Por Cássio Andrade

Paráfrase! Recorro a Drumond para tentar descrever a maravilhosa equipe do Santos, campeão paulista de 2010. Campeão, sim! Alguém há de duvidar da façanha da Vila? Alguém há de ousar criar obstáculo ao caminho traçado pelo Olimpo? A saga santista terminou no confronto celestial de todos os santos contra o doutrinal Apóstolo paulino. Já o honroso Santo André, tentou ser uma “pedra no meio do caminho”.

O inferno comercial levado a cabo pela Federação Paulista de Futebol, redundou, como castigo divino, à semifinal mais celestial dos últimos tempos. Não poderia o diabólico vendilhão de Barueri estragar o banquete dos céus. Praga da Cruz de Malta verde-paulistana que mais uma vez cumpriu seu sacrifício na sagrada imolação do altar da praia.

Não sabeis, FPF, que a casa sagrada do futebol, não serve somente aos interesses dos butins? Quem se lanhou no chicote, também se lanhou nas feridas abertas pelos vendilhões. Ah um chicote!

A burocracia dos dirigentes de futebol ainda inventa essas semifinais inúteis! Para quê? O Santos já veio concebido, sem o pecado original dos chuveiros muricianos, do guerreirismo dunganiano, dos 3-5-2 aferrolhados. Esse foi o Santos, redentor do futebol elevado à quinta potência da arte. Engenho, técnica, prazer e arte, misturadas à saudável arrogância e até as diatribes moleques perdoáveis.

Que bom, ficarmos livres dos caras-feias, da sisudez cândida dos que louvam e do suor empedernido dos que batem. Um ode a Pelé, Pepe, Joary, Nílton Batata, Pita, Diego, Giovani, aos eternos meninos de uma Vila famosa a quem tanto devemos o resgate à redonda fé.

Que todos os santos regozijem! Não deixem o santo caipira estragar o banquete.   

Com doce inveja, enalteço a história de glória tão bem composta por Carlos Henrique Roma (cidade sagrada, eterna?) em 1957: “Nascer, viver e no Santos morrer. É um orgulho que nem todos podem ter”.

Ave história de amor à arte jogada sob o manto verde do templo sagrado, da vila sagrada…

E todos, entoemos, com graças e louvores a todo o momento: o Santos é o novo campeão!

É, santo herético do ABC! Quase uma pedra, quiseste ser…

5 respostas a “Quase uma pedra…”

  1. Avatar de Carlos Berlli
    Carlos Berlli

    Cássio, reconheça que essa final é fruto dos aparelhos reprodutores do esporte moderno.

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  2. Avatar de Cássio de Andrade
    Cássio de Andrade

    Ainda nessa, rapaz? Muda o CD!

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    1. Avatar de Carlos Berlli
      Carlos Berlli

      Mais que vendedor é você que faz propaganda da mercadoria, com prática, agora dá as costas para o produto.

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  3. Avatar de Cássio de Andrade
    Cássio de Andrade

    Berlli, acho que estás querendo ver o meu aparelho reprodutor. Vou pensar se vendo para ti. Rs. Vou parar por aqui, pois vamos acabar baixando o nível! Rs.

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    1. Avatar de Carlos Berlli
      Carlos Berlli

      Caro amigo Cássio. Estou falando de uma coisa e você, maldando, de outra, antes que fiquemos em impedimento, melhor esquecer este lançamento,melhor dizendo, este assunto. Rsrsrs

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