Pequenos questionam repasse do governo

A transmissão dos jogos de Remo e Paissandu, válidos pelo Parazão, pela TV Cultura do Pará, corre perigo. O presidente do Independente-Tucuruí, deputado Delei Santos, encabeça um movimento reivindicando valores de patrocínio mais alto. Até agora, três clubes não aceitaram os valores propostos para cessão do direito de transmissão das partidas: Independente, Cametá e Santa Rosa. As agremiações só aceitam a negociação se receberem R$ 100 mil. Delei Santos deixou claro que, se não houver um reajuste nos valores atuais, não permitirá o televisionamento do Paissandu x Independente, domingo, às 16h, na Curuzu. 

“Não é justo que Remo e Paissandu ganhem mais de R$ 1 milhão pela transmissão de seus jogos, enquanto que as outras equipes ficam com cerca de R$ 60 mil. Não é para ninguém aceitar. Vou para o coquetel de lançamento do campeonato na próxima quarta-feira (13) para conversar diretamente com a governadora Ana Júlia sobre a situação”, explicou o parlamentar e cartola.

Posso estar até enganado, mas essa grita tem pinta de blefe. O deputado-dirigente esperneia para garantir um reajuste para seu clube, o que é legítimo. Não ficaria surpreso se, durante o próprio coquetel de lançamento do torneio, as coisas já estivessem devidamente acertadas.

5 comentários em “Pequenos questionam repasse do governo

  1. Gerson, posso estar enganado, mas penso ser justo esse reajuste, até porque, Remo e Paysandu também tiveram.

  2. O Valor é 60 mil para cada clube considerado pequeno. Acho de certa maneira justo, pois vejamos, um time pequeno terá 4 transmissões (caso não vá a fase final), lucrando aproximadamente 15 mil por jogo. Primeiro, isso é um valor maior do que uma cota para amistoso contra Remo e PSC. Segundo, esses clubes não conseguem promover arrecadações contra outros clubes pequenos, isso n]ão cabe ao governo do Estado, e por último, devem deixar de reclamar, pois o único lucro que tem são nos jogos contra Paysandu e Remo, então, sinceramente, não atrapalhem!

  3. Concordo com você Carlos, essas franquias de clubes vivem às custas de Remo e Paysandu há vários anos e ainda querem mais. Os valores são proporcionais a importância do clube. Esses clubes sem sede, torcida e identidade não valem 10% da dupla Re X Pa, portanto, estão bem pagos a 60.000 cada. A cota do Avaí não é, e nunca será igual a do Corinthians na 1ª divisão.

  4. É inaceitável aceitar um comportamento desses por parte desses “times”. Ficou claro desde a assinatura do contrato que tratava-se de um patrocinio e que estaria sendo assinado para Remo e Paysandu, com os demais times recebendo por participar dos jogos (afinal, os titãs não jogam só) e como todo empresário, ele patrocina quem explora melhor sua marca.

    Os “pequenos” tem que ir atrás de patrocinadores e oferecer-lhes projetos.

    E tem mais, 40% da cota de jogo pro perdedor numa Curuzú lotada com ingresso a R$ 20,00 é uma vitória pra eles.

    Que gastos fora o elenco eles tem?
    Qts funcionários?
    INSS?
    Estádio pra manter?
    Concentração de luxo pra manter?
    Pgto de salários altos de jogadores de alto nível para satisfazer a torcida?
    Pressão o tempo todo.

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