Em meio às incertezas e palpites sobre a presença (ou não) de Paulo Henrique Ganso na lista de Dunga, a coluna abre o costumeiro espaço das terças-feiras para o nobre leitorado. Sobre a polêmica teoria da marmelada, defendida por grande parte da torcida do Paissandu, o Aderson Santos de Vasconcelos contesta com veemência e ironia.
“A torcida do Paissandu foi sempre assim. Eles acham que o time deles pode sempre fazer o resultado a bel-prazer. Aliás, se eles fizeram isso mesmo é um risco muito grande, pois pode lhes custar o campeonato. Toda vez que se acham superiores, o Remo come pelas beiradas e termina campeão. Além do mais, a torcida bicolor deve saber muito bem o que fala – e o Internacional também”.
Aproveita o embalo e questiona Giba pela insistência com Otacílio. “No primeiro turno, o Remo era ofensivo porque jogava com 2 volantes e 2 meias. Como o Remo perdeu o primeiro turno por conta da expulsão do Raul no primeiro jogo, tudo mudou. Basta o Giba tirar o Otacílio, entrando com Didão e Danilo. Em relação a Gian e Velber, ele precisa trabalhar com o preparo físico dos dois, como vem fazendo nos últimos jogos. Pronto, o Remo volta a ser o melhor time do campeonato”.
Rildo Medeiros segue no mesmo tom, avaliando que “a cada jogo, a torcida do Paissandu vê seu time apresentar-se mais de acordo com a realidade, ou seja, não é um Santos, expondo limitações que são disfarçadas com acusações de marmelada ou facilitação”.Convicto de que houve armação no clássico, Waldemar Fontes, de Redenção, diz que a ausência de interesse do Paissandu no jogo foi evidente. “No 2º tempo, ninguém parecia a fim de ir ao ataque, parecia que o resultado interessava ao time. O pior é que o árbitro não deu acréscimos e ninguém reclamou. É muito estranho”, avalia.
Já o Igor Nery critica os termos publicados no site oficial do Paissandu sobre o Re-Pa de sábado e compara com as afirmações de um dirigente do Remo, que lançou ofensas contra a torcida alviceleste. E cita um trecho do texto postado no site: “Depois de um bom primeiro tempo quando esteve duas vezes na frente do marcador, o time bicolor voltou para o segundo tempo jogando um futebol de baixa qualidade e acabou cedendo o empate para um adversário fraco e que marcou seu gol através do jogador mais mediocre (sic) de todos os que jogaram ontem”.
De fato, o texto é sofrível, com erros de concordância e estilo, além de ser parcial no relato do que foi o jogo. O problema, porém, afeta muito mais ao Paissandu, cuja diretoria deveria zelar pela correta divulgação do clube. Afinal, como se sabe, imagem é tudo.
E sobre o paraense Ganso, citado lá no começo da conversa, não tenho dúvidas: estará entre os convocados de Dunga. O otimismo é reforçado por informações vindas do Rio, que também incluem Neymar na lista. Mas, quanto ao endiabrado atacante, não tenho tanta certeza.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 11)
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