, porque é rotina vê-lo brigar, assim como é mais interessante focar a notícia nos técnicos tops e não nos fracassados decadentes.
Leão acabou. Ou pior: se acabou pro futebol. Vai tarde. Nenhum setor precisa de gente assim.
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