5 comentários em “Náutico 1, São Paulo 2

  1. E tem gente que não quer enxergar que o Ricardo Gomes, de forma serena e sem goelar fama de grande técnico (o que ele sabe que não o é), tem feito um bem danado ao elenco. Eu sempre digo que o time ainda ressente as heranças deixadas pelo Muricy, mas há de se reconhecer que a arrancada do São Paulo nesse campeonato tem muito do elenco e da mão do treinador. Ontem o tricolor entrou ruim, fez pênalty infaltil, defendido por sorte pelo Bosco, e depois levou um gol pela rebatida errada do Bosco, além de ter perdido o Júnior. Com 10, se agigantou, conseguiu arrancar o empate; com 9, fez a heróica virada. Ou seja, com jogadores a menos, Ricardo ousou manter o time na ofensiva, se arriscando a levar gols (o perdido pelo Bala foi infantil) de uma equipe desesperada para se distanciar da zona e mexeu muito bem, mesmo após a burrice do Richarlsson com aquele cartão vermelho descenessário. Após o gol da virada, a equipe mostrou que não precisa se acovardar e transformar o jogo em defesa contra ataque, como tem feito o Palmeiras em seus últimos jogos. Até o momento, Ricardo Gomes, com elegância, simplicidade e sem grandes discursos, tem conseguido provar que existe vida além do chuveirinho. Como disse em comentários anteriores, acho que o Palmeiras está mais próximo do título, mas o Ricardo Gomes, para mim, já está se credenciando a melhor técnico do brasileirão. Olha só, Gérson, o quanto o arrojo é necessário para manter o bom senso. Ontem, qualquer treinador, após a infantil expulsão do Rick, tiraria o garoto Oscar que acabara de entrar. O que fez Ricardo? Manteve o garoto, sacrificando o experiente Borges. Resultado: Oscar deixou o Hugo na cara do gol para soltar a bomba e fazer a virada. Isso não é somente sorte. É bom senso!

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