Holanda convive com guerra de egos

Uma crise se desenrola no elenco da Holanda, que se prepara para enfrentar o Brasil na sexta-feira. Dois de seus principais jogadores estão no olho do furacão, além do treinador. Substituído aos 35 minutos do segundo tempo contra a Eslováquia, o atacante Van Persie discutiu com o treinador Bert van Marwijk ao sair do gramado em Durban. O alvo das reclamações, o meia Wesley Sneijder. As imagens da partida de segunda-feira deixam claro o descontentamento de Van Persie ao deixar o gramado. Mas o que o jogador disse ao técnico foi ainda pior do que o dedo em riste. “Você tem que tirar o Sneijder, e não eu”, disse Van Persie, apontando com o polegar sobre as costas para o campo, onde o companheiro estava. A frase de Sneijder foi captada por leitura labial feita pelo Instituto Holandês de Deficientes Auditivos, a pedido do site SportWereld.

Na zona mista, após a partida, Van Persie negou que tenha havido qualquer indisposição com o treinador, contrariando as imagens da transmissão de TV, bem como as centenas de fotografias da discussão. Nesta terça-feira, contudo, o treinador Bert van Marwijk foi em direção oposta. O comandante da seleção revelou que, no vôo entre Durban e Johanesburgo, conversou separadamente com Van Persie e Sneijder. Depois, no hotel, chamou os dois jogadores para ume reunião.

“Conversei com os dois no hotel. Foi uma reunião unilateral: eu falei e eles ouviram. Eu disse a eles que nada pode atrapalhar nossa caminhada rumo ao título mundial”, disse Van Marwijk. O treinador esquivou-se, contudo, ao ser questionado sobre a reclamação de Van Persie. “Eu não consegui ouvir o que ele disse. Havia muitas vuvuzelas no estádio e estava impossivel ouvir qualquer coisa”. Na Holanda, cogita-se a possibilidade de o treinador punir Van Persie com a reserva no jogo contra o Brasil. Assim, o atacante Klass Jan Huntelaar, do Milan, assumiria a posição no comando de ataque. (Da ESPN)

3 comentários em “Holanda convive com guerra de egos

  1. Agora eu pergunto: o que Van Persie fez nessa Copa para querer cantar de galo?

    Ele deveria era sair de fininho, sentar no banquinho e ficar caladinho.

  2. Caro Gerson, foi categórica, inteligente a sua resposta sobre a atuação da seleção brasileira no jogo contra o Chile, feita no Programa esportivo da Clube, neste dia 29/06 à tarde. Demonstrou equilíbrio, razoabilidade e, acima de tudo, conhecimento aguçado de futebol, ao contrário da “opinião” (atitude) sem ética, simplista, mordaz, pra não dizer pessimista do sr. J. Tavares. Afinal, que jogo ele viu?

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